sábado, 31 de maio de 2014

Pau e circo

Nelson Motta, em O Globo

"Macaco que muito mexe quer chumbo" é um velho e sábio ditado mineiro sobre os perigos da superexposição e do exibicionismo, mas certamente nem passou pela cabeça de Lula e Ricardo Teixeira quando fizeram o diabo para trazer a Copa do Mundo para o Brasil, imaginando os benefícios políticos e comerciais e esquecendo os riscos e consequências de se colocar no centro das atenções do mundo como sede de um evento dessa grandeza. E veio chumbo grosso.

Recebidas como ofensas ao país, as críticas internacionais foram respondidas com bravatas grandiosas e apelos ao patriotismo paranoico, como se os estrangeiros só revelassem as mazelas e precariedades que estamos cansados de conhecer por maldade, inveja e má-fé, ou talvez por tenebrosas conspirações para atrapalhar a nossa Copa. É reserva de mercado: só nós podemos nos esculachar.

Mas, depois de sete anos, das 167 intervenções urbanas prometidas, só 68 estão prontas e 88 atrasadas, e Lula explicou tudo: “Vai levar alguns séculos para a gente virar uma Alemanha.”

Ricardo Teixeira e Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O complexo de vira-latas também se caracteriza pela incapacidade de reconhecer erros, de responder a críticas e de tentar disfarçar o sentimento de inveja e inferioridade com a força bruta de hipérboles, bravatas e rosnados.

Quando Nelson Rodrigues disse que a vitória na Copa de 1958 nos livrou do complexo de vira-latas, ao contrário de Dilma, não entendi que havíamos nos tornado cão de raça ou mesmo cachorro grande, mas que nos livrávamos do complexo porque nos assumíamos como vira-latas bons de bola.

Sim, a vira-latice étnica e cultural é uma de nossas características mais fortes, para o bem e para o mal, e isso não há Copa nem metáfora genial que mude. Nesse sentido, ninguém é mais vira-latas do que os americanos, que também são os cachorros grandes do mundo.

Outra expressão atual da vira-latice é a ostentação, como o novo estilo de funk que celebra a riqueza e o exibicionismo, com orgulho e sem vergonha. É a trilha sonora perfeita para o Brasil ostentação da propaganda oficial que nos mostra no melhor dos mundos e fazendo a Copa das Copas.

Macaco que muito mexe…

Nelson Motta é jornalista.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quando a água potável é extraída do próprio ar...


WarkaWater, um sistema que retira água potável do ar
Por j. noronha, no blog Meio Bit

 
O problema da água na Etiópia é algo muito grave, apenas 34% da população tem acesso a água potável e muitos viajam por dias para conseguir alguma, muitas vezes contaminada.
O designer italiano Arturo Vittori e o arquiteto suíço Andreas Vogler visitaram a Etiópia em 2012 e, chocados com a situação que presenciaram, resolveram colocar as mãos na massa, produzindo o WarkaWater, através de sua empresa, a Architecture and Vision.

O WarkaWater, nome inspirado em uma árvore etíope, consiste de uma estrutura de bambu de 9 metros de altura revestida com uma rede de nylon que pode ser facilmente consertada e permite medir o nível da água também de forma fácil.
Coletar água através da condensação da umidade do ar não é uma técnica nova, mas esse equipamento é mais eficiente, maximizando a superfície de contato para produzir até quase 100 litros de água por dia.

Até agora as tentativas de prover água na África têm esbarrado no alto custo de poços artesianos ou outras tecnologias mais modernas.
O WarkaWater destaca-se nesse aspecto, já que cada torre custa 550 dolares, enquanto um Playpump chega a casa dos 14 mil. Os criadores do equipamento ainda afirmam que o custo cairá com a produção em massa.

A montagem da estrutura demora três dias e não requer nenhum equipamento especial. São necessárias seis pessoas no processo, que podem ser os próprios moradores, que depois passarão o conhecimento adiante.
Vittori já está trabalhando em uma segunda versão do equipamento, com paineis solares, para gerar eletricidade além da água.

A empresa agora está angariando fundos para começar a instalação das torres na Etiópia no próximo ano. Elas também podem ser utilizadas em outra áreas, como desertos, onde a mudança drástica de temperatura durante a noite favorece a coleta.
Fonte: NPR

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais uma vez: planejar implica, muitas vezes, dizer ‘não!’



Meus queridos, leiam o que escrevi em janeiro deste ano:

Planejar implica, muitas vezes, dizer ‘não!’
Muito bem, o Brasil tem sido palco de megaeventos esportivos de dimensões planetárias. Bom? Poderia ser excelente, caso tivéssemos a habilidade de utilizar esses eventos como oportunidade para catapultar o desenvolvimento, investir em infraestrutura, gerar empregos, descortinar uma nova era de avanços e sustentabilidade... mas qual?!, parece que estamos engessados, paralisados, enlameados num lodaçal onde se misturam, exclusivamente, corrupção, lavanderia e politicagem... Como bem lembrou o Presidente da Fifa, o Brasil teve sete anos para planejar a Copa, para alinhavar programas e projetos de investimento; e o que fez? Aguardou ‘em berço esplêndido’ que todos os prazos se exaurissem para investir na improvisação que leva aos ‘puxadinhos’, que conduz às ‘contabilidades criativas’, que embica para a arroubos legislativos ‘revolucionários’ e tome pau na Lei das Licitações, e loas, pompa e circunstâncias aos RDC’s¹...  Poderia ser diferente?, como não? Vejam como se deu na Suécia... num artigo que extraí da BBC-Brasil:

¹[ O RDC – Regime Diferenciado de Contratação –Lei 12.462, de agosto de 2011, foi criado originalmente objetivando os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, a Copa deste ano e as obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos Estados distantes até 350 km sedes dos mundiais. Mas, logo no ano seguinte, trataram de, através da Lei nº 12.688, incorporar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).  E neste mesmo ano de 2012, incluíram obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino (Lei nº 12.722) e no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS (Lei nº 12.745).  E como se não bastasse, no apagar das luzes do ano passado, inseriram as obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais e unidades de atendimento socioeducativo (Medida Provisória nº 630, de 2013).
E como um cancro, uma chaga maligna, através do RDC, vão solapando e reduzindo a pó o Estatuto das Licitações, a Lei 8.666. ]

O artigo completo está aqui.

Pois, agora, é a cidade de Nova York que exala lições de racionalidade lógica. Leiam o que extraí do Estadão, Blog de Jamil Chade:


 Nova Iorque diz não aos Jogos Olímpicos
Um dos principais motivos é a recusa de concentrar investimentos para atender a um evento que dura “apenas 17 dias”.

GENEBRA - Nova Iorque anuncia: não será candidata para receber os Jogos Olímpicos de 2024. O motivo: a cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento de apenas 17 dias. Quem afirma isso não é algum movimento social ou algum repórter do contra. Mas sim o gabinete do novo prefeito, Bill de Blasio, em reportagem do Wall Street Journal.

Depois de avaliar os benefícios e os problemas de um evento esportivo internacional, a responsável pelo desenvolvimento econômico e moradia de Nova Iorque, Alicia Glen, deixou claro que a decisão da administração era de que não valeria à pena o esforço e o investimento.

A cidade foi candidata a receber o evento em 2012. Mas foi eliminada e a organização ficou com Londres. “Não faz sentido se candidatar”, declarou Glen. Para ela, a meta de ter um evento seria para colocar uma cidade no mapa mundial. Mas isso, segundo Glen, não seria necessário para Nova Iorque. Outro motivo seria atrair turistas. Mas, com 54 milhões de visitantes por ano, a cidade acredita que também não precisa de uma Olimpíada para atrair o mundo. “Nossa sensação é de que poderia até mesmo frear o turismo”, confessou.

Mas o ponto principal é de que ter a Olimpíada na cidade poderia afetar a agenda de desenvolvimento econômico da cidade. Para Glen, se a cidade se focar apenas nas instalações esportivas ou numa área da cidade, outras partes poderiam ser negligenciadas.

“O prefeito quer tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias”, afirmou Glen, que também é a vice-prefeita.
Ela não nega que sediar a Olimpíada tem uma “noção romântica”. “Mas eu acho que quando você pergunta ao cidadão de Nova Iorque nas ruas se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos, acho que a vasta maioria diria: “prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa”.

De Nova Iorque à Olso, da Suíça à Alemanha, governos democráticos estão pensando duas vezes em lançar suas candidaturas para receber os mega-eventos mundiais. A a Fifa e o COI sabem disso…



 

Câmara aprova regras para economia de água em prédios públicos



Do portal da Câmara dos Deputados

Entre outras medidas, proposta prevê a instalação de torneiras e registros com sensores de proximidade; acesso restrito às torneiras em áreas externas; e uso de descargas sanitárias com volume de água reduzido.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27), em caráter conclusivo, proposta que prevê a adoção de novas providências para aumentar a economia e permitir o uso mais inteligente de água em prédios que abrigam órgãos da administração pública federal. A matéria poderá seguir agora direto para o Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada pelo Plenário da Câmara.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Urbano ao Projeto de Lei 2630/07, do deputado José Carlos Vieira (PSD-SC).
Entre as medidas a serem exigidas, o substitutivo inclui a instalação de torneiras e registros com sensores de proximidade, acesso restrito às torneiras em áreas externas e uso de descargas sanitárias com volume de água reduzido (seis litros por fluxo).
O texto estabelece que os prédios da administração pública deverão instalar mecanismos de duplo fluxo, que permitem escolher entre dois volumes diferentes de descarga. O substitutivo prevê ainda detalhes sobre as circunstâncias em que as regras devem vigorar e as sanções aplicáveis em caso de desrespeito às normas.

Aperfeiçoamento
O relator na CCJ, deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), recomendou a aprovação do substitutivo por entender que o novo texto aperfeiçoa o projeto original. Assim como as comissões anteriores, a CCJ também rejeitou os projetos de lei 4285/08 e 4286/08,
apensados ao 2630/07. Mendes defendeu que essas propostas são inconstitucionais, uma vez que o abastecimento de água (tema dos projetos) é gerido pelos municípios, e cabe à União apenas estabelecer diretrizes gerais.

Íntegra da proposta:

·       PL-2630/2007

·       PL-4285/2008

·       PL-4286/2008

 

Obras raras: preciosidades ao alcance de todos



Obras raras da Biblioteca da Câmara estão sendo digitalizadas

A Biblioteca da Câmara está modernizando sua operação, o que passa pela digitalização de diversas obras raras e disponibilização pela internet.

No momento, dedicam-se à digitalização de publicações como a "Nova Lusitania", de Francisco de Brito Freire em 1675, e os "Sermoens" (1679), de Padre Antonio Vieira, coletânea em 12 volumes.

A meta é disponibilizar algo em torno de 200 obras, na íntegra. Os leitores poderão saborear os conteúdos na Biblioteca Digital da Câmara.

Para se dar bem, empresas precisam engajar funcionários

Estudo da Michael Page ouviu mais de 400 pessoas e descobriu também que, para os diretores de recursos humanos, o principal desafio são os treinamentos 

Da Revista Exame               
executivos olhando para tela de computador
Executivos: reter e remunerar bem os funcionários está entre os principais desafios do RH

São Paulo - Profissionais de recursos humanos e presidentes acreditam que engajar os funcionários é o melhor caminho para conseguir bons resultados em uma empresa. 

É o que mostra uma pesquisa da Michael Page, que ouviu mais de 400 pessoas, no início deste mês.
Segundo o estudo, 30% dos trabalhadores de RH e 41% dos CEOs apontaram o engajamento como a principal ferramenta que uma companhia deve usar.

Em seguida, vêm a remuneração e a gestão de talentos, citadas por 21% e 20% dos executivos de recursos humanos, respectivamente, e por 24% e 23% dos presidentes.

Reforçar a sua imagem de boa empregadora (employer branding) também foi apontada por 17% dos profissionais de RH e 6% dos CEOs como uma das melhores práticas de administração.

Os treinamentos aparecem por último, lembrados por 12% do pessoal de recursos humanos e 6% dos presidentes.

Os desafios
Ainda de acordo com o material, para quem comanda as áreas de recursos humanos de uma companhia, o principal desafio (apontado por 22%) são o treinamento e a gestão do conhecimento.

Reter os funcionários e remunerá-los de forma justa fica em segundo lugar, citados por 20% e 19% dos respondentes, respectivamente.

Em seguida, eles apontam a transformação cultural e desenvolvimento de liderança (16%), a atração de talentos (13%) e o coaching (10%) como preocupações para o setor.

Governo dos Estados Unidos está testando “nova internet”



Dos portais Canaltech e G1

Nos primórdios, a Internet começou como um sistema de comunicação utilizado pelo exército dos Estados Unidos. Agora, o governo norte-americano parece estar disposto a fazer isso de novo, já que anunciou um investimento de US$ 15 milhões no que está sendo chamado de “nova internet”, uma rede com protocolos diferentes e que começou a ser desenvolvida em 2010.

De acordo com o G1, o trabalho está nas mãos da National Science Foundation, uma agência do próprio governo dos EUA que trabalha em projetos científicos de educação e desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia, desta vez, é criar uma nova rede que seja mais segura, suporte melhor seu próprio crescimento e, acima de tudo, dê mais suporte legal no caso de processos judiciais movidos contra usuários ou serviços que, eventualmente, realizem atividades ilegais ou irregulares.

Mas não se preocupe, você não terá que refazer o seu site no futuro ou criar contas em redes sociais da nova internet. De acordo com a NSF, o objetivo é criar protocolos e tecnologias que possam ser aplicados à infraestrutura existente ou que sigam além dela, podendo ser adotados pela indústria ou governos e aplicados sobre as plataformas existentes hoje.

Chamado “Future Internet Architecture”, ou “Arquitetura da Internet do Futuro”, os investimentos do projeto serão divididos entre três universidades americanas não divulgadas. São elas que colocarão em prática os softwares e protocolos para testar a usabilidade e funcionamento dessa nova rede, além de ver até que ponto ela aguenta a demanda e a utilização massivas encontradas online hoje em dia.

A matéria completa, você acessa aqui.

Em um artigo que escrevi em 2.008, adentro o universo onde se originou a internet; vale a pena ler, está aqui.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Texas beberá água depurada do banho e de vasos sanitários pela seca

A cidade de Wichita Falls misturará a água tratada com água potável. Será a primeira cidade do país a provar este método.

Do El País

San Angelo (Texas), durante a seca de 2011. / T. GUTIÉRREZ (AP)
 
Na cidade de Wichita Falls, no Texas, a escassez de água levou as autoridades a tomarem medidas tão desesperadas como tratar a água dos vasos sanitários para misturá-la com as reservas de água potável, que chegará diretamente aos copos dos consumidores. O fantasma da seca deixou sua marca no Estado e as alternativas começaram a se esgotar.

Seus habitantes expressaram seu mal-estar pela decisão, mas não podem fazer muito. Na sexta-feira passada, a cidade declarou o início da etapa 5 de restrições para a água, o que significa que seus lagos estão a 25% da capacidade. No entanto, a decisão já tem precedentes: San Antonio, por exemplo, processa a água de vasos sanitários e a utiliza para regar campos de golfe, parques e universidades. Dallas faz o mesmo com o campo de golfe Cedar Crest.

A água residual será tratada e depois chegará ao rio Big Wichita para passar por um processo natural de limpeza, que demora várias semanas, e depois desembocar no lago Texoma. Se o plano das autoridades locais segue adiante, a água tratada proveniente de banheiros, duchas e lavatórios será misturada a uma quantidade de 50/50 com a água proveniente dos lagos Arrowhead e Kickapoo. Concretamente, a água irá em um gasoduto de 21 quilômetros que ligará duas plantas de processamento de água.

Wichita Falls será a primeira cidade nos Estados Unidos a realizar uma aposta tão arriscada. Seu prefeito Glenn Barham assegurou que é a melhor alternativa ante a seca e fez questão de dizer que “tomará o primeiro copo”. Mas, antes de fazê-lo, a Comissão de Qualidade do Meio Ambiente do Texas deve aprovar a qualidade da água e certificar que é segura para a população. Para isso, as autoridades locais deverão realizar diversas provas, que já começaram. Neste mês a comissão anunciou que é preciso realizar mais exames para seguir adiante com a medida.

Historicamente, o Texas desenvolveu projetos de água convencionais como reservas, poços de água subterrânea e medidas de conservação. Mas agora as autoridades locais estão focadas em reutilizar e desalinizar a água para enfrentar a seca contínua que o Estado sofre há quatro anos: 83% de seu território está experimentando algum nível de seca e 67% é de nível severo ou excepcional.

A partir de agora os negócios de lavagem de carros só poderão operar cinco dias por semana. Se os lagos alcançam 20%, terão que fechar temporariamente. Para os lares que ultrapassem 38.000 litros de água, o preço subirá de acordo com o uso, entre outras medidas.

Atualmente os manuais para conservar a água são leitura obrigatória para os residentes: “regue apenas quando seja necessário, use um balde ao lavar o carro, não tome banhos demorados”, insistem.

“Nosso desafio é enfrentar o fato de que os texanos, de modo geral, não utilizam bem a água e precisamos ser mais eficientes no uso das reservas atuais, enquanto reduzimos os usos não essenciais”, assegurou Ken Kramer, conselheiro da Sierra Club no Texas e membro da direção de Texas Water Foundation.

A cidade declarou o início da etapa 5 de restrições para a água

Segundo dados do Conselho de Desenvolvimento de Água do Texas (TWDB), 80% das reservas do Estado já estão sendo utilizadas e os prognósticos não indicam um panorama alentador. “Já vemos que algumas comunidades pequenas estão a ponto de ficar sem água. Se o Texas recebesse, de repente, seu nível de chuva normal, eu não falaria em crise. Mas sim diria que o Estado enfrentará sérios desafios futuros se as comunidades não mudam a maneira em que pensam sobre a água”, explicou Amy Hardberger, advogada e geocientista da Universidade St. Mary.

De acordo com o último relatório do Avaliador Nacional do Clima no Texas “as temperaturas em acréscimo estão produzindo um aumento da demanda de água e energia. Em algumas partes da região isto limitará o desenvolvimento, acabará com os recursos naturais e incrementará a concorrência por água entre as comunidades, o setor agrícola, a produção energética e as necessidades ecológicas”.

“A maioria das previsões apontam para um Texas mais seco e quente como resultado da mudança climática. Mas a seca levou a muitos reexaminarem o uso da água. Isso, somado aos esforços de conservação e programas de resposta, reduziu o uso per capita de água em muitas partes do Estado incluindo Austin, Dallas e San Antonio. Acho que essa tendência continuará”, explicou Kramer.

O último plano estatal sobre a água estimou que o Texas terá um déficit de 1,022 trilhões de litros para 2060, mas especialistas do Centro de Estudos Políticos do Texas asseguram que a cifra  chegará apenas a 41 bilhões de litros.
A efetividade das estratégias para o tratamento da água e a diminuição de seu consumo são matéria de debate a nível estatal, mas onde sim existe consenso é sobre o custo de água, que se elevará consideravelmente no Estado. “Não é algo que possa ser evitado, a água barata já era. Nova água implica nova tecnologia e alguém terá que pagar por isso”, comentou Hardberger.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Estradas pavimentadas com painéis solares podem ser usadas no futuro

Da Revista Galileu

Projeto que promete geração de energia sustentável e menos poluição arrecadou 1 milhão de dólares em campanha de financiamento coletivo

  (Foto: Reprodução)

O casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver - e aplicar - uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.

Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar - que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas - desde faixas de pedestres até sinais de "pare".

A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.

Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano - e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.
Veja o vídeo:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Análise do Ambiente

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(...)
Humilhas, avanças, provocas, agrides, espancas, torturas, aprisionas indefesos – e quem bate e violenta é a tropa de choque?
Te tornaste carne, sexo e prostituta de incubo de Saturno –
e ensandecidamente acusas o outro de estupro? (...)

Leia o poema Uma oração para canalhas clicando aqui.
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“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.)


Análise do Ambiente
“Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora...”

Toda organização está sujeita a um conjunto de influências que interfere em sua estruturação e performance. Por isto esses vetores devem ser permanentemente investigados e monitorados.

Em um de seus contos, “A Ilha Idílica”, Rodoux Faugh revela a existência da terra dos sonhos, o lugar onde bastava dar asas à imaginação para que o objeto do desejo se materializasse. Como na terra encantada os sonhos eram plenamente possíveis, todas as pessoas eram saudáveis, educadas, felizes... e todas as empresas e instituições eram sólidas, rijas, sustentáveis. Por mais difícil e complexo que fosse a fantasia, não havia realidade capaz de inviabilizá-la. O imaginário sempre estava a brincar com a materialidade. Por isso não havia ameaças e nem fraquezas, somente forças e oportunidades. A ilha era um pedaço diminuto do céu que, numa tempestade bravia, dera de atracar na terra. Com direito a anjos, trombetas, imortalidade, felicidade eterna (cerveja, que ninguém é de ferro!) e tudo mais que o bom Deus só reservara, nos primórdios da criação, para o paraíso.

Naturalmente a “Ilha Idílica” de Rodoux Faugh é um lugar só existente em nossas mentes e no imaginário coletivo. Porque a realidade é como que um portal onde se descortinam ambientes, estruturas e cenários que impactam diretamente sobre as pessoas e as instituições, influenciando de maneira determinante nossa performance, nossos produtos e nossos resultados.

Para chegar à esse conjunto de influências que impactam nossas organizações devemos compreender o mundo em que estamos inseridos, em seus planos externo e interno.

Quando analisamos o plano externo (Ambiente Externo), estamos verificando o que ocorre fora da organização, as condições extra-organizacionais, aquelas que escapam ao nosso domínio e por isto apresentam como característica intrínseca o fato de serem incontroláveis. Neste ambiente, estaremos lidando com as Ameaças e as Oportunidades, as influências capazes de interferir no processo de efetivação da nossa missão.

Mas deveremos analisar também o que ocorre no plano interno (Ambiente Interno), o que se verifica dentro da organização, as condições intra-organizacionais, aquelas que estão sob o nosso domínio e por isto apresentam como característica intrínseca o fato de serem plenamente controláveis. Aqui, no Ambiente Interno, estaremos identificando as Forças e Fraquezas que impactam nossa organização.

Quando efetuamos o estudo e a análise crítica dos Ambientes Externo e Interno, estamos nos municiando dos elementos necessários para viabilizar nossas Políticas, Diretrizes e Estratégias. E do cruzamento das influências externas e internas, definimos as ações necessárias para que os produtos e resultados sejam alcançados de maneira satisfatória.

No planejamento estratégico a ferramenta mais utilizada para trabalhar com esses conceitos é Análise SWOT. A denominação deriva das palavras inglesas

- Strenghts - forças;
- Weaknesses – fraquezas;
- Opportunities – oportunidades; e
- Threats – ameaças


A SWOT foi desenvolvida para facilitar analise de cenários ou ambientes. Sua aplicabilidade a tornou uma das metodologias mais utilizadas em todo o mundo.

Alguns estudiosos atribuem sua criação e desenvolvimento ao professor Albert Humphrey, que – nos anos 60 e 70 – coordenou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford, na California. Outros atribuem a autoria aos da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen.

A metodologia SWOT analisa o ambiente dividindo-o em dois campos bastante definidos: o Interno, com a presença das Forças e Fraquesas; e o Ambiente Externo, onde estão presentes as Oportunidades e Ameaças.

O Ambiente Interno pode ficar sob o domínio dos dirigentes da instituição visto que depende das estratégias e decisões dos integrantes da organização. Por isto os pontos fortes devem ser potencializados ao máximo, enquanto os pontos fracos devem ser mitigados, minimizados, neutralizados; quando possível, eliminados

Se o Ambiente Interno é uma variável controlável, o mesmo não ocorre com o Ambiente Externo que se mantem completamente fora do controle da organização. Exatamente por estar fora do nosso alcance e controle, deve ser diligentemente identificado e monitorado para que possamos surfar sobre as ondas promissoras das Oportunidades, afastando-nos das ondas repletas de Ameaças.

Como as Ameaças provem de um plano externo, podem nos atingir a qualquer tempo. Daí a importância do planejamento, instrumento capaz de miticar, reduzir danos ou simplesmente minimizar os efeitos.

Um diagnóstico estratégico não pode ser elaborado sem que se observem os seguintes quesitos:

1 - Ambiente interno (exemplo para um centro de estudo):

• cursos oferecidos e novos cursos;
• pesquisas desenvolvidas;
• linhas de pesquisa;
• eficiência do ensino, pesquisa e extensão;
• sistemas de informação;
• recursos humanos, materiais e financeiros;
• tecnologia;
• estrutura organizacional; e
• imagem institucional.


2 - Ambiente externo:
• aspectos culturais;
• aspectos sociais, políticos e econômicos;
• inserção na comunidade;
• evolução tecnológica;
• mercado de trabalho;
• área de abrangência;
• entidades de classe;
• desempenho institucional;
• competitividade; e
• tendências do ambiente.

Abrindo o artigo, estão as duas primeiras estrofes da música A força do amor, composição de Cleberson Horsth e Ronaldo Bastos. Repare nas palavras chaves da melodia: ‘visão’, ‘pé no chão/Alcança as estrelas’, ‘poder de mover montanhas’, ‘Derruba as barreiras’, ‘fronteiras’, ‘amor’. Tudo a ver com Valores, Visão de Futuro, Missão e Análise do Ambiente.

Se deleite com o vídeo do Roupa Nova, no acústico gravado em 2.004. Abaixo do vídeo, postei a letra completa.

Roupa Nova – A força do amor



A força do amor

Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora...

Chamou minha atenção
A força do amor
Que é livre prá voar
Durar para sempre
Quer voar
Navegar outros mares
Dá um tempo sem se ver
Mas não se separa
A saudade vem
Quando vê não tem volta
Mesmo quando eu quis morrer
De ciúme de você
Você me fez falta...

Sei!
Não é questão de aceitar
Sim!
Não sou mais um a negar
A gente não pode impedir
Se a vida cansou de ensinar
Sei que o amor nos dá asa
Mas volta prá casa...

Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora
Hum! Hum!...

Sei!
Não é questão de aceitar
Sim!
Não sou mais um a negar
A gente não pode impedir
Se a vida cansou de ensinar
Sei que o amor nos dá asa
Mas volta prá casa...(2x)

Mas volta prá casa!




segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os marcos da administração

Desde que o homem percebeu a importância da sobrevivência, procurou estabelecer algum tipo de ordenamento, muito trivial e primitivo, verdade, mas que possibilitou enfrentar, com maiores possibilidades de êxito, as dificuldades e as intempéries impostas pela natureza agressiva.

Logo verificou as vantagens da vida em grupo, fundamental para estabelecer as defesas contra as feras selvagens, contra os predadores da espécie humana.

Os pequenos grupos foram ampliando, constituindo agrupamentos maiores e minúsculos povoados, depois núcleos mais adensados, até emergir os primeiros ensaios de cidade, num espaço de tempo que demandou milhares de anos.

Todavia a Administração é ramificação do conhecimento só recentemente adensada, e o grosso do seu desenvolvimento se processou ao longo do século XX.

Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.) filósofo ateniense que, condenado à morte, tomou a cicuta na prisão, foi acusado dentre outras coisas, de ridicularizar os deuses do Estado.

Já naquele período, a Administração era um dos temas de seu interesse.
Um de seus discípulos, Platão (427 a.C. – 347 a.C.) deixou doutrina que influenciou, de forma preponderante, a cultura ocidental. Em suas obras “As Leis” e “A República” – verdadeiros marcos políticos - discorre sobre a democracia e a Administração pública.

Em “As Leis” aborda questões sobre a teoria do Estado. E em seu trabalho mais importante, “A República”, discorre sobre política, filosofia e ética.

Platão, muito jovem, quando viu Atenas ser derrotada, atribuiu a razão à democracia. Defendia a aristocracia, não a aristocracia hereditária e tão pouco a nobiliária, mas a intelectual. Jamais será apagada da história uma de suas frases: “os sábios deverão dirigir e governar, e os ignorantes deverão segui-los”.

À Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), discípulo de Platão, coube a criação da Lógica. Convidado por Felipe, Rei da Macedônia, foi preceptor de Alexandre, que mais tarde viria a conquistar o mundo.

Aristóteles acreditava que somente dentro do Estado o homem poderia aperfeiçoar-se. Não acreditava na existência de um Estado ideal e chegou a descrever três formas de governo, “todas valiosas e aceitáveis, conforme as circunstâncias”.

Monarquia, Aristocracia e Democracia são as três formas de governo descritas pelo discípulo de Platão. Degeneradas levariam – segundo Aristóteles – respectivamente à Tirania, Oligarquia e Oclocracia, esta última definida como o governo exercido pela multidão, pela plebe, pelas classes menos instruídas.

As obras e o pensamento aristotélico tornaram-se hegemônicos do período que vai de sua morte até o surgimento do novo método de investigação científica aplicado por Galileu, e que coube a Francis Bacon sistematizar.

Antônio Carlos dos Santos é engenheiro, criador da metodologia de Planejamento Estratégico Quasar K+ e da tecnologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Novas datas para atualização dos Blogs



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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Peter Gabriel - Secret World Live

O futuro no presente: exércitos de micro-robôs

Exércitos de micro-robôs montam circuitos em vídeo impressionante

O tamanho dos microrobôs (Foto: Divulgação )



Você está preparado para um futuro povoado 
por máquinas extremamente ágeis e do tamanho de formigas?


Pense na forma com que formigas levam seus alimentos para suas colônias, confiando no trabalho em equipe. Cientistas da SRI International se inspiraram nos insetos para criar seu próprio exército de trabalhadores pequeninos. Eles fabricaram pequenos robôs magnéticos, que podem montar sistemas mecânicos e circuitos eletrônicos.
Para se mover, os robôs usam pequenos imãs que se movem sob uma placa de circuitos. Dessa forma, é possível controlar o padrão dos movimentos dessas 'formiguinhas artificiais', além de determinar se é apenas um robô que se move ou um grupo inteiro.
Apesar de seu tamanho pequeno, os robôs tem uma velocidade impressionante - 19 movimentos por segundo, o que equivale a 35 cm por segundo. Não acredita na gente? Confira o vídeo abaixo - e saiba que sua velocidade não foi aumentada:


A parte assustadora? O investimento para o desenvolvimento dos robôzinhos vem da Darpa, a agência de desenvolvimento de tecnologia militar dos Estados Unidos.

A menina que não conseguia chorar


Ação conta a história de menina que não conseguia chorar

Do Administradores

A campanha desenvolvida pela agência DDB nova-iorquina foi idealizada para ressaltar a importância da água

A pedidos da ONG Water is Life - que recentemente lançou um livro sobre os cuidados que devem ser tomados com a água e que, ao mesmo tempo, funciona como um filtro -, a agência de publicidade DDB de Nova Iorque criou o filme intitulado "The girl who couldn't cry" (A menina que não conseguia chorar, em português).
A campanha idealizada para ressaltar a importância da água narra a trajetória de uma garota nascida na Índia e que, apesar de passar por uma série de desventuras, não consegue produzir lágrimas. A pequena indiana é incapaz de chorar em virtude de uma forte desidratação, e não por falta de tristeza.
O emocionante drama, assinado por Rodrigo Garcia Saiz, da Central Films North, retrata uma história vista diariamente nos noticiários e vivenciada por milhares de crianças, não apenas na Índia.
Assista ao vídeo "The girl who couldn't cry" (em inglês):

Concreto à prova d'água que dura 120 anos




Cientistas criam concreto à prova d'água que dura 120 anos

Da Revista Exame


Com nome difícil, o Composto Cimentício Superhidrofóbico Projetado (ou SECC) usa fibras de álcool polivinílico para manter o líquido na superfície do material


Reprodução/Youtube

Concreto à prova d'água
À prova d'água: material poderá ser útil em pontes e é menos suscetível à formação de buracos
São Paulo - Um concreto à prova de água. Essa é uma das mais recentes criações de uma equipe de cientistas da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos Estados Unidos.
O nome oficial do novo material é difícil: Composto Cimentício Superhidrofóbico Projetado ou SECC, sigla para o nome em inglês. De acordo com seus criadores, ele é capaz de durar por mais de 120 anos.
Por trás da impermeabilidade do novo material estão fibras de álcool polivinílico. Usadas na composição do SECC, elas impedem que a água se infiltre no material - mantendo o líquido fora da superfície do concreto.
Utilidades
A novidade tem várias utilidades, como destaca o professor Konstantin Sobolev, seu criador.
"Aqui no Wisconsin, poucos dias atrás estava chovendo e de repente veio o frio e surgiu gelo nas estradas. Muitos acidentes aconteceram por conta disso. Neste caso, o SECC poderia salvar vidas", afirma Sobolev.
Fruto de duas décadas de pesquisas, o concreto à prova d'água está tendo sua aplicação em pontes analisada pela equipe de pesquisadores americanos.
Por não acumular água em sua estrutura, ele também é menos suscetível a se rachar - o que dá origem a buracos na pista.

Agora, assista um vídeo que mostra o SECC em ação:


Empresa sustentável ou ecoeficiente?


Do Canactech Corporate
Passado um século e meio desde o surgimento das primeiras corporações e, associadas a elas, um histórico preocupante de suas externalidades (efeitos negativos), alega-se, ultimamente, que elas devem trabalhar em benefício dos stakeholders e do planeta. No entanto, isso não significa que 150 anos foram suficientes para que a postura das empresas tenha se modificado concretamente.
Os prêmios e selos de “empresa sustentável” parecem ser premeditados. Ainda é muito cedo para se falar em modelos de organizações que se ajustam adequadamente aos conceitos supremos da sustentabilidade. Como defende Hans Michael Bellen no seu livro Indicadores de Sustentabilidade, “um único ator, como uma empresa ou comunidade, não pode ser considerado sustentável em si mesmo; uma parte não pode ser sustentável se outras não o são”.
No livro campeão de vendas de Andrew Savitz, A Empresa Sustentável, – seus subtítulos são “o verdadeiro sucesso é o lucro com responsabilidade social e ambiental” e “como a sustentabilidade pode ajudar sua empresa”. Total inversão de ambos os conceitos quando ainda se esperam respostas sobre o que a empresa pode fazer para a sustentabilidade e qual a sua responsabilidade com relação ao seu entorno e stakeholders.
Conforme o senso comum corporativo, não há dúvidas quanto aos benefícios que as organizações vêm auferindo com o desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de procurar ter uma gestão controlada dos recursos renováveis e não-renováveis. Apesar disso, a maioria está focada em conceitos de eco-eficiência, que é diferente de sustentabilidade.
Tem sido o mercado e, em menor grau, a sociedade que impõem às organizações um permanente processo de negociação, gestão de conflitos com os grupos de pressão e os jogos de poder necessários para atender a requisitos de governança corporativa.
No caso do Brasil, qual o sentido dessa correria para receber tal título quando a sociedade brasileira padece de falta de informação e sensibilidade em relação aos problemas ambientais?
E se é a maioria da população que apresenta desinteresse no que as organizações andam fazendo em termos de sustentabilidade, ao que tudo indica, há uma falha na análise de retorno de investimentos em ações que parecem mais preocupadas em promover a figura de empresa sustentável. Quanto se consegue vender em relação aos custos das ações, sejam ambientais, sociais ou econômicas? Se os resultados são satisfatórios, deve-se perguntar se o foco está nas estratégias de eco-eficiência, que são mais centradas nos aspectos operacionais da empresa com seu processo de produção, comercialização, envolvendo fornecedores e parceiros.


Água!


Água – amor à vida, às pessoas e ao planeta.

"A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como seriam a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura".

Em junho de 1992, o Brasil sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como ECO RIO 92. A Conferência considerada por muitos o evento ambiental mais importante do século passado, obteve a proeza de reunir representantes de 175 países e de Organizações Não-Governamentais.

Foi nesta Conferência que a Organização das Nações Unidas publicou o documento“Declaração Universal dos Direitos da Água”, cujo trecho figura em epígrafe, introduzindo este artigo.

Ainda que tardia, a Declaração procura resgatar a importância da água para a sustentabilidade do planeta. É que sem água, não existiria vida nesta parte do universo. Simplesmente assim.

Os cientistas da NASA - National Aeronautics and Space Administration – a agência espacial norte-americana, ao investigar a existência de vida em outros planetas, procura preliminarmente verificar a presença ou não de água, porque foi assim que a vida se originou por aqui.

A antiguidade oriental englobou muitos povos. Dentre eles, se destacam o egípcio, sumério, acádio, assírio, persa, fenício e hebreu.

Essas civilizações estabeleceram uma dependência tão grande dos rios que passaram para a história com a denominação de “civilizações hidráulicas”.

O modelo de Estado adotado baseava-se, fundamentalmente, na posse das águas e das terras agricultáveis.

Mas antes mesmo da existência de Estados e povos organizados, a água já era um recurso natural a acompanhar a evolução humana. Desde os primórdios da existência, a espécie manteve-se a curta distância das fontes de abastecimento de água, condição sine qua non inclusive para assegurar a sobrevivência. 

Para ler o artigo completo, clique aqui.

Os nanomateriais estão mudando nossas vidas

O futuro é minúsculo: veja como os nanomateriais vão mudar sua vida

Agência EFE, na Revista Info

Mr Ang Li. National University of Singapore, Singapore
E. coliImagem intitulada “Escherichia coli (E. coli) com Pili and Flagella” e que mostra uma célula da bactéria Escherichia coli onde podem ser vistas suas partes estruturais
Baterias, revestimentos, roupa antibacteriana. Centenas de produtos que contêm nanomateriais já estão em uso, e a inovação "nano" será cada vez mais setores, desde segurança no trabalho e a indústria, até o meio ambiente e o espaço, explicou a Curadoria Europeia do Meio Ambiente (ECE).
Os nanomateriais têm potencial de melhorar a qualidade de vida e contribuir para a competitividade industrial, mas também podem apresentar riscos que tornam recomendável avaliar a segurança destas substâncias caso a caso.
Em que consistem e para que servem estes compostos? A ECE os define como "substâncias químicas ou materiais de escalas até 10 mil vezes menores que o diâmetro de um fio de cabelo humano e dotadas de características inovadoras". Entre elas estariam aumento da força, reatividade química e condutividade.
"Um nanometro – nm – é uma unidade de medida muito pequena, um milhão de vezes menor que um milímetro, mil vezes menor que um micra. Também a conhecemos como micrômetro, o equivalente à milionésima parte do metro", explicou o doutor em Ciências Físicas, Pedro A. Serena.
De acordo com este pesquisador do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, CSIC, no Instituto de Ciência de Materiais de Madri (ICMM), "da mesma forma que um metro é uma unidade útil para medir objetos de nosso tamanho e um micra é útil para medir células, um nanômetro é uma unidade útil para pedir objetos como átomos e moléculas".
Uma olhada ao universo imperceptível
"Chamamos nanoescala, nanomundo e nanouniverso o grupo de entidades e objetos de menos de 100 nanômetros. A nanotecnologia é o conjunto de conhecimentos que permitem conhecer as propriedades da matéria quando a observamos na nanoescala e que tenta obter vantagens deste conhecimento em novos materiais e dispositivos", explicou Serena.
Segundo Serena, as entidades do nanomundo, dos nanoobjetos, incluem "átomos, moléculas singelas ou mais complicadas como DNA, grafeno, fullereno, nanotubos de carbono, nanopartículas, vírus, membranas celulares e ribossomos. O mostruário é realmente amplo".
"Um nanomaterial é qualquer objeto formado por entidades tais, que uma de suas dimensões esteja abaixo dos 100 nm, como por exemplo, uma rede de nanotubos de carbono entrelaçados para formar um tecido, ou uma mistura de molécula de certos polímeros onde se inserem nanopartículas, como ocorre em muitos adesivos", acrescentou o físico do CSIC.
De acordo com Serena, a matéria e os objetos, com dimensões nanométricas exibem propriedades novas e, em alguns casos excepcionais, que pode se tirar proveito.
"Por exemplo, uma partícula micrométrica de ouro tem cor amarela, mas em escala 'nano' damos a forma adequada e pode emitir luz de diferentes cores à vontade", comentou o especialista.
"Além disso, uma nanopartícula pode viajar de um lado para outro dentro de um tecido, coisa que as micropartículas não podem fazer, e assim pode ser usada com fins médicos transportando fármacos ou atuando como marcadores", destacou.
"Um pedaço de grafite de milímetros ou mícrons é um bom motorista elétrico, opaco e barato, mas se somos capazes de desprender desse grafite uma só lâmina de átomos de carbono, conhecida como grafeno, teremos o material que melhor conduz a eletricidade e que tem excelentes propriedades mecânicas. O nano é diferente", defendeu.
Sobre as aplicações dos nanomateriais em nosso cotidiano, este cientista revela que há milhares de produtos que contêm nanoestructuras e que já são comercializados, "desde memórias eletrônicas, processadores, telas LED, fármacos, produtos de beleza e protetores solares, até ambientadores, dispensadores de nutrientes, potencializadores de sabor, fluidificadores ou inseticidas".
A nanoinvasão já começou
Os nanomateriais também se aplicam em camisas, camisetas, meias soquetes, raquetes, tacos de hóquei, de beisebol, utensílios de cozinha, materiais para espelhos, composites para aeronáutica, painéis solares e em cristais de transparência regulável.
"Inclusive há nanomateriais para construção capazes de eliminar certos poluentes. A "nanoinvasão" de produtos já começou", afirmou, categórico, o especialista.
"A nanotecnologia e a nanoeletrônica serão fundamentais para produzir dispositivos que permitam que a revolução eletrônica siga adiante e, na Medicina, é muito provável que nos ajudem a melhorar os diagnósticos e a prevenir e tratar doenças de uma maneira local e automática", adiantou o físico.
"As nanotecnologias também têm muito o que dizer sobre o uso de recursos energéticos, através de novas baterias, novas células de combustível e veículos mais rápidos", predisse.
Serena admitiu que estes "são exemplos de possíveis aplicações, mas a realidade costuma transbordar os prognósticos e é difícil ser guru: se os descobridores dos transístores fossem perguntados pelo futuro: seguro que a internet, as redes sociais e a telefonia celular não teria passado pela cabeça deles".
A nanotecnologia tem riscos? Este cientista respondeu que sim, da mesma forma que "todas as tecnologias, até as mais seguras" e explicou: "o pequeno é diferente e pode ocorrer que algo que não seja tóxico ou prejudicial na escala "macro" o seja em escala nano e, além disso, as nanopartículas ou nanotubos de diversos materiais podem se movimentar com mais facilidade pelo corpo humano".
"O estudo dos efeitos dos nanomateriais no meio ambiente e na saúde é a nano-eco-toxicologia. Há centenas de projetos no mundo estudando os efeitos de determinadas nanopartículas em diferentes organismos, assim como suas vias de entrada e de acumulação, e as taxas de exposição em que se tornariam perigosas, entre outras variáveis", explicou Serena.
Com a nanotecnologia, acredita Serena, acontecerá como com outras tecnologias: "agora estão se desenhando os padrões internacionais ISO, as metodologias de detecção, as normas de emprego em fábricas e a regulação sobre uso em alimentos. Finalmente se avaliarão os prós e contras e o consumidor decidirá".
Ricardo Segura.
EFE/REPORTAGENS.

Os milagres israelenses




Startups israelenses dominam setor de tecnologia; veja alguns "milagres"
Do Infononey
SÃO PAULO – As startups focam os seus trabalhos principalmente no setor tecnológico e Israel é o país que mais está ganhando repercussão nessa área. Não é difícil ver manchetes sobre empresas israelenses que estão lançando gagdets e aplicativos.
Este é o caso da StoreDot que criou o protótipo do carregador consegue deixar a bateria do dispositivo em 100% com apenas 30 segundos, através de semicondutores feitos a partir de compostos orgânicos chamados de peptídeos.
Outro exemplo é a Shopcloud. No início do ano, a empresa lançou o Inside, o primeiro aplicativo de GPS capaz de localizar um usuário do smartphone dentro de locais fechados. O sistema identifica a localização de um usuário pelo smartphone com base no hardware do próprio dispositivo, como a câmera do celular, para alimentar a localização, em vez de utilizar apenas a internet. Isso significa que o app pode funcionar sem sinal, até em modo avião. Ele também não requer hardware transmissor adicional instalado nos locais.
Além disso, as grandes potências do setor já perceberam que as startups israelenses estão se destacando no mercado, tanto que em outubro do ano passado o Facebook comprou a Onavo – empresa que criou um aplicativo que ajuda os consumidores a reduzirem os custos com telefonia através do uso eficiente dos dados – para alavancar a projeto Internet.org, com o objetivo de facilitar e baratear o acesso à internet em países emergentes.