quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O grande instrumento do líder: a observação


O ator é uma das referências do teatro. Para que um espetáculo chegue a bom termo, pelo menos sob o ponto de vista técnico, há que se ter no mínimo dois sujeitos: de um lado o ator e do outro o espectador.
  
Para transmitir sua mensagem o ator se municia de diversos instrumentos e técnicas - como a linguagem gestual e a presença de palco; a impostação da voz e o aperfeiçoamento da dicção; a reelaboração do texto, do contexto, e de suas nuances; a interpretação cênica e um conjunto de outras ferramentas - que tornam sua ação dramática mais eficaz.

É este complexo de técnicas que faz do teatro, enquanto instrumento de transmissão de conteúdos, a manifestação artística mais ampla, abrangente e adequada de todos os tempos.

Foi por esta razão que - originalmente no Egito, e depois na Grécia e no restante do mundo - os sacerdotes e as elites religiosas utilizaram o teatro para reverenciar suas divindades.

Foi este conjunto de técnicas que levou Padre Anchieta a utilizar o teatro como instrumento de catequese, de conversão dos índios ao credo cristão.

O teatro consegue - de forma presencial - aglutinar as demais atividades artísticas como a dança, a música e a oratória, tornando-se, além de centro de convergência, o mais divertido e eficaz veículo de comunicação.
  
Não foi outro o motivo que levou o clero, na idade média, a levar o teatro para o interior das igrejas, promovendo autos que realçavam o conflito entre bem e o mal, massificando os valores da moral cristã.
  
Por suas exclusivas características e poder de mobilização, o teatro também tem servido aos propósitos dos sistemas autoritários de direita, esquerda e suas franjas. Na Itália fascista e na Alemanha nazista; nos países comunistas da então cortina de ferro; em Cuba, China, na Coréia do Norte e na América bolivariana, os déspotas o tem utilizado como caixa de ressonância da ideologia vigente.
  
Assim como um bisturi pode ser utilizado para o bem e para o mal, também o teatro é um instrumento que pode ser empregado conforme as conveniências. Como saber se a utilização se dá num contexto adequado? Quando mergulhado nos preceitos democráticos, regime onde vicejam as liberdades individuais e o respeito às diferenças.
  
O teatro e a arte de uma forma geral atuam sobre os cidadãos que tencionam a sociedade e a realidade transformando-as, conformando-as para o progresso que expande e liberta, mas também para a inércia que limita e comprime.
  
No contexto de uma educação libertária que atue

sobre os indivíduos habilitando-os para identificar, compreender e modificar os problemas e a realidade; e
 forjando lideranças que mobilizem as equipes para a superação dos desafios,


o teatro tem lugar de destaque.

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Para aproveitar as férias e a vida



Para aproveitar o período das férias, selecionamos títulos para os mais variados públicos - de crianças a amantes de literatura.

No descanso, divirta-se a valer, descanse, recarregue as baterias. Não deixe de colocar a leitura em dia, cuide de manter atualizada a sua biblioteca e – jamais se esqueça, o bom presente é aquele que ensina uma lição e dura para sempre; por isso, habitue-se a adquirir livros também para presentear.

Veja a seguir as nossas sugestões de leitura. Basta clicar no título desejado e você será levado ao site com mais informações:

1) Coleção Educação, Teatro e Folclore
Dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.



2) Coleção infantil
Dez volumes abordando temas variados do universo infanto-juvenil.



3) Coleção Educação, Teatro e Democracia
Quatro volumes abordando temas como democracia, ética e cidadania.



4) Coleção Educação, Teatro e História
Quatro volumes abordando temas como independência e cultura indígena.



5) Coleção Teatro greco-romano
Quatro volumes abordando as mais belas lendas da mitologia greco-romana.



6) O maior dramaturgo russo de todos os tempos: Nicolai Gogol – O inspetor Geral



7) O maior dramaturgo da literatura universal: Shakespeare – Medida por medida



8) Amor de elefante



9) Santa Dica de Goiás



10) Gravata Vermelha



11) Prestes e Lampião



12) Estrela vermelha: à sombra de Maiakovski



13) Amor e ódio



14) O juiz, a comédia



15) Planejamento estratégico Quasar K+



16) Tiradentes, o mazombo – 20 contos dramáticos



17) As 100 mais belas fábulas da humanidade

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O dirigente

Desde 1903, com a administração científica de Taylor, até chegar aos dias atuais, as técnicas de gestão foram se adequando às necessidades das pessoas e das instituições. À medida que os problemas foram se apresentando, novas teorias se originaram impulsionando as organizações e seus agentes para a conquista dos novos objetivos.

Conforme foi o mundo evoluindo, deferentes variáveis foram sendo delineadas. (i) O enfoque nas tarefas operacionais, depois na (ii) estrutura das organizações, em seguida (iii) nas pessoas e, finalmente, no (iv) ambiente e na (v) tecnologia, nos legaram estes cinco componentes básicos que, utilizados de forma isolada ou conjuntamente, conformam a gestão que empreendemos nas diferentes instituições.

Utilizando essas cinco variáveis de forma eficaz o gestor consegue conduzir seu empreendimento rumo às mudanças e transformações necessárias para que a instituição não perca a identificação com o seu tempo e, de igual modo, não seja atropelada pela concorrência, pela ineficácia, ou pelas incertezas da modernidade.

O gestor de qualquer empreendimento, quando busca a eficácia, se reveste de um caráter educador. Como seu objetivo é extrair o máximo de produtividade de sua equipe de subordinados e colaboradores, deve estabelecer uma interlocução em que ensine e aprenda ao mesmo tempo, trafegando permanentemente numa via de mão dupla em que o único objetivo é atingir o bem comum. Ao mesmo tempo em que assume o papel de educador, o gestor - ao transformar as rotinas e as próprias instituições - maneja a cultura organizacional, abordando um dos componentes mais caros aos indivíduos e às corporações.

Todavia, um componente tem sido mantido à margem dos processos institucionais. O racionalismo, a burocracia, o tecnicismo e o materialismo contemporâneo impõem às presentes gerações um perfil pasteurizado, pretensamente científico e impessoal. Neste contexto, tratar dos valores imateriais, intangíveis e do espírito humano soa como retornar a um tempo distante e ultrapassado. É então de se arguir o quanto de amor as pessoas conseguem impregnar às suas ações institucionais. Quanto às relações profissionais, a concorrência selvagem, a busca pelo sucesso a qualquer preço implica, para quase todos, na supressão de tudo o que represente sentimento, emoção e afeto, consolidando uma visão tacanha do trabalho. Por isso é comum, nas repartições, a onipresença de trabalhadores coisificados, tratados como poste onde o cachorro deita a urina.

Somos um todo e é este conjunto que atua na vida, nas esferas pessoal, familiar, profissional e social. Assegurar que é inadequado agregar amor às nossas realizações institucionais é como imaginar ser possível, ao adentrarmos no local de trabalho, deixar pendurada num cabideiro, nossa alma. Que serenamente aguardará o término da jornada para, novamente, como uma casaca engomada, ser vestida por cada um de nós. 

Por incrível que pareça muitos são os que assim se comportam.

Quando trabalhamos com carinho conseguimos agregar mais valor às nossas atividades e realizações.


O Ministério da Educação tem divulgado estudos que demonstram o quanto nossas crianças são impactadas negativamente pelo sentimento de rejeição provocado por colegas e professores. Os estudantes sentem-se ultrajados, desprezados, expressando esta relação no baixo aproveitamento escolar, na baixa autoestima, e na vivência familiar e comunitária. Seria possível a manutenção deste trágico cenário num ambiente permeado de carinho e amor? 

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Governo desiste de Tapajós; Greenpeace alerta para riscos de hidrelétricas

Amazônia Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

Depois do arquivamento do processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o governo decidiu que não vai levar adiante o projeto, pelo menos por enquanto. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a ideia da construção da usina vai ficar suspensa, e os estudos ambientais já realizados ficarão à disposição do país para outro momento.

“A decisão do governo, do presidente [Michel Temer] é de fato suspender nesse momento qualquer avanço nessa região. Do ponto de vista de suprimento de energia, não há nenhuma dificuldade, porque temos muitas alternativas”, disse o ministro.

Mesmo com a decisão do governo, o Greenpeace continua sua campanha contra a possibilidade de construção de outras hidrelétricas na Amazônia. Segundo a entidade, ainda existem 42 projetos de hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós e dezenas na Amazônia.

Para Danicley Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace, a decisão do Ibama foi acertada. “Foi a melhor decisão, porque essa hidrelétrica oferece risco extremo à preservação da biodiversidade no Rio Tapajós e, sobretudo, risco ao modo de vida do povo Munduruku. Mas a organização continuará trabalhando para sensibilizar o governo e a sociedade brasileira quanto aos riscos que a política de expansão da matriz hidrelétrica na Amazônia oferece ao equilíbrio ecológico do bioma e a seus povos, especialmente as populações indígenas e tradicionais”, diz.

No início do mês, o Ibama decidiu arquivar o processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará. De acordo com o despacho, assinado pela presidenta do instituto, Suely Araújo, o projeto e o estudo de impacto ambiental não têm conteúdo necessário para análise da viabilidade ambiental do empreendimento.

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará já havia recomendado ao Ibama que cancelasse o licenciamento ambiental da usina por considerar que o projeto é inconstitucional, por causa da necessidade de remoção de povos indígenas de suas terras. Segundo o MP, o empreendimento  alagaria três aldeias do povo Munduruku, na Terra Indígena Sawré Muybu.

Na avaliação do Greenpeace, o cancelamento do licenciamento traz a oportunidade de repensar o modelo de geração de energia no Brasil, com a utilização de fontes renováveis e limpas como a eólica e a solar para suprir a demanda.

Demarcação

A demarcação efetiva da Terra Indígena Sawré Muybu, onde vivem os mundurukus, é outra bandeira do Greenpeace para a região. A terra está em processo de demarcação e foi reconhecida em abril deste ano pela Fundação Nacional do Índio (Funai), com a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da área, que reconhece o território como de uso tradicional Munduruku.

Para o Greenpeace, além de garantir a manutenção do modo de vida do povo Munduruku, a demarcação de Sawré Muybu vai garantir a conservação de 178 mil hectares de floresta amazônica.

Na última semana, lideranças do povo indígena Munduruku participaram, junto com ativistas do Greenpeace, de um protesto na frente do escritório da multinacional Siemens, em Londres, para pedir que a empresa não se envolva na construção de hidrelétricas que ameaçam a Amazônia, com o fornecimento de turbinas e outros equipamentos. “O objetivo é continuar a sensibilização da comunidade internacional quanto aos riscos que a construção de hidrelétricas na Amazônia oferecem ao modo de vista do povo Munduruku e à conservação da própria região”, diz Aguiar.

Estudos

Na decisão que determinou o arquivamento do processo de licenciamento da usina de Tapajós, o Ibama diz que o projeto e o estudo de impacto ambiental não têm conteúdo necessário para análise da viabilidade ambiental do empreendimento. Os estudos ambientais e de engenharia foram feitos pelo Grupo de Estudos Tapajós, que é formado por nove empresas públicas e privadas: Eletrobras, Eletronorte, Camargo Corrêa, Cemig, Copel, EDF, Endesa, GDF Suez e Neoenergia. O grupo, controlado pela Eletrobras, tem caráter privado e foi o responsável pelo financiamento dos estudos sobre as usinas de São Luiz do Tapajós e de Jatobá, também no Rio Tapajós, estimados em R$ 72 milhões.

De acordo com a legislação atual, os custos com os estudos devem ser reembolsados às empresas que os executaram pelos vencedores do leilão de concessão das usinas. Mas, como o processo de licenciamento foi paralisado, não há uma definição de como esses valores serão ressarcidos. “O grupo, neste momento, não pretende fazer nenhum comentário sobre essa questão”, informou a assessoria de imprensa da Eletrobras.

Segundo o Grupo de Estudos Tapajós, está previsto o desenvolvimento de estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental de cinco aproveitamentos hidrelétricos na Bacia do Tapajós: dois no Rio Tapajós e três no Rio Jamanxim, totalizando 12.589 megawatts.

Por Sabrina Craide, da Agência Brasil

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A revolução digital não cabe no século XVI


Nos primórdios do novo século, onde a característica mais saliente é a velocidade com que ocorrem as transformações, importa destacar o quanto as organizações atuam como estruturas refratárias às inovações.

As instituições de forma geral estabelecem seus arranjos organizacionais e suas estratégias de planejamento envoltas numa atmosfera denominada cultura organizacional.

Compõe essa cultura um conjunto de valores, princípios, modo de ser, elaborar e reelaborar produtos e resultados.

Quando de direito privado essas instituições - sujeitas ao ambiente inóspito e selvagem da concorrência - sentem-se estimuladas a modificar suas estruturas e assim o fazem para sobreviver num mercado que de tão competitivo chega a ser autofágico.

Já quando públicas as instituições apegam-se no que conseguem para impedir o surgimento de novos valores e princípios. Adquirem uma habilidade especial para refugar tudo o que se origina do ambiente externo, tudo o que pareça novidade e que possa alterar o status quo vigente.

Mas sejam públicas, sejam privadas, é da essência da organização humana impor certo tipo de resistência aos processos de modernização.

Uma resistência monitorada, mantida sob controle, acaba se constituindo num insumo importante, numa boa medida para que não se caia em tentações estouvadas, em aventuras passageiras, de momento, aquelas estimuladas pelo cartório das consultorias e editoras que inventam de tudo para manter seus produtos e serviços na crista da onda.

Ocorre que as instituições, as públicas e as privadas, não conseguiram atinar para a velocidade das transformações de conteúdo, sequer para a direção que estão assumindo.

E, neste contexto, após a revolução industrial, nada tem soado tão revolucionário quanto a revolução digital.

A transformação das tecnologias de comunicação imprimiu ao capitalismo um novo formato baseado na comercialização da produção simbólica.

Com o novo capitalismo imaterial, a informação e o conhecimento passam a ser os grandes objetos de desejo dos mercadores do século XXI. É esta nova realidade que motivou os EUA a acionar a Organização Mundial do Comércio demandando, por exemplo, a regulamentação da educação, tipificada nas plataformas norte-americanas como um serviço.

É que, no veio da revolução digital, corporações multinacionais se organizaram ancoradas no largo estrado das telecomunicações.

A internet é o principal resultado deste novo mundo, o principal portal desse novo universo. Mas já ganha corpo um segundo, e nem por isso, menos importante. Na parte desenvolvida do planeta, há muito, as operadoras de telefonia não se limitam mais tão somente à transmissão de impulsos materializados em conversações e transmissão de dados alfas-numéricos. Elas já transmitem conteúdos como jogos de futebol, games e vídeo, avançando num espaço até então restrito às TV’s.

Para evitar que essas inovações sejam apropriadas, exclusivamente, pelos mega oligopólios, o mundo se levanta exigindo, por exemplo, software livre e programas consistentes e integrados de inclusão digital.

Por conta deste levante que transcende os governos nacionais, a multidão de usuários dessas novas tecnologias assume uma nova postura, uma postura ativa, revigorada, cidadã. Nos dias que correm, qualquer criança do ensino fundamental plugada na Internet é uma potencial produtora de conteúdos. Habilitada, passa rapidamente de produtora potencial para efetiva. Com blogs e fotologs que ela mesma produz, conecta-se com o mundo, interage com todo o planeta, e não mais apenas com as amiguinhas de sala de aula. Há uma variedade de ferramentas disponíveis como facebook, G+, MSM, e-mail, twitter, linkedin, MySpace, youtube...

Com as rádios populares, as TV’s comunitárias no sistema cabo-sat, a internet, o computador e os aparelhos de telefone celular, descortina-se uma possibilidade nunca d’antes havida, onde a produção de conteúdos encontra meios para se popularizar.

Porém, as instituições, sobretudo as públicas, ainda não compreenderam a importância dessas transformações.


Como um elefante sedado continuam distantes, num outro mundo, num outro tempo, como se relutando em adentrar de corpo e alma no século XXI.



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domingo, 14 de agosto de 2016

Que tipo de organização merecerá o século XXI?


Em toda a história da humanidade jamais as transformações ocorreram tão celeremente como nas últimas décadas.

A velocidade tem sido tamanha que poucos países têm conseguido acompanhá-la, ampliando mais ainda o abismo que separa os países ricos dos pobres e remediados.

Se até bem pouco tempo atrás o desenvolvimento estava umbilicalmente vinculado às reservas de recursos naturais de cada país, hoje se vincula à capacidade de produzir conhecimento.

Por isso persistentes investimentos em educação têm sido o principal insumo para o progresso das nações. Estão aí os exemplos da Coréia do Sul e da Austrália que persistiram na adoção de políticas públicas eficazes, ancoradas sempre na educação e nas inovações tecnológicas.

Outro ponto que merece reflexão é que cada fase da história gerou uma forma organizacional diferente, compatível com os valores, características e demandas do seu tempo.

O volume de mudanças que vem ocorrendo no mundo gera cenários de incertezas e os problemas se revestem de complexidade jamais experimentada. Estamos como que em uma antessala, prestes a adentrar num universo em que os modelos e paradigmas serão radicalmente diferentes dos atuais. Um novo formato organizacional está em gestação e seu nascimento se dará sobre os escombros e ruínas do modelo organizacional burocrático atual.

É que os novos modelos deverão estar compatíveis com as novas demandas. É isto o que tem ensinado a história das organizações humanas. A realidade virtual, a bolsa de futuros, as telecomunicações, o armazenamento nas nuvens, a forma como os recursos materiais e financeiros transitam de um continente para outro, tudo isto já está a exigir uma organização de tipo novo, apta a enfrentar as exigências do crescimento imposto pela explosão da população e dos mercados. Mas apta também a enfrentar uma concorrência mais selvagem, tecnologias mais sofisticadas, instabilidades macroeconômicas, globalização irreversível e tratamento de sua imagem e da imagem de seus produtos.

O volume inesgotável de informações disponibilizadas pela internet, muitas delas contraditórias e antagônicas, e as incertezas características deste tempo em vigoroso movimento criam uma fuligem densa e espessa que oblitera os diagnósticos e, consequentemente, o estabelecimento dos objetivos estratégicos e da visão de futuro.

As variáveis tornaram-se quase incontroláveis e os problemas extremamente complexos. Neste ambiente de pura turbulência só os que adquiriram a habilidade de gerar e tratar de forma conveniente o conhecimento serão capazes de sair - revigorados - do outro lado do túnel.




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sábado, 13 de agosto de 2016

A Igreja, o Exército e as Organizações


  
Duas instituições foram de grande valia para a teoria da administração, ambas milenares. A primeira, a igreja católica; e a segunda, a organização militar.

Eclesiástica
A Igreja Católica deve sua estruturação inicial à capacidade de absorver o conhecimento acumulado pelas antigas cidades-estados, como Atenas, e pelos impérios antigos, como o romano.

Esse processo foi se operando lentamente, de uma forma bastante gradual, de maneira quase imperceptível para os atores sociais envolvidos, mas com uma efetividade que pavimentou o caminho para a consolidação.

Contribuiu definitivamente para a eficácia desse processo a visão monolítica da igreja católica, com os objetivos estratégicos traçados de forma unitária e precisa. Se na atualidade esses atributos encontram ainda grandes resistências, naquela época encontrava muito mais. Porque as estruturas públicas viviam açoitadas pelas contradições dos partidos e das classes sociais, resultando quase sempre em rupturas profundas, violentas, muitas delas solucionadas às custas de guerras prolongadas e inumeráveis perdas humanas.

A necessidade de rápida expansão do ideário cristão legou à Igreja Católica uma estrutura organizacional bastante simples, mas eficaz. Foram essas características elementares que permitiram que adquirisse conformação mundial num período em que isso só era possível através da força dos exércitos. E muitas vezes, disso se valeu a Igreja.

Paulatinamente, à medida que os séculos avançaram, a organização eclesiástica absorveu

· um férreo modelo de hierarquia;
· uma direção superior consistente; e
· uma departamentalização funcional,


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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A gestão e a organização


A complexidade do mundo moderno tem ocasionado, nas organizações e nas pessoas, um caldo de mudanças e incertezas que as deixam vulneráveis ao nosso tempo.
  
Por isso é importante aprofundar, nas pessoas, as relações cooperativas; e, nas organizações, os paradigmas da sustentabilidade.
  
As relações cooperativas e os paradigmas da sustentabilidade são conceitos que, por si só, não conduzem à produtividade almejada se desconectados do contexto adequado, aquele em que as pessoas se sintam valorizadas para estabelecer pactos e compromissos.
  
Relações cooperativas consolidadas implicam em radicalizar, no indivíduo, a utilização de suas plenas capacidades para que seja possível estabelecer relações sustentáveis com o outro. Não é fácil enxergar no outro uma extensão da nossa vontade sem que isto passe pela instrumentalização, pela coisificação, pela transformação do colega em escada, mero trampolim para o alcance de nossos objetivos. Para conseguir extrair das relações cooperativas o máximo é necessário dotar os indivíduos da habilidade da transversalidade, de competência para navegar pelas diferentes disciplinas de modo que possa, ao contrário de uma ameaça, encontrar no outro um eficaz colaborador.
  
Já os paradigmas da sustentabilidade devem transitar por uma necessária abordagem científica, pela apropriação do saber tecnológico, de modo que nossa ação transpire e exale qualidade e competitividade. O avanço tecnológico é vital para que nossas organizações possam superar as adversidades, sustentando-se ao longo do tempo, obtendo mais e melhores resultados com o dispêndio de menos insumos. Mas, de per si tão somente, o arcabouço tecnológico – por mais revolucionário que seja – não será capaz de resolver os problemas, de viabilizar os desafios.
  
Só a perfeita interação entre as relações cooperativas e o arcabouço tecnológico será capaz de desnudar um horizonte que conduza ao ambiente desejado: pessoas satisfeitas e motivadas; relações interpessoais produtivas estabelecidas; e tecnologias adequadamente apropriadas.

Por isto causa espécie nos dias que correm muitos, ainda, se valerem de abordagens conceituais segmentadas, práticas ultrapassadas, e cenários indigentemente construídos para, no ambiente pantanoso criado, processar a ação gerencial.
  

É na instituição que os conceitos da administração deveriam encontrar porto seguro.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Administrar para quê?


O mundo evoluiu e não mais consegue se movimentar ao largo de suas organizações. A relação entre as pessoas e as instituições se tornou de tal forma umbilical que ficou impossível uma prescindir da outra.
  
Do nascimento à morte, passando por todas as etapas de nossa existência, a do aprendizado acadêmico, do aprendizado informal, da conformação de nossos conteúdos imateriais, dos momentos de prazer e entretenimento até a realização no amor e no exercício profissional, vivemos num permanente processo de simbiose com as organizações, extraindo delas tanto quanto contribuímos, e vice-versa.
  
De forma geral, a administração das organizações tornou-se um imperativo face a necessidade da sociedade traduzir o esforço do trabalho coletivo em inclusão e bem-estar social.
  
No plano específico da administração educacional (administração pública e privada sempre terão um viés educacional considerando que lidam, diuturnamente, com a transformação de pessoas, processos, produtos e resultados) este universo se reveste de maior importância em consequência do ensino formal, oferecido nas escolas, ter se tornado o templo – não exclusivo, mas, sem dúvidas, o referencial - onde se processa o substancial da geração, reprodução e democratização do conhecimento.
  
Com todos os problemas endo e exógenos que os martirizam, nossos locais de trabalho e, sobretudo, as escolas de formação profissional ainda são exemplos bem-sucedidos de reprodução do conhecimento acumulado pela humanidade.
  
O mundo foi exigindo de suas organizações educacionais e profissionais um compromisso cada vez maior com as condicionantes do progresso e do desenvolvimento. Hoje, mais que em qualquer outra época da história - e muito mais o será no futuro - o saber fazer é a mola mestra propulsora do desenvolvimento pessoal, coletivo e institucional.
  
Em tempos de acelerada globalização tudo assume dimensões descomunais numa complexa e intrincada rede de interdependências e interpenetrações. Cada vez dependemos mais dos outros – pessoas e instituições.
  
O mesmo ocorre em nível de nacionalidades. A aglutinação dos países em grandes blocos políticos e econômicos está a evidenciar a irreversibilidade da interdependência cosmopolita.
  
Neste contexto, administrar se tornou muito mais que um mero ordenamento de fluxos e rotinas. Enseja fundamentalmente a disposição de pessoas certas nos lugares certos, a alocação de pessoas com distintos atributos em diversas escalas hierárquicas de modo que as diferentes tarefas e atribuições possam ser dotadas de operacionalidade, não uma funcionalidade inerte e sim uma sustentável.
  
Impregnar este processo de racionalidade é a essência da administração.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Planejar para quê?



Os céticos costumam afirmar que fosse o planejamento algo sério e consequente teria evitado a débâcle do império soviético, haja vista que lá se originou, de forma efetiva, o planejamento de Estado.

Já os entusiastas adeptos desse ordenamento afirmam que não fosse o planejamento os países da cortina de ferro – carcomidos por dentro pela nomenclatura soviética – teriam desmoronados há muito mais tempo.

O certo é que as posições extremadas quase sempre não resistem a uma análise crítica mais estruturada. Por isso é preciso manter sobre tudo certo distanciamento, um distanciamento que nos mantenha vinculados aos marcos da razão, do raciocínio lógico. Nem tanto o céu, nem tanto a terra. O que podemos asseverar com rigor científico é que o planejamento é um sistema aberto; um sistema convém repetir, nada mais, nada menos.

Jamais será uma panaceia a quem se atribuirá o poder divino de resolver todos os males da terra, de dar solução a todos os problemas dos indivíduos e das instituições. Como também não será jamais a desdita, a perfídia, o traidor das causas nobres e das esperanças alheias, o instrumento que se mostrou baldado, ineficaz.

Condenar ou absolvê-lo será, quando menos, figura de retórica, trocadilho de intenções subalternas. Como todos os demais instrumentos da racionalidade humana, o planejamento será um bem ou um mal dependendo do uso que dele fizermos.

Se o contexto encerrar um eficaz conjunto de procedimentos metodológicos, se o manejo das técnicas e princípios forem criteriosamente monitorados, e se os atores passarem por um rigoroso processo de capacitação para lidar com a ferramenta - extraindo dela tudo o que oportuniza - então estarão criadas as condições necessárias para um desfecho satisfatório. Mas, se necessárias, jamais teremos à mão as condições suficientes. Explica-se: em qualquer processo ou atividade em que nos lancemos sempre estaremos sujeitos às variáveis que jamais serão conformadas no todo, as variáveis da incerteza, uma fragilidade inerente à essência e ao âmago da espécie humana. Como ensinavam, pacientemente, nossos avós, “errar é humano”.

Todavia, a construção de um cenário em que o planejamento sustentável, estruturado, esteja presente nos deixam menos vulneráveis aos erros e imperfeições, menos sujeitos às contingências da improvisação e, por consequência, com maior proximidade dos êxitos e acertos.

Quando estivermos desenhando nossos planos de ação, especificando as atividades a serem desenvolvidas, determinando a maneira mais correta de alocar recursos, e disponibilizando os meios e instrumentos adequados para construir o futuro desejável, estaremos lidando com o planejamento, estaremos planejando.

Como é da natureza humana e da essência do ambiente as rápidas e contínuas transformações, é de todo fundamental conduzir este vital movimento por caminhos mais produtivos, mantendo-nos ao largo do princípio da mão invisível e emprestando ao processo toda a racionalidade lógica e econômica, como também as racionalidades social, legal e política.


O planejamento é um sistema aberto, que alimenta e é suprido, partes interdependentes que, ajustadas convenientemente, conduzem as transformações sociais na direção e no sentido desejados. É quando se descortina a possibilidade do futuro ser diferente e melhor que o presente - como resultado da ação de variáveis causais específicas. É quando nos deparamos com o fato de que se não podemos tudo, pelo menos podemos exercer um controle parcial sobre o conjunto de variáveis que determinam as mudanças.

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