terça-feira, 31 de maio de 2016

O Príncipe de Maquiavel e as teorias da Administração

O Príncipe é um livro atual, e apesar de aparentemente tratar de apenas um tema, seus ensinamentos tem inúmeras aplicações em vários âmbitos do nosso cotidiano, especialmente no mundo corporativo


Domínio público 

O Príncipe trata-se de um conjunto de instruções, dadas por Maquiavel ao príncipe Lorenzo de Médici, sobre a melhor forma de governar, ou seja, trata claramente de autoridade e liderança. Nos princípios expostos pelo autor, se encontra muito do que as teorias da Administração pregam. E é sobre essa relação que desejo tratar.

Começando pela teoria da Administração Científica de Taylor, onde uma das suas afirmações é a de que deve haver uma interação amigável entre os gestores e os trabalhadores, mas com uma clara separação dos deveres entre uns e outros, o que condiz com que Maquiavel trata no seguinte trecho:"Os romanos, nas províncias de que se assenhorearam, observaram bem estes pontos: fundaram colônias, conquistaram a amizade dos menos prestigiosos, sem lhes aumentar o poder (...). E quem não encaminhar satisfatoriamente esta parte, cedo perderá a sua conquista e, enquanto puder conservá-la, terá infinitos aborrecimentos e dificuldades."

É notável que o que o autor afirma no referido trecho é um conselho valioso para os líderes de hoje, ou seja, a amizade entre eles e os subordinados é benéfica para o clima organizacional, desde que não se deixe que por essa amizade os subordinados passem a ter um poder que não lhes é devido, pois tal atitude leva a perda da autoridade do líder e ao fracasso sua liderança.

Também pode-se notar a relação do que o autor descreve com a teoria das necessidades de Maslow, pois o autor deixa claro que o príncipe (gestor, líder) deve suprir as necessidades de seus súditos (subordinados e/ou colaboradores) desde as mais básicas, como as fisiológicas, assim como as de segurança (o povo deve sentir- se protegido, caso o território venha a ser atacado), as sociais (proporcionando a possibilidade da diversão e interação do povo como lê- se em: "Além do mais, deve, nas épocas próprias do ano, dar ao povo festas e espetáculos."), as de estima (notável em:" Do mesmo modo, deve um príncipe mostrar-se amante das virtudes e honrar aqueles que se destacam numa arte qualquer.") e as de auto-realização(que muitas vezes, são satisfeitas através do reconhecimento, ou seja, quando individuo nota que está se desenvolvendo bem).Sendo o dever de realizar tais ações, reafirmado no seguinte trecho:"E, porque toda cidade está dividida em corporações de artes ou grupos sociais, deve cuidar dessas corporações e desses grupos, reunir-se com eles algumas vezes, dar de si prova de humanidade e munificência, mantendo sempre firme, não obstante, a majestade de sua dignidade, eis que esta não deve faltar em coisa alguma."

Do mesmo modo, percebe-se que Maquiavel demonstra a importância da motivação através do reconhecimento dos súditos (subordinados), pois firma o comportamento desejado para que se obtenha os resultados necessários ao crescimento do principado (empresa); como ele expõe no trecho a seguir:"Ao mesmo tempo, deve animar os seus cidadãos a exercer pacificamente as suas atividades no comércio, na agricultura e em qualquer outra ocupação, de forma que o agricultor não tema ornar as suas propriedades por receio de que as mesmas lhe sejam tomadas, enquanto o comerciante não deixe de exercer o seu comércio por medo das taxas; deve, além disso, instituir prêmios para os que quiserem realizar tais coisas e os que pensarem em por qualquer forma engrandecer a sua cidade ou o seu Estado."

Enfim, O Príncipe como se pode ver é um livro atual, e apesar de aparentemente tratar de apenas um tema, seus ensinamentos tem inúmeras aplicações em vários âmbitos do nosso cotidiano, especialmente no mundo corporativo.

Por Eldes Cristina, no portal administradores

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Dramaturgo, o autor transferiu para seus contos literários toda a criatividade, intensidade e dramaticidade intrínsecas à arte teatral. 

São vinte contos retratando temáticas históricas e contemporâneas que, permeando nosso imaginário e dia a dia, impactam a alma humana em sua inesgotável aspiração por guarida, conforto e respostas. 

Os contos: 
1. Tiradentes, o mazombo 
2. Nossa Senhora e seu dia de cão 
3. Sobre o olhar angelical – o dia em que Fidel fuzilou Guevara 
4. O lugar de coração partido 
5. O santo sudário 
6. Quando o homem engole a lua 
7. Anos de intensa dor e martírio 
8. Toshiko Shinai, a bela samurai nos quilombos do cerrado brasileiro 
9. O desterro, a conquista 
10. Como se repudia o asco 
11. O ladrão de sonhos alheios 
12. A máquina de moer carne 
13. O santuário dos skinheads 
14. A sorte lançada 
15. O mensageiro do diabo 
16. Michelle ou a Bomba F 
17. A dor que nem os espíritos suportam 
18. O estupro 
19. A hora 
20. As camas de cimento nu 

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AS OBRAS DO AUTOR QUE O LEITOR ENCONTRA NAS LIVRARIAS amazon.com.br: 

A – LIVROS INFANTO-JUVENIS: 

I – Coleção Educação, Teatro e Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 

II – Coleção Infantil (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

B - TEORIA TEATRAL, DRAMATURGIA E OUTROS
VI – ThM-Theater Movement: 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

E se Einstein não tivesse existido?

E Se...
E se Einstein não tivesse existido?
Se Albert Einstein não tivesse vindo à Terra, pode ter certeza que sua vida seria diferente.

A história do século XX teria sido radicalmente diferente se o físico alemão Albert Einstein (1879-1955) não tivesse nascido nem descoberto, portanto, para espanto geral da humanidade, que matéria e energia são duas faces de uma mesma moeda e que podem ser transformadas uma na outra. A Teoria da Relatividade, exposta pela primeira vez pelo físico alemão em 1905, mas apresentada na íntegra 13 anos mais tarde, reformulou a Física, até então presa aos princípios do inglês Isaac Newton, ainda no século XVII.

Sem Albert Einstein, o mundo da reflexão sobre a física ficaria deserto de algumas das idéias mais instigantes da ciência do século XX. Einstein passou a vida sonhando com a unificação da teoria física, coisa à qual o astrofísico inglês Stephen Hawking (autor do best-seller Uma Breve História do Tempo) – entre outros pesquisadores modernos – começou a dar forma somente nas últimas décadas, graças à mudança de mentalidade no mundo da ciência, atualmente muito mais aberto à integração entre as disciplinas. A unificação da Mecânica Quântica com a Teoria da Relatividade, desejada por Einstein, somente aconteceu nas últimas décadas. E desse casamento surgiram inovações formidáveis e essenciais como a microeletrônica, o raio laser e os supercondutores.

Sem o legado de Einstein, certamente um grande número de reflexões sobre o universo não seria hoje assunto nos jornais do mundo inteiro. (Mesmo a expressão popular “tudo é relativo” paga tributo à teoria do físico alemão. Imagine um mundo sem ela...) Até porque a Física newtoniana não teria o mesmo fôlego para explicar os mundos virtuais propostos por intrincadas equações matemáticas em campos como informática e inteligência artificial. Sem a revolução proposta por Einstein, provavelmente nenhuma dessas conquistas tecnológicas existiria.

Foi a relatividade de Einstein que levou à fórmula da bomba atômica. As novas armas deram um ponto final na Segunda Guerra e, nas décadas seguintes, impuseram à humanidade a lógica da Guerra Fria. Sem a bomba – que devastou as cidades de Hiroshima e Nagasaki em 1945 –, o Japão talvez tivesse caído sob controle soviético em vez do americano e é possível que nenhum dos avanços tecnológicos que o capitalismo japonês nos deu ao longo dos últimos 50 anos tivesse existido. Imagine um mundo sem Sony, Honda, Nintendo. Ou seja: sem Einstein, não haveria Mario Bros.

No campo da política, as conseqüências da não-existência de Einstein seriam ainda mais chocantes: sem a tensão e a batalha de nervos da Guerra Fria, que transformou o mundo numa arena política bipolarizada, não haveria sentido no esforço político que o presidente John Kennedy fez para chegar primeiro à Lua. É bem possível que ainda não tivéssemos posto os pés em sua superfície. (É claro que, até os dias de hoje, há muita gente que desconfia da proeza americana, dizendo que apenas São Jorge colocou os pés na Lua. Mas isso é outra história.)

Mas não é só isso. Com a influência comunista na Ásia, será que a Guerra do Vietnã (que durou de 1964 a 1973) teria sequer começado? Será que os países europeus (como França e Inglaterra) resistiriam ao avanço marxista? Nesse caso, o Muro de Berlim teria sido absolutamente desnecessário – porque a Europa já ostentaria a bandeira vermelha.

Se Albert Einstein não tivesse vindo à Terra, pode ter certeza que sua vida seria diferente. 

Dificilmente você iria esquentar alimentos no forno de microondas, jogar videogame, ir ao médico e ser examinado por tomógrafo, visualizar a tela de cristal líquido de seu laptop, entre outras inovações que só foram possíveis com as intrincadas teorias do físico alemão.

Por Flávio Dieguez, na Super Interessante

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6. Quando o homem engole a lua 
7. Anos de intensa dor e martírio 
8. Toshiko Shinai, a bela samurai nos quilombos do cerrado brasileiro 
9. O desterro, a conquista 
10. Como se repudia o asco 
11. O ladrão de sonhos alheios 
12. A máquina de moer carne 
13. O santuário dos skinheads 
14. A sorte lançada 
15. O mensageiro do diabo 
16. Michelle ou a Bomba F 
17. A dor que nem os espíritos suportam 
18. O estupro 
19. A hora 
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I – Coleção Educação, Teatro e Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 

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Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

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VI – ThM-Theater Movement: 

domingo, 29 de maio de 2016

Produtividade e letargia...


'Economist': Trabalhador brasileiro precisa sair de 'letargia' para economia crescer

Da BBC Brasil

Atrasos frequentes evidenciam a baixa produtividade que emperra o crescimento brasileiro

Filas, tráfego, prazos descumpridos e atrasos de todo o tipo são parte do cotidiano brasileiro. Isso também é uma mostra, segundo a edição desta semana da revista britânica The Economist, da baixa produtividade do trabalhador brasileiro, que acaba por segurar o crescimento da economia.

A produtividade do trabalhador brasileiro está estagnada há mais de 50 anos e o país precisa ser mais ágil e mais produtivo para voltar a crescer, segundo o texto, cujo título é "50 anos de soneca".

A reportagem, ilustrada com a foto de uma pessoa descansando em uma rede na praia, aponta, entre outros fatores para a baixa produtividade, o que diz serem traços culturais do brasileiro.

"Poucas culturas oferecem uma receita melhor para curtir a vida", afirma a revista, após citar empresários que relataram ter enfrentado dificuldades para contratar funcionários.
Um deles, segundo a Economist, teria contratado 20 trabalhadores temporários para atuar em suas barracas de fast-food no festival Lollapalloza, em São Paulo, mas apenas dez apareceram.

Economias emergentes

A Economist lembra que o fator de produtividade no Brasil, que mede a eficiência do trabalho e do capital, é hoje pior do que a dos anos 1960. O semanário também compara o país a outras economias emergentes.

Enquanto a produtividade do trabalho foi responsável por 91% da expansão do PIB chinês entre 1990 e 2012, e 67% do PIB indiano, no Brasil esse índice foi de apenas 40%, segundo estudo da consultoria McKinsey.

"O restante (do crescimento) veio da expansão da força de trabalho, como resultado de uma demografia favorável, da formalização e do baixo desemprego. Tudo isso vai desacelerar a 1% ao ano (de crescimento) na próxima década", diz uma fonte ouvida pela revista.

"Para a economia crescer mais rápido, a um ritmo de 2% ao ano, os brasileiros precisarão ser mais produtivos", conclui.

Entre outras razões listadas pela revista para explicar a baixa produtividade do país estão os poucos investimentos em infraestrutura e a educação de baixa qualidade, problemas já conhecidos.

A revista também cita o mau gerenciamento e a ineficiência de muitas empresas - muitas delas acostumadas ao protecionismo do Estado.

"Ao invés de quebrarem, empresas frágeis sobrevivem graças a várias formas de proteção estatal, que acaba protegendo-as da competição", diz a revista.