quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Cachorros mortos e elefantes na sala


O Brasil tem um prefeito cassado a cada quatro dias. Essa foi a conclusão de um levantamento feito pelo jornal Estado de Minas no último mês de julho de 2017, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O principal motivo das cassações é a improbidade administrativa, normalmente motivada pela rejeição de contas dos eleitos, quando em exercício de mandatos anteriores. Ou seja: o indivíduo já foi prefeito em alguma outra época da vida e anos depois, quando decide se candidatar novamente, os órgãos de controle percebem algum problema contábil, administrativo ou financeiro em seus processos de prestação de contas. Normalmente são contas não aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União e (com menos frequência) pela Câmara Municipal. Pronto: o sujeito é 'ficha suja', improbo e está inelegível, gerando a cassação e, muitas vezes, necessidade de novas eleições municípios.
Esse texto, no entanto, não tem a intenção de 'chutar' esses 'cachorros mortos'. Não vou discorrer aqui sobre os detalhes que levaram todos esses prefeitos e prefeitas a verem seus mandatos cassados. Prefiro utilizar esse espaço para admitir uma verdade incômoda: nem todo Prefeito que comete improbidade administrativa é um criminoso corrupto. Não podemos nos precipitar nesse tipo de julgamento. Conheço mais de uma dezena de seres humanos honestos que enfrentaram esse problema. O emaranhado de instituições e legislação torna muito ingrata e complexa a tarefa de ser Prefeito ou Prefeita no Brasil. Pressão legal e social por responsabilidade fiscal, regras e obrigações constitucionais muito rígidas que 'sufocam' os cofres municipais, um constante e crescente processo de judicialização das políticas públicas que pressiona a máquina pública local, dificuldade de controlar, sensibilizar e mobilizar todo o corpo de funcionários na mesma direção política? são muitos os desafios extremamente negativos para quem decide assumir o papel de ordenador de despesas em um governo municipal.
Passei os últimos dois dias no Paraná, trabalhando com um município que viu seu exprefeito sofrer, nesse sentido. Depois de muitos anos de história na política local, findo o mandato, o sujeito viu seu patrimônio desaparecer e suas empresas falirem, tudo em virtude dos processos judiciais que enfrentou por conta de seu período como gestor municipal. Hoje ele deve 12 milhões de reais aos cofres públicos e mora de favor como caseiro em uma igreja na cidade.
Nossa legislação, nossos eleitores e nosso judiciário tratam muito mal quem decide entrar na política. Vai-se do céu ao inferno em pouquíssimo tempo e junto com a limpidez de sua imagem pública, muitas vezes vai junto a sua regularidade fiscal e sua integridade pessoal. O ódio à política, vindo de todas essas direções também é responsável por produzir o tipo de representação com a qual temos nos deparado. Precisamos nos perguntar quem são os brasileiros que se interessam em adentrar a política quando ela se torna esse misto de armadilha fiscal e desafio social intransponível. Quem se sente atraído por um ambiente desse? Você se candidataria a uma vaga como essa? Não parece exatamente o emprego dos sonhos, não é?
Não enxerguem aqui, por favor, qualquer esforço de diminuir os erros de quem realmente cometeu improbidade administrativa, tampouco uma ode de admiração cega e irrestrita e todo e qualquer ator político, meramente baseado na coragem e interesse de se engajar. Mas será que parte importante da crise de representação e liderança que sofremos não está de alguma forma relacionada ao ambiente pouco atraente que a política se tornou para as pessoas? Será que parte dessas boas almas com potencial de liderança não têm preferido migrar com sua vocação pública para outras esferas, no terceiro setor ou em outras ações integradas à responsabilidade social corporativa? Quando eles fazem esse movimento, quem é que sobra para ocupar essas cadeiras?
Disse e repito: chega de apenas chutar cachorro morto. Agora precisamos falar sobre esse elefante na sala. Ele está aqui entre nós. E trata-se de um daqueles elefantes que incomoda muita gente.

Eder Brito, em O Estado de São Paulo

________________________




Para aproveitar o tempo, selecionamos títulos para os mais variados públicos - de crianças a amantes de literatura.

No descanso, divirta-se a valer, descanse, recarregue as baterias. Não deixe de colocar a leitura em dia, cuide de manter atualizada a sua biblioteca e – jamais se esqueça, o bom presente é aquele que ensina uma lição e dura para sempre; por isso, habitue-se a adquirir livros também para presentear.

Veja a seguir as nossas sugestões de leitura. Basta clicar no título desejado e você será levado ao site com mais informações:


1) Coleção Educação, Teatro e Folclore
Dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.



2) Coleção infantil
Dez volumes abordando temas variados do universo infanto-juvenil.



3) Coleção Educação, Teatro e Democracia
Quatro volumes abordando temas como democracia, ética e cidadania.



4) Coleção Educação, Teatro e História
Quatro volumes abordando temas como independência e cultura indígena.



5) Coleção Teatro greco-romano
Quatro volumes abordando as mais belas lendas da mitologia greco-romana.



6) O maior dramaturgo russo de todos os tempos: Nicolai Gogol – O inspetor Geral



7) O maior dramaturgo da literatura universal: Shakespeare – Medida por medida



8) Amor de elefante



9) Santa Dica de Goiás



10) Gravata Vermelha



11) Prestes e Lampião



12) Estrela vermelha: à sombra de Maiakovski



13) Amor e ódio



14) O juiz, a comédia



15) Planejamento estratégico Quasar K+



16) Tiradentes, o mazombo – 20 contos dramáticos



17) As 100 mais belas fábulas da humanidade

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

As tetas do Estado e a corrupção


Oligarquias políticas e um grupo restrito de empresários usufruem de vantagens e privilégios, às custas do interesse público
A economista americana Susan Rose-Ackerman, da Universidade de Yale, é referência internacional no debate sobre corrupção. Aos 74 anos, já escreveu nove livros e dezenas de artigos sobre o assunto. Sobre o Brasil, RoseAckerman foi categórica: 'É preciso quebrar o elo entre contratos do setor público e políticos'. Para ela, não basta punir os atuais corruptos, pois outros surgem: 'É preciso identificar o que está sendo 'comprado' com a 'propina''.
Há vários anos, oligarquias políticas e um grupo restrito de empresários usufruem de vantagens e privilégios, às custas do interesse público. Como o Estado brasileiro é paquidérmico, ineficiente e corporativo, são muitas as oportunidades de 'negócios' envolvendo a concessão de facilidades em troca de suborno. A lista inclui financiamentos generosos de bancos públicos, subsídios abundantes, isenções fiscais bilionárias, contratos e aditivos viciados com governos e Empresas Estatais, acesso facilitado a fundos públicos e áreas do Patrimônio da União, programas sucessivos de refinanciamento de dívidas, dentre outras possíveis benesses.
A trajetória da família Batista, que em 1953 tinha um açougue em Anápolis e após cinco décadas passou a comandar o maior grupo produtor de proteína animal do mundo, ilustra a promiscuidade. Empresas do grupo J&F - holding controladora da JBS - bancaram campanhas de 1.829 candidatos e 28 partidos. Em troca, receberam cerca de R$ 15,5 bilhões em empréstimos e aportes de capital da CEF e do BNDES. Atualmente, o BNDES, com 21,3%, e a CEF, com 4,9%, do capital da JBS são sócios de Joesley e Wesley.
A soma dos valores que podem ser 'comercializados' entre políticos e empresários é impressionante. O BNDES, por exemplo, recebeu cerca de R$ 500 bilhões do Tesouro, entre 2008 e 2014, para diversas finalidades, entre as quais fomentar 'campeões nacionais' que se tornariam gigantes nos seus setores e competiriam, com vantagens, internacionalmente. Quanto valia um 'padrinho' para facilitar o acesso a essa bolada?
Outro foco de corrupção envolve as 151 Empresas Estatais que movimentam cerca de R$ 1 trilhão por ano. Atuam com muito dinheiro, muita ingerência política e pouca transparência. Entre 2003 e 2014, dos cerca de 890 mil contratos da Petrobras, 784 mil foram celebrados com dispensa de Licitação. Não por acaso, políticos, engalfinhamse por cargos em suas diretorias. O procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, Júlio Marcelo, levanta a questão: 'Por que não vender Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e outras mais de 400 empresas públicas, federais, estaduais e municipais, que gravitam em torno do Estado Brasileiro?'
Outro elo da corrupção são os subsídios e as isenções fiscais. Enquanto o país amarga um rombo de R$ 159 bilhões, os subsídios passaram de R$ 31 bilhões em 2007 para R$ 115 bilhões em 2016. A maior parte não foi destinada à redução da pobreza, e sim a programas de incentivos ao setor produtivo, alguns justificáveis outros não. Somam-se aos subsídios as isenções fiscais que o governo concede para setores da economia e regiões do país. Para 2018, estão previstos R$ 284 bilhões que irão beneficiar empresas de pequeno porte, Zona Franca de Manaus, entidades sem fins lucrativos, desonerações nas folhas de pagamento, setor automotivo, embarcações, motocicletas, água mineral dentre muitos outros setores. De olho nesses R$ 400 bilhões anuais, empresários teriam 'comprado', pelo menos, 15 medidas provisórias, dois projetos de lei, um decreto e uma resolução do Senado. Na semana passada, Lula foi um dos denunciados pela edição da MP 471, que prorrogou incentivos fiscais para montadoras instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Mesmo com tantas facilidades, muitos não pagam o que devem. Os débitos de pessoas físicas e jurídicas com a União chegaram a R$ 1,8 bilhão em fins de 2016, sendo R$ 403,3 milhões de débitos previdenciários. Políticos que, direta ou indiretamente, devem R$ 532,9 milhões à União foram responsáveis por aprovar um novo Refis com descontos generosos de juros e multas.
Áreas do Patrimônio da União, recursos dos fundos de pensão, FGTS, Finep, Fundo Partidário e fundos constitucionais, são outros instrumentos de barganha. Os 35 partidos políticos emolduram essas aberrações.
Como diz Susan Rose-Ackerman, é preciso identificar tudo o que está sendo 'comprado' com a 'propina', de forma a estancar esses elos imorais. No Brasil, a solução passa pela redução do Estado. O ambiente prostituído, de boquinhas e mamatas, tem sempre o Estado no meio.

Por Gil Castello Branco, em O Globo

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

BNDES quer sobreviver longe do governo


O embate entre o BNDES e o governo federal pode evoluir para uma disputa oficial. O motivo do confronto é o pedido da equipe econômica para que o banco devolva ao Tesouro Nacional, entre 2017 e 2018, R$ 180 bilhões que foram repassados à instituição financeira. Os recursos serviriam para o governo reduzir a dívida pública bruta. O comando do BNDES é contra a devolução do dinheiro e ameaça apelar ao Tribunal de Contas da União (TCU). Antes disso, como última cartada, vai apresentar ao governo uma série de documentos que indicam que a antecipação do pagamento dos empréstimos pode trazer risco aos interesses da instituição. A União pediu a devolução de R$ 50 bilhões este ano e de R$ 130 bilhões em 2018.
O presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, defende o pagamento por meio de ativos do BNDES, como ações de empresas, mas a proposta já foi rejeitada pela equipe econômica do governo Temer.
Enquanto tenta resistir às investidas do governo para que reduza seu tamanho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) busca traçar desde já ampla estratégia que garanta sua sobrevivência no futuro.
A instituição de fomento tenta ganhar tempo para se reciclar e conseguir permanecer relevante no plano nacional diante de medidas que devem atingir em cheio seu poder de fogo, como a pressão do Tesouro para obter mais dinheiro antecipado do banco e a iminente mudança nos juros de seus financiamentos para uma taxa mais alinhada à de mercado, a Taxa de Longo Prazo (TLP).
Sem abandonar o papel de provedor de crédito em grandes projetos de infraestrutura, a intenção é colocar recursos em projetos que possam alavancar o desenvolvimento do País por meio de outros canais, como tecnologia e formação de pessoas. O banco contratou a consultoria alemã Roland Berger para trabalhar no plano estratégico 2022-2030. Duas palavras devem virar norte de atuação: inovação e interiorização.
O banco também está de olho no mercado internacional para renovar sua fonte de recursos. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, esteve em Londres para acertar detalhes da reabertura do escritório da instituição e estuda abrir outros postos no exterior. A ideia é que a presença internacional abra caminho para as futuras captações de recursos que darão vazão aos novos créditos.
Segundo Rabello, até o fim da transição, o BNDES já terá reformulado completamente suas principais fontes de financiamento. “Além disso, o governo nos solicitou uma colaboração financeira abrupta e, por outro lado, vem uma mensagem presidencial muito clara, do meu chefe, que está obcecado com a ideia de mais emprego e investimento em 2018”, acrescenta.
A TLP vai substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos do BNDES a partir de 2018. Com a nova taxa, o subsídio dos juros vai cair, ou seja, o crédito para as empresas com recursos do BNDES vai ficar mais caro. Hoje, a TJLP está em 7%, abaixo dos 8,25% da Selic. O subsídio menor contribui para o equilíbrio fiscal, mas Rabello era contra a mudança no momento em que a economia inicia uma retomada porque o crédito mais caro pode inibir os investimentos.
Mesmo com a tentativa do BNDES de se reinventar, o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) José Roberto Afonso avalia que o banco terá menos recursos para emprestar e a um custo mais caro, uma vez que a TLP aprovada valerá para todos os empréstimos, não só os feitos com recursos do Tesouro. “Inevitavelmente será um banco para poucos. Vão crescer as operações diretas, às quais só grandes e melhores empresas têm acesso.”
Novo foco. Forçado a se reinventar, a ideia do novo BNDES é investir em projetos tecnológicos, até mesmo em mercados que ainda não existem no Brasil. “Não temos cientistas mandando foguete para a Lua, mas estamos muito interessados em saber se por acaso tem alguém fazendo um pequeno foguete. Isso pode ser uma ruptura futura”, diz o presidente do banco. Na interiorização, a prioridade será intensificar a oferta de crédito a pequenos empresários que hoje não têm acesso.
O novo plano estratégico do banco deve ser concluído no início de 2018, mas há áreas que desde já estão no radar como potenciais novas frentes de atuação, diz o diretor de Crédito, Planejamento e Pesquisa do BNDES, Carlos Da Costa. Entre esses focos estão o investimento em tecnologia; especialização do capital humano das empresas; modernização da gestão e da governança de empresas, cidades e governos; e adensamento de cadeias produtivas, com investimentos para integrar empresas que participam de um mesmo processo de produção.
Principal beneficiário da política de crédito subsidiado no BNDES nos últimos anos, o setor produtivo vê esse “novo banco” com ceticismo. Para o vicepresidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, a redução de sua capacidade será fatal para o banco.
Reflexões
“O custo do funding nacional ‘telepou’, não hoje porque isso é assunto para 2022, mas ninguém vai esperar chegar 2022.” Paulo Rabello de Castro PRESIDENTE DO BNDES
“Inevitavelmente, será um banco para poucos.” José Roberto Afonso PESQUISADOR DA FGV
‘Vamos ter de usar recursos internacionais’ Paulo Rabello de Castro, Presidente do BNDES
• Qual será o futuro do BNDES diante dessa mudança drástica de cenário que vive o banco?
O banco quer pensar para a frente, o País quer pensar para a frente. Não é só o BNDES que teve algumas de suas variáveis econômicofinanceiras postas em desafio. É também o Brasil. O assunto TLP está firmado? Está. O BNDES não tem nenhum problema com isso, porque essa é uma taxa que vai ter efetividade lá para 2022, 2023. Até lá, eu imagino que alguma água vai rolar. Até lá, o BNDES já vai ter reformulado totalmente suas principais fontes de financiamento.
• Diante da pressão do Tesouro para retomar recursos do banco, de onde sairá o dinheiro?
O que vai acontecer daqui para frente é que o banco, na medida em que haja mais demanda por investimento, vai ter de utilizar recursos de origem internacional. A maior dificuldade dos bancos multilaterais é encontrar bons projetos. Então nós temos um problema bom para resolver.
• As mudanças correm o risco de ‘aposentar’ o banco?
Como blague, eu já disse que, aos 65 anos, o BNDES ou iria para aposentadoria ou para reciclagem de sua posição no País. E tenho certeza de que vamos aos 100 anos.

Por Adriana Fernandes, em O Estado de São Paulo

_____________


Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:
- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada

- Participação intensiva & terceiro setor

- Cidadania

- Qualidade Total

- Educação & Teatro




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Jovens são os mais afetados pela crise econômica, diz Ipea


Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econômica atinge com mais intensidade os jovens, que têm mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. A informação foi divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na seção Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura.

De abril a junho deste ano, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado, atingindo um nível bem abaixo do observado no início da pesquisa em 2012, de 37%.As análises são feitas com base nos microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os pesquisadores destacam que, além disso, entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%.
“Os dados salariais revelam que, além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário [de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação”, diz o documento.
De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remuneração média de R$ 1.122.

Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.
Melhora no setor formal
De acordo com o documento, embora ainda apresente um cenário ruim, os dados mais recentes da Pnadc mensal sinalizam melhora no mercado de trabalho brasileiro. No trimestre móvel de maio a julho de 2017, a taxa de desemprego no país ficou em 12,8%, apresentando a quarta queda consecutiva. “De um modo geral, a melhora recente da ocupação é decorrente tanto de um aumento no número de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do número de ocupados que perderam os seus empregos.”, dizem os pesquisadores.
No segundo trimestre deste ano, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase 3 pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas que ficaram desempregadas recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo período de 2017.
“A melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho. respondeu por 1 milhão de um total de 1,3 milhão de trabalhadores incorporados à população ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta própria e 1% viraram empregadores”, diz o estudo do Ipea.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que, se por um lado, o mercado de trabalho formal vem perdendo o dinamismo ao longo dos últimos trimestres, no que se refere à criação de vagas, por outro, ele vem reduzindo o ritmo de demissões e expandindo seus rendimentos a taxas superiores às dos demais.
De abril a junho passado, de todos os trabalhadores que foram demitidos, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 pontos percentuais menor que o observado há dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%, e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.
No caso do setor informal, observa-se uma estabilidade ao longo do tempo – 38% desses trabalhadores perdem o emprego a cada trimestre –, sinalizando que o setor informal recebeu o maior número de desempregados.
“Em termos agregados, o mercado formal continua sendo o principal empregador do país, com um contingente ocupado de 44 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 49% de toda a ocupação. Em relação às demais categorias, observa-se que ao longo dos últimos anos, vem crescendo o número de trabalhadores por “conta própria”, enquanto o contingente de empregados no mercado formal mantém-se estável. Como consequência, a participação relativa dos trabalhadores informais no total da ocupação recuou 2 pontos percentuais entre 2012 e 2017 – de 23% para 21%, e a do “conta própria” avançou de 22% para 25%”, dizem os pesquisadores.
Expectativas
Segundo a publicação, a expectativa para os próximos meses é de que a taxa de desemprego continue diminuindo lentamente, com a retomada gradual do crescimento da economia. “No entanto, a queda do desalento pode exercer pressões adicionais sobre a PEA [População Economicamente Ativa], impedindo um recuo da taxa de desemprego mesmo em um cenário de expansão da ocupação”, diz o documento.
A redução da taxa de desemprego (que está em 12,8%) só não foi maior porque entrou mais gente na PEA: alta de 1,6% no trimestre encerrado em julho. Segundo o Ipea, a parcela dos inativos desalentados, que achavam que não conseguiriam emprego, foi de 44,7% no segundo trimestre. Esse número é 2,5% menor que o registrado no trimestre anterior, o que indica aumento da confiança em alcançar uma vaga.
Quanto aos salários, os pesquisadores afirmam que as perspectivas são de continuidade de aumento dos rendimentos, principalmente em um cenário de inflação baixa. “Dessa forma, a tendência é que a massa salarial real continue a acelerar, contribuindo positivamente para a continuidade da retomada do crescimento do consumo das famílias”, diz a análise do Ipea.
Agência Brasil


 __________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

sábado, 16 de setembro de 2017

População brasileira chega a 207,7 milhões de habitantes em 2017

EFE/Antonio Lacerda

A população do Brasil chegou a 207.660.929 habitantes em julho de 2017, com um crescimento de 0,77% em relação à de 2016 (206 milhões de habitantes), segundo a projeção divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cálculo revela que o crescimento da população no país segue em desaceleração, já que em 2016 a expansão havia sido de 0,80% frente à de 2015 (204,4 milhões de habitantes).
De acordo com o órgão, 56,5% da população brasileira vive em 5,6% dos 5.570 municípios do país. As 42 cidades com mais de 500 mil habitantes concentram 30,2% da população.
São Paulo se mantém como o estado mais povoado do Brasil, com 45,1 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais (21,1 milhões) e Rio de Janeiro (16,7 milhões).
Enquanto a população do estado de São Paulo cresceu 0,77% no último ano e a de Minas Gerais 0,58%, a do Rio de Janeiro, estado que enfrenta uma grave crise econômica e de segurança, só se expandiu 0,32%, um dos menores índices do país.
Outros três estados brasileiros têm mais de dez milhões de habitantes: Bahia, com 15,3 milhões; Rio Grande do Sul (11,3 milhões) e Paraná (11,3 milhões).
Os estados menos povoados do Brasil estão na Região Norte: Acre (829.619 habitantes), Amapá (797.722) e Roraima (522.636).
No Distrito Federal, a população cresceu 2,09%, de 2,98 milhões em 2016 para 3,04 milhões em 2017, um dos maiores índices de expansão do país.
Por municípios, o mais povoado é São Paulo, com 12,1 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Brasília (3 milhões), Salvador (2,9 milhões), Fortaleza (2,6 milhões), Belo Horizonte (2,5 milhões), Manaus (2,1 milhões), Curitiba (1,9 milhões), Recife (1,6 milhões), Porto Alegre (1,4 milhões) e Goiânia (1,4 milhões).
Considerando as áreas metropolitanas, São Paulo tem 21,4 milhões de habitantes, Rio de Janeiro tem 12,4 milhões, Belo Horizonte tem 5,9 milhões e Brasília tem 4,4 milhões. As 28 maiores regiões metropolitanas do país concentram 47,1% da população do país (97,9 milhões).
Dos 5.570 municípios brasileiros, 17 têm mais de um milhão de habitantes, com uma população somada de 45,5 milhões, o equivalente a 21,9% da população total do país. Por outro lado, 68,3% dos municípios do Brasil tem menos de 20 mil habitantes e concentra 15,5% da população nacional (32,2 milhões).
As cidades menos povoadas do Brasil são Serra da Saudade (MG), cuja população é de 812 habitantes, menos apenas que Borá (SP), com 839 habitantes, e Araguainha (MT), com 931.

 EFE

O livro que, ao tratar dos refugiados, do fundamentalismo islâmico e do choque das civilizações, enfoca a maior crise migratória do continente europeu deste a 2ª Guerra Mundial. Para saber mais, clique aqui. 
Para comprar o seu livro, clique aqui.