segunda-feira, 9 de junho de 2014

Carpenters - Superstar


Planejando a distribuição de renda...


Conheça a fazenda vertical do futuro da Coreia do Sul


Projeto Urban Skyfarm é um mini ecossistema projetado para trazer equilíbrio de volta para a comunidade urbana

Da Revista Exame

São Paulo - Até o ano de 2050, cerca de 80% da população mundial deverá viver em áreas urbanas. Seremos ao todo quase 10 bilhões de pessoas consumindo os recursos finitos do planeta. Pensando em resolver problemas futuros, tais como escassez de terra, insegurança alimentar, desmatamento e poluição, o estúdio de design Aprilli projetou o Urban Skyfarm.

Trata-se de uma fazenda vertical que utiliza sistemas hidropônicos em substituição às vastas extensões de terra agrícolas, sendo capaz de produzir alimentos de forma mais eficiente.

O projeto foi idealizado para Seul, capital na Coreia do Sul, que é densamente povoada e distrito central dos negócios do país.

Cada um dos quatro componentes principais, que são a raiz, tronco, ramos e folhas, tem suas próprias características espaciais adequadas para diferentes condições de cultivo.

A parte superior, por exemplo, é propícia para plantio de vegetais que necessitam de exposição direta de luz natural e ar fresco. Já a parte inferior favorece cultivos que necessitam de um ambiente mais controlado.

Por ter formato inspirado numa árvore, a fazenda ainda garante amplos espaços sombreados, que podem ser apreciados pelo público. É um mini ecossistema que traz equilíbrio de volta para a comunidade urbana.

O Urban Skyfarm usa a energia renovável produzida a partir de paineis solares para suprir o processo de produção, transporte e distribuição de produtos alimentares.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os inocentes úteis. Ou onde há fumaça...

O tentador negócio da maconha para a indústria do tabaco

As grandes do setor nos EUA deram os primeiros passos no negócio da cannabis nos anos 60 e 70

Analistas avaliam a possibilidade de que a indústria considere novamente expandir seu negócio

 

Uma mulher fuma maconha na Universidade de Maryland, em 1977. / AP

Do El País
 
Que a indústria do tabaco flertou com o negócio da maconha no final da década de 60 e início da de 70, na época em que Richard Nixon ocupava a Casa Branca, é um fato que veio à luz por meio de documentos encontrados na Universidade Califórnia em São Francisco (UCSF).

Os arquivos descobertos revelam como as grandes empresas fumageiras previram que a legalização da erva iria ser iminente no país e se anteciparam dando os primeiros passos para participar do lucrativo negócio. Houve até companhias, como a Philip Morris, que pediram ao Governo federal que mantivesse confidencial o resultado de suas pesquisas sobre a erva, expressando o desejo de que “não houvesse nenhum tipo de publicidade”.

“Nós lhes daremos acesso aos resultados confidencialmente e lhes pedimos que não identifiquem nem tornem público onde a pesquisa foi realizada”, pedia em 1969 um vice-presidente da Philip Morris a Milton Joffee, o chefe da Casa Branca naquela época para pesquisa científica sobre drogas, num momento de plena guerra da administração Nixon contra os narcóticos.

E Joffe respondia: “Não vejo que exista impedimento algum para manter a confidencialidade que você solicita”, evitando assim os procedimentos e formulários requeridos pelo Departamento de Alimentação e Narcóticos.

As empresas já exploraram nos anos 1960, o mercado da cannabis

Os documentos, descobertos pelos pesquisadores de saúde pública, trazem à luz novos dados sobre a era do republicano Richard Nixon e, o que é mais significativo, aparecem no momento em que em Wall Street começam a emergir vozes de alguns analistas que dizem que as empresas fumageiras poderiam estar considerando outra vez expandir seus negócios com vistas à legalização da maconha.

“O fato de que a indústria do tabaco estivesse explorando as possibilidades do negócio é algo que continua ocorrendo hoje em dia”, afirma Stanton Glantz, o diretor do Centro para as Pesquisas sobre o Controle do Tabaco da UCSF. “A única coisa na qual se enganaram é que acreditaram que a legalização se daria muito antes”, acrescenta.

A legalização estava no ar nos anos 70, embora Nixon se opusesse redondamente. Apesar disso, entre 1973 e 1979, 11 Estados descriminalizaram a posse de maconha para uso pessoal. A eleição de Jimmy Carter, em 1976, também flexibilizou a criminalização da droga, até a chegada de Ronald Reagan e sua reviravolta conservadora que resultou na criminalização do consumo e da posse.

As empresas fumageiras negam o interesse

A posição da indústria do tabaco é a de minimizar a importância dos documentos encontrados e negar que tenha algum tipo de interesse em entrar no negócio da maconha.

“Nossa empresa não tem nenhuma intenção de vender produtos que estejam relacionados com a maconha”, disse David Sylvia, porta-voz da Altria Group Inc (a empresa matriz da Philip Morris), em declarações a Los Angeles Times. “Não queremos nos envolver em nada relacionado com a maconha.”

“Estamos no negócio de deixar as pessoas relaxadas”, dizia um diretor

A indústria do tabaco também não reconheceu em 1971 que estivesse envolvida no negócio. Joseph Cullman, um dos diretores da Philip Morris naquele ano, assim se expressou, contradizendo a nota escrita à mão pelo então presidente da empresa, George Weissman, na qual fazia constar a exploração de “potenciais produtos”.

Em outro documento da Philip Morris, desta vez sem assinatura, lê-se: “Estamos no negócio de relaxar as pessoas que estão tensas e dar um up a quem está aborrecido ou deprimido. A única ameaça a este negócio é que a sociedade encontre outras maneiras de satisfazer essas necessidades”.

Os documentos achados não só envolvem a Philip Morris, como também outras grandes empresas do tabaco, como a American Tobacco Co e a British American Tobacco. O chamado “Pot Projetc” (Projeto Maconha) foi também lançado na Grã-Bretanha.

A British American Tobacco, a segunda maior companhia fumageira do mundo, idealizou em 1970 um plano estratégico para produzir cigarros que contivessem maconha, se a erva fosse legalizada, e assim provocar uma mudança no hábito de fumar.

A empresa informou em um comunicado que isso “aconteceu há muito tempo e hoje em dia não estão interessados no negócio”. O certo é que as vozes que vinculam tabaco e maconha se fazem novamente ouvir e alguns investidores vislumbram que fundamento não lhes falta.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pequenas hidrelétricas buscam expansão no setor energético


Parlamentares querem facilitar a construção de pequenas hidrelétricas no Brasil. Para especialistas, opção é válida, mas governo precisa investir em outras fontes para evitar o desabastecimento e dependência da água.

Da Deutsche Welle
 

As pequenas centrais hidrelétricas (PCH) estão em alta no debate nacional sobre geração de eletricidade: atualmente, 669 projetos aguardam a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e outros 141 estão sendo elaborados.

Esse tipo de usina de menor capacidade produz entre 1 e 30 megawatts (MW) de energia, é vista como aliada para diminuir o risco de apagões.

A grande vantagem dessas usinas é a possibilidade de sua construção próxima ao local de consumo, diminuindo gastos com transmissão. Até agora, o Brasil tem 462 PCHs em operação, outras 30 em construção e 145 outorgadas
"Cada vez mais o sistema interligado brasileiro depende de grandes usinas localizadas muito distantes dos centros de consumo. Esse fator traz consigo um custo devido a grandes linhas de transmissão e também do ponto de vista da segurança do sistema. Então, com relação à operação do sistema é mais conveniente ter injeção de energia próximo ao local de consumo", defende Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, um centro de estudos dedicado ao setor.

Essa alternativa é apoiada por parlamentares, mas, para especialistas, sua eficácia depende de cada projeto e, ao mesmo tempo, não diversifica a matriz energética. Para promover esse modelo e facilitar a autorização para a construção dessas usinas, a Frente Parlamentar Mista em Defesa das PCHs e Microgeração, criada em agosto de 2013, se articula nos bastidores. O grupo é composto por 163 deputados e 22 senadores.

"Estudos técnicos mostram que as PCHs produzem 4.200 MW, o que representa 3,6% da energia no país. Outros 7 mil MW aguardam análises de projetos na Aneel. Isso representa mais de 50% da produção de energia da usina hidrelétrica de Itaipu. Ou seja, o setor tem um grande potencial de avançar nos próximos anos. Por isso, a necessidade de dialogar com os setores envolvidos e com o governo na construção de um novo marco legal", afirma o deputado Pedro Uczai, presidente da Frente.


País precisa diversificar a matriz, apontam especialistas

Segurança e variedade
Além de descentralizar a produção de energia, outra grande vantagem é o modelo de suas barragens. "Elas permitiram organizar o uso múltiplo da água, espaço para a piscicultura, recreação, esportes aquáticos, geração de energia e também para saneamento", conta Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente, da Universidade de São Paulo (USP).

Esse tipo de usina é considerada uma fonte limpa e causa impactos socioambientais menores do que as grandes centrais. Em alguns projetos, no entanto, os altos custos de construção e a burocracia para obtenção das licenças e autorizações acabam encarecendo o valor final da energia.

Atualmente, o preço da energia produzida por grandes hidrelétricas e eólicas fica em torno de 100 reais o megawatt-hora (MWh) em leilões, enquanto que o das PCHs sai em média 180 reais, podendo chegar a 200 reais.

Opções mais atraentes
Para Barbara Rubim, coordenadora da campanha Clima e Energia do Greenpeace, o investimento em PCHs significa "fazer mais do mesmo", ou seja, acrescentar mais hidrelétricas, ainda que de pequeno porte, numa matriz em que essa fonte já responde por 78% da geração de energia. "Isso não retira a vulnerabilidade do país em cenários como o atual, em que a prolongada estiagem esvazia os rios e reservatórios e prejudica a geração dessas usinas, fazendo com que tenhamos que recorrer às térmicas", avalia.

Na avaliação de especialistas, as PCHs devem continuar sendo uma opção para ampliar o setor energético, mas não podem ser a única. "É essencial que o governo olhe para outros potenciais, como o eólico e o solar, para que possamos produzir a energia necessária para o país", afirma Michael Becker, superintendente de conservação do WWF Brasil.
ldo Luís Sauer também não descarta as PCHs. Mas a melhor opção para evitar o desabastecimento seria a energia eólica. "Se o projeto é bom, ele tem que ser feito, pois há muitos benefícios. As PCHs não vão salvar o Brasil, mas ajuda se elas se tornarem mais viáveis", opina.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Universidade Católica do Chile supera a USP como a melhor da América Latina

O centro de ensino chileno ultrapassa a Universidade de São Paulo no ranking. Apesar de não ocupar o primeiro posto, o Brasil é o país que detém os melhores resultados na lista regional

Propaganda da Universidade Católica do Chile.

A Pontifícia Universidade Católica do Chile ocupa o primeiro lugar no ranking das melhores universidades latino-americanas realizada desde 2004 pela Quacquarelli Symonds, empresa britânica de consultoria, que avalia 400 estabelecimentos de ensino. A instituição chilena ultrapassou a Universidade de São Paulo, líder nos três anos anteriores, e que dessa vez ficou em segundo lugar.

A qualidade de seus artigos científicos e de pesquisa, o impacto de sua website e a proporção positiva de estudantes por faculdade colocaram a Universidade Católica do Chile, com sete campus e mais de 200.000 estudantes, em primeiro lugar. A Universidade de São Paulo mantém, no entanto, as suas boas qualificações pelo alto índice de produtividade nas pesquisas.

O reitor da universidade chilena, Ignacio Sánchez, comemorou o impulso que o reconhecimento de uma instituição local como a melhor da região pode dar ao país: “Creio que esta seja uma grande notícia para o país. É muito importante o efeito que essa liderança pode ter na atração de professores, estudantes, pesquisas e projetos para o nosso país, tanto em nossa universidade como em outras de alta qualidade”. No website da UC, ressaltou que “esse caminho de excelência” deve servir para avançar “na inclusão que o Chile necessita”.

Brasil apresenta os melhores resultados globais. Depois do segundo lugar da Universidade de São Paulo (USP), encontram-se a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A Universidad de Los Andes Colombia (5) e a Universidad de Chile (6) antecedem as duas instituições mexicanas, o TEC e a UNAM. A Universidade Estadual Paulista (UNESP) ocupa o nono lugar. Entre as 50 primeiras, 17 são brasileiras.

Os elaboradores do ranking destacam o Chile e o Brasil à frente dos demais países. “As universidades do México, da Argentina e da Colômbia destacam-se em áreas específicas, mas atualmente não têm a coerência integral que possuem as principais instituições do Brasil e do Chile”, explicou Bem Sowter, o chefe da pesquisa. Após o estudo, Sowter considera que o alto índice de estudantes por faculdade é um dos grandes males das instituições públicas de pesquisa do continente.

Quanto ao México, a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), uma instituição pública antiga e prestigiada, caiu duas posições para o oitavo lugar e, pela primeira vez, foi superada pelo Tecnológico de Monterrey (TEC), faculdade privada que ocupa o sétimo lugar. Essa escola teve origem no norte do país, mas em dois anos se estendeu para todo o território nacional. O TEC está bastante focado nas práticas profissionais e na criação de alunos com espírito empreendedor. O México é o segundo país latino-americano com mais universidades no ranking (47), superado apenas pelo Brasil (50) e seguido por Argentina (34) e Chile (31).

A Universidade de Buenos Aires (UBA) é a instituição argentina mais bem colocada. Mais exatamente em décimo nono lugar. Caiu sete posições em relação ao ano passado. Para os pesquisadores, ela sofre dos mesmos problemas da mexicana UNAM, uma relação estudante-faculdade relativamente pobre e poucos doutorandos. Depois dela aparecem em vigésimo a Universidade Austral, em vigésimo primeiro a Universidade Nacional de La Plata, seguida pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina em vigésimo segundo.

A Quacquarelli Symonds (QS), empresa de consultoria que elabora o ranking, é especializada na área de educação internacional. Leva em conta a reputação acadêmica das instituições, a qualidade dos professores, a relação da faculdade com o estudante e o impacto produzido por suas pesquisas acadêmicas. Também pesam a influência de seus conteúdos na internet, os resultados dos doutorados e o número de artigos publicados por cada membro da entidade. A QS é uma das pioneiras na classificação de universidades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Esperança... sempre há que se acreditar...

... ainda o exoesqueleto...


''Quero mostrar outro Brasil', diz cientista que prepara chute de paraplégico na Copa


Exoesqueleto. Foto: divulgação
Ilustração mostra como seria a inauguração da tecnologia na abertura da Copa
 
No dia 12 de junho, o Itaquerão será palco de dois eventos históricos – e não apenas um.
O primeiro deles será a abertura da Copa do Mundo, um evento que volta a ser sediado no Brasil depois de 64 anos.

O outro é a estreia de uma tecnologia de ponta que, segundo cientistas, pode ajudar a mudar a vida de milhões de pessoas pelo mundo.

Na abertura da Copa do Mundo com o jogo Brasil x Croácia, será feita a primeira demonstração pública de um exoesqueleto controlado pela mente, que permite que pessoas paraplégicas caminhem.

Se tudo der certo, a roupa robótica será vista por 70 mil pessoas no estádio e por bilhões em todo o mundo, na televisão.

O exoesqueleto foi desenvolvido por um grupo de cientistas que fazem parte do projeto Walk Again ("Caminhar de Novo"), e é o resultado de anos de pesquisa de Miguel Nicolelis, um neurocientista brasileiro que trabalha na universidade de Duke, nos Estados Unidos.

Nicolelis acredita que a demonstração na Copa é uma forma de promover também a imagem dos cientistas brasileiros.

"Também é a nossa intenção mostrar para o mundo um outro Brasil. Mostrar que aqui no Brasil também se pode fazer grandes projetos científicos com impacto humanitário e mostrar que existe um outro país, um país que cresceu muito nos últimos anos, melhorou a vida de muita gente, mas que ainda pode fazer coisas muito impressionantes não só para os brasileiros, mas para todo o mundo."

Exoesqueleto

Em 2003, Nicolelis mostrou que macacos conseguiam controlar os movimentos de braços virtuais em um avatar através da atividade de seus cérebros.

Desde novembro, Nicolelis vem fazendo testes e treinamentos com oito pacientes em um laboratório em São Paulo. A imprensa especula que talvez um deles possa levantar de sua cadeira de rodas e dar o pontapé inicial no jogo entre Brasil e Croácia, na estreia da Copa.

"Esse era o plano original", revelou Nicolelis à BBC. "Mas nem eu posso falar sobre detalhes específicos de como será esta demonstração. Tudo está sendo discutido neste momento."

Exoesqueleto. Foto: divulgação
A bateria da tecnologia permite que ele seja usada por duas horas

Nicolelis explica que todos os pacientes têm mais de 20 anos de idade. O mais velho tem cerca de 35.

"Começamos treinando em um ambiente virtual com simulador. Nos primeiros dias, quatro pacientes usaram o exoesqueleto para dar seus primeiros passos e um deles usou o controle mental para chutar uma bola."

"Agora aumentamos nossas metas. O exoesqueleto está sendo controlado por atividade cerebral e está enviando sinais de retorno para o paciente."

Um capacete vestido pelo paciente capta os sinais do cérebro e os repassa para um computador na mochila do exoesqueleto que decodifica os sinais e os envia para as pernas. O terno robótico usa pistões hidráulicos e uma bateria, que dura duas horas.

"A ideia básica é que estamos gravando os sinais do cérebro e que depois estes sinais estão sendo traduzidos em comandos para que o robô comece a se mexer", explica Gordon Cheng, da Universidade Técnica de Munique, que trabalhou com Nicolelis e pesquisadores na França para construir o exoesqueleto.

"Estou mais na parte de engenharia e técnica, e uma das tecnologias fundamentais com a qual estamos contribuindo é o sensor que é de ponta", disse Cheng à BBC.

O sensor na pele artificial do robô consegue captar o ambiente de forma semelhante aos humanos.

"Quando o pé do exoesqueleto toca o chão, existe pressão e o sensor capta essa pressão. Antes que o pé toque o chão também existe um sensor pré-contato", explica ele.

Exoesqueleto. Foto: divulgação
Sensores no pé do exoesqueleto captam informações do chão antes do contato

"O sensor também registra a temperatura e informações sobre vibrações."

Nicolelis explicou que quando o exoesqueleto começa a se mexer e toca o chão, o sinal é transmitido para um vibrador eletrônico no braço do paciente.

"Quando você pratica por bastante tempo, o cérebro começa a associar esse movimento das pernas à vibração no braço. O paciente começa então a desenvolver uma sensação de que possui pernas e é assim que ele começa a caminhar."

Os componentes são construídos em diversos países.

"Estamos usando material feito com impressoras 3-D, a partir de plástico resistente, alguns deles mais fortes que metal e muito leves. E, é claro, estamos usando alumínio."

Alguns críticos disseram que a apresentação pública na Copa poderá passar a impressão falsa de que esta tecnologia estará disponível a todos em breve.

Nicolelis faz questão de deixar claro que isso é "só o começo". Cheng acredita que a tecnologia estará disponível pelo menos dentro dos próximos 20 anos.

Exoesqueleto. Foto: divulgação
Sinais do cérebro controlam os movimentos do exoesqueleto

"É assim que a ciência avança. Você precisa demonstrar e testar os conceitos. É uma forma de dizer à sociedade civil, que paga pela ciência no mundo, de que temos a possibilidade de sonhar com esta realidade, porque ká estamos trabalhando de forma experimental."

O ideal da ciência como forma de transformação social é um dos princípios do centro de pesquisas montado por Nicolelis em 2005 em Natal – o Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (ELS-IINN), com contribuição da milionária família de banqueiros.

O centro conta não só com laboratórios, mas também com uma escola de ciências que atende 1,5 mil crianças e uma clínica que faz atendimento pré-natal gratuito para 12 mil mulheres por ano.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O exoesqueleto e a Copa

 Nicolelis: Chute inicial na Copa é 'passo simbólico para pacientes com paralisia'

Miguel Nicolelis (BBC)
Miguel Nicolelis comanda um esforço internacional para criar o exoesqueleto
 
No dia 12 de junho, quando o Brasil estrear na Copa do Mundo contra a Croácia, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis terá em mente uma preocupação maior do que o resultado da partida.
 
Nicolelis está à frente do projeto da construção de um exosqueleto que pode ser controlado com a mente - e será na abertura do Mundial que o invento será exibido ao mundo, quando um paciente usando a máquina dará o chute inicial do campeonato.

A vestimenta robótica é voltada para paraplégicos. O objetivo é fazer com que os pacientes voltem a andar.

Apesar do ceticismo em torno da missão, o cientista está tranquilo e confiante. Em entrevista à BBC Mundo, ele diz que um dos oito pacientes que estão sendo treinados para a demonstração já conseguiu fazer o exoesqueleto chutar uma bola.

"Mas este será apenas o primeiro passo simbólico", afirma.

BBC Mundo - Como funciona o exoesqueleto?

Miguel Nicolelis - É uma vestimenta robótica que pode ser controlada pela atividade cerebral do paciente, captada por meio de uma touca com sensores aplicados ao couro cabeludo. Ele ainda dá um retorno tátil ao usuário quando começa a a se movimentar. Sinais gerados por sensores são transmitidos para um vibrador aplicado ao braço do paciente. Dessa maneira, quando o exoesqueleto pisa no chão, o vibrador estimula a pele.

Assim, o paciente começa a interpretar o estímulo no braço como um sinal de que o exoesqueleto encostou no chão. O mesmo ocorre quando a perna do paciente está no ar, se movendo. A flexão do joelho gerada neste movimento é transmitida ao braço do paciente por uma sequência de estímulos vibratórios. Com a prática, o cérebro passa a associar os movimentos a essa vibração, e o paciente começa a desenvolver uma sensação de que está caminhando novamente.

O que vai acontecer no dia 12?

Nicolelis - Não posso dizer nada porque nem sei ainda as especificações da demonstração, só que será um dos oito pacientes que estamos treinando. Ele têm mais de 20 anos. O mais velho tem por volta de 35 anos, mas não temos ainda nenhuma definição além disso.

Como é esse treinamento?

Nicolelis - Começamos o treinamento em novembro, num simulador em um laboratório em São Paulo. Todos se mostraram capazes de realizar a atividade mental necessária para movimentar o exoesqueleto. Nos últimos dias, os primeiros quatro pacientes entraram no exoesqueleto e deram seus primeiros passos.

Há dez dias, o primeiro paciente conseguiu chutar uma bola como havíamos planejado. Então, do ponto de vista científico, clínico e tecnológico, já cumprimos os objetivos que nos propusemos: o exoesqueleto esta sendo controlado por atividade cerebral e está dando retorno na forma de sinais para o paciente.

Agora, estamos trabalhando na fase final do treinamento dos pacientes. Mas quero enfatizar que é só o começo. Nossa proposta sempre foi criar essa tecnologia e fazer a demonstração na abertura da Copa. No entanto, o evento é apenas o primeiro passo simbólico dessa nova abordagem para cuidar de pacientes com paralisia grave.

Que mensagem o senhor quer passar às bilhões de pessoas que assistirão à demonstração?

Nicolelis - Que a ciência e a tecnologia podem ser agentes de transformação social e podem ser usadas para aliviar o sofrimento e as limitações de milhões de pessoas mundo afora. Neste caso específico da paralisia, estamos chegando muito perto de oferecer soluções terapêuticas para que esses pacientes. Assim, se houver investimentos e apoio político, esse tipo de tecnologia pode melhorar dramaticamente a qualidade de vida destas pessoas.

Essa demonstração passará uma imagem positiva do Brasil?

Nicolelis - Esta é também a nossa intenção: mostrar um outro Brasil ao mundo. Mostrar que aqui também se pode fazer grandes projetos científicos com grande impacto humanitário e que existe um outro país além do estereótipo, que poucos conhecem. Um país que cresceu muito nos últimos anos, melhorou a vida de muita gente, mas que ainda pode fazer coisas muito impressionantes não só para os brasileiros, mas para todo o mundo.

Como funciona o instituto que o senhor criou em Natal e que muitas pessoas na América Latina ainda não conhecem?

Nicolelis - O Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra é uma tentativa iniciada há dez anos de usar neurociência de ponta como agente de transformação social da periferia de Natal e de uma outra comunidade chamada Macaíba.

É um modelo completamente diferente de fazer ciência, onde ela está a serviço de questões sociais locais. Nesses locais, não só desenvolvemos atividades de pesquisa, mas também mantemos escolas de educação científica para mais de 1.500 crianças no momento, além de realizar atendimento materno-infantil e pré-natal, com mais de 12 mil consultas por ano. Assim, mostramos que grandes empreendimentos científicos podem ser deslocados para regiões pobres no Brasil e no exterior e incentivar seu desenvolvimento social.

Algumas pessoas criticam seu projeto ao dizer que a demonstração pode acontecer, mas que a tecnologia só estará disponível daqui a muitos anos. Como o senhor responde a isso?

Nicolelis - Não fui criticado por nenhum cientista que respeite ou que tenha conhecimento profundo da área em que nos trabalhamos. O mesmo ocorreu há quinze anos, quando criamos no laboratório a área de interface cérebro-máquina.

Na época, algumas pessoas disseram que jamais chegaríamos ao ponto em que estamos hoje. Para ter esse exoesqueleto disponível no futuro, temos que começar em algum lugar, e é exatamente cientistas do mundo inteiro que fazem de nossa equipe estão fazendo: demonstrando que o conceito é factível.

A ciência progride assim. Evidentemente, ele pode ser aperfeiçoado daqui em diante, mas ninguém imaginava que chegaríamos a uma solução em quinze meses, que foi o temos que nos tivemos para realizar esse projeto. E achamos que a Copa era uma ótima oportunidade de fazer isso. Será um fio de esperança para milhões de pessoas.

sábado, 31 de maio de 2014

Pau e circo

Nelson Motta, em O Globo

"Macaco que muito mexe quer chumbo" é um velho e sábio ditado mineiro sobre os perigos da superexposição e do exibicionismo, mas certamente nem passou pela cabeça de Lula e Ricardo Teixeira quando fizeram o diabo para trazer a Copa do Mundo para o Brasil, imaginando os benefícios políticos e comerciais e esquecendo os riscos e consequências de se colocar no centro das atenções do mundo como sede de um evento dessa grandeza. E veio chumbo grosso.

Recebidas como ofensas ao país, as críticas internacionais foram respondidas com bravatas grandiosas e apelos ao patriotismo paranoico, como se os estrangeiros só revelassem as mazelas e precariedades que estamos cansados de conhecer por maldade, inveja e má-fé, ou talvez por tenebrosas conspirações para atrapalhar a nossa Copa. É reserva de mercado: só nós podemos nos esculachar.

Mas, depois de sete anos, das 167 intervenções urbanas prometidas, só 68 estão prontas e 88 atrasadas, e Lula explicou tudo: “Vai levar alguns séculos para a gente virar uma Alemanha.”

Ricardo Teixeira e Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O complexo de vira-latas também se caracteriza pela incapacidade de reconhecer erros, de responder a críticas e de tentar disfarçar o sentimento de inveja e inferioridade com a força bruta de hipérboles, bravatas e rosnados.

Quando Nelson Rodrigues disse que a vitória na Copa de 1958 nos livrou do complexo de vira-latas, ao contrário de Dilma, não entendi que havíamos nos tornado cão de raça ou mesmo cachorro grande, mas que nos livrávamos do complexo porque nos assumíamos como vira-latas bons de bola.

Sim, a vira-latice étnica e cultural é uma de nossas características mais fortes, para o bem e para o mal, e isso não há Copa nem metáfora genial que mude. Nesse sentido, ninguém é mais vira-latas do que os americanos, que também são os cachorros grandes do mundo.

Outra expressão atual da vira-latice é a ostentação, como o novo estilo de funk que celebra a riqueza e o exibicionismo, com orgulho e sem vergonha. É a trilha sonora perfeita para o Brasil ostentação da propaganda oficial que nos mostra no melhor dos mundos e fazendo a Copa das Copas.

Macaco que muito mexe…

Nelson Motta é jornalista.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quando a água potável é extraída do próprio ar...


WarkaWater, um sistema que retira água potável do ar
Por j. noronha, no blog Meio Bit

 
O problema da água na Etiópia é algo muito grave, apenas 34% da população tem acesso a água potável e muitos viajam por dias para conseguir alguma, muitas vezes contaminada.
O designer italiano Arturo Vittori e o arquiteto suíço Andreas Vogler visitaram a Etiópia em 2012 e, chocados com a situação que presenciaram, resolveram colocar as mãos na massa, produzindo o WarkaWater, através de sua empresa, a Architecture and Vision.

O WarkaWater, nome inspirado em uma árvore etíope, consiste de uma estrutura de bambu de 9 metros de altura revestida com uma rede de nylon que pode ser facilmente consertada e permite medir o nível da água também de forma fácil.
Coletar água através da condensação da umidade do ar não é uma técnica nova, mas esse equipamento é mais eficiente, maximizando a superfície de contato para produzir até quase 100 litros de água por dia.

Até agora as tentativas de prover água na África têm esbarrado no alto custo de poços artesianos ou outras tecnologias mais modernas.
O WarkaWater destaca-se nesse aspecto, já que cada torre custa 550 dolares, enquanto um Playpump chega a casa dos 14 mil. Os criadores do equipamento ainda afirmam que o custo cairá com a produção em massa.

A montagem da estrutura demora três dias e não requer nenhum equipamento especial. São necessárias seis pessoas no processo, que podem ser os próprios moradores, que depois passarão o conhecimento adiante.
Vittori já está trabalhando em uma segunda versão do equipamento, com paineis solares, para gerar eletricidade além da água.

A empresa agora está angariando fundos para começar a instalação das torres na Etiópia no próximo ano. Elas também podem ser utilizadas em outra áreas, como desertos, onde a mudança drástica de temperatura durante a noite favorece a coleta.
Fonte: NPR

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais uma vez: planejar implica, muitas vezes, dizer ‘não!’



Meus queridos, leiam o que escrevi em janeiro deste ano:

Planejar implica, muitas vezes, dizer ‘não!’
Muito bem, o Brasil tem sido palco de megaeventos esportivos de dimensões planetárias. Bom? Poderia ser excelente, caso tivéssemos a habilidade de utilizar esses eventos como oportunidade para catapultar o desenvolvimento, investir em infraestrutura, gerar empregos, descortinar uma nova era de avanços e sustentabilidade... mas qual?!, parece que estamos engessados, paralisados, enlameados num lodaçal onde se misturam, exclusivamente, corrupção, lavanderia e politicagem... Como bem lembrou o Presidente da Fifa, o Brasil teve sete anos para planejar a Copa, para alinhavar programas e projetos de investimento; e o que fez? Aguardou ‘em berço esplêndido’ que todos os prazos se exaurissem para investir na improvisação que leva aos ‘puxadinhos’, que conduz às ‘contabilidades criativas’, que embica para a arroubos legislativos ‘revolucionários’ e tome pau na Lei das Licitações, e loas, pompa e circunstâncias aos RDC’s¹...  Poderia ser diferente?, como não? Vejam como se deu na Suécia... num artigo que extraí da BBC-Brasil:

¹[ O RDC – Regime Diferenciado de Contratação –Lei 12.462, de agosto de 2011, foi criado originalmente objetivando os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, a Copa deste ano e as obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos Estados distantes até 350 km sedes dos mundiais. Mas, logo no ano seguinte, trataram de, através da Lei nº 12.688, incorporar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).  E neste mesmo ano de 2012, incluíram obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino (Lei nº 12.722) e no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS (Lei nº 12.745).  E como se não bastasse, no apagar das luzes do ano passado, inseriram as obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais e unidades de atendimento socioeducativo (Medida Provisória nº 630, de 2013).
E como um cancro, uma chaga maligna, através do RDC, vão solapando e reduzindo a pó o Estatuto das Licitações, a Lei 8.666. ]

O artigo completo está aqui.

Pois, agora, é a cidade de Nova York que exala lições de racionalidade lógica. Leiam o que extraí do Estadão, Blog de Jamil Chade:


 Nova Iorque diz não aos Jogos Olímpicos
Um dos principais motivos é a recusa de concentrar investimentos para atender a um evento que dura “apenas 17 dias”.

GENEBRA - Nova Iorque anuncia: não será candidata para receber os Jogos Olímpicos de 2024. O motivo: a cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento de apenas 17 dias. Quem afirma isso não é algum movimento social ou algum repórter do contra. Mas sim o gabinete do novo prefeito, Bill de Blasio, em reportagem do Wall Street Journal.

Depois de avaliar os benefícios e os problemas de um evento esportivo internacional, a responsável pelo desenvolvimento econômico e moradia de Nova Iorque, Alicia Glen, deixou claro que a decisão da administração era de que não valeria à pena o esforço e o investimento.

A cidade foi candidata a receber o evento em 2012. Mas foi eliminada e a organização ficou com Londres. “Não faz sentido se candidatar”, declarou Glen. Para ela, a meta de ter um evento seria para colocar uma cidade no mapa mundial. Mas isso, segundo Glen, não seria necessário para Nova Iorque. Outro motivo seria atrair turistas. Mas, com 54 milhões de visitantes por ano, a cidade acredita que também não precisa de uma Olimpíada para atrair o mundo. “Nossa sensação é de que poderia até mesmo frear o turismo”, confessou.

Mas o ponto principal é de que ter a Olimpíada na cidade poderia afetar a agenda de desenvolvimento econômico da cidade. Para Glen, se a cidade se focar apenas nas instalações esportivas ou numa área da cidade, outras partes poderiam ser negligenciadas.

“O prefeito quer tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias”, afirmou Glen, que também é a vice-prefeita.
Ela não nega que sediar a Olimpíada tem uma “noção romântica”. “Mas eu acho que quando você pergunta ao cidadão de Nova Iorque nas ruas se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos, acho que a vasta maioria diria: “prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa”.

De Nova Iorque à Olso, da Suíça à Alemanha, governos democráticos estão pensando duas vezes em lançar suas candidaturas para receber os mega-eventos mundiais. A a Fifa e o COI sabem disso…



 

Câmara aprova regras para economia de água em prédios públicos



Do portal da Câmara dos Deputados

Entre outras medidas, proposta prevê a instalação de torneiras e registros com sensores de proximidade; acesso restrito às torneiras em áreas externas; e uso de descargas sanitárias com volume de água reduzido.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27), em caráter conclusivo, proposta que prevê a adoção de novas providências para aumentar a economia e permitir o uso mais inteligente de água em prédios que abrigam órgãos da administração pública federal. A matéria poderá seguir agora direto para o Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada pelo Plenário da Câmara.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Urbano ao Projeto de Lei 2630/07, do deputado José Carlos Vieira (PSD-SC).
Entre as medidas a serem exigidas, o substitutivo inclui a instalação de torneiras e registros com sensores de proximidade, acesso restrito às torneiras em áreas externas e uso de descargas sanitárias com volume de água reduzido (seis litros por fluxo).
O texto estabelece que os prédios da administração pública deverão instalar mecanismos de duplo fluxo, que permitem escolher entre dois volumes diferentes de descarga. O substitutivo prevê ainda detalhes sobre as circunstâncias em que as regras devem vigorar e as sanções aplicáveis em caso de desrespeito às normas.

Aperfeiçoamento
O relator na CCJ, deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), recomendou a aprovação do substitutivo por entender que o novo texto aperfeiçoa o projeto original. Assim como as comissões anteriores, a CCJ também rejeitou os projetos de lei 4285/08 e 4286/08,
apensados ao 2630/07. Mendes defendeu que essas propostas são inconstitucionais, uma vez que o abastecimento de água (tema dos projetos) é gerido pelos municípios, e cabe à União apenas estabelecer diretrizes gerais.

Íntegra da proposta:

·       PL-2630/2007

·       PL-4285/2008

·       PL-4286/2008

 

Obras raras: preciosidades ao alcance de todos



Obras raras da Biblioteca da Câmara estão sendo digitalizadas

A Biblioteca da Câmara está modernizando sua operação, o que passa pela digitalização de diversas obras raras e disponibilização pela internet.

No momento, dedicam-se à digitalização de publicações como a "Nova Lusitania", de Francisco de Brito Freire em 1675, e os "Sermoens" (1679), de Padre Antonio Vieira, coletânea em 12 volumes.

A meta é disponibilizar algo em torno de 200 obras, na íntegra. Os leitores poderão saborear os conteúdos na Biblioteca Digital da Câmara.

Para se dar bem, empresas precisam engajar funcionários

Estudo da Michael Page ouviu mais de 400 pessoas e descobriu também que, para os diretores de recursos humanos, o principal desafio são os treinamentos 

Da Revista Exame               
executivos olhando para tela de computador
Executivos: reter e remunerar bem os funcionários está entre os principais desafios do RH

São Paulo - Profissionais de recursos humanos e presidentes acreditam que engajar os funcionários é o melhor caminho para conseguir bons resultados em uma empresa. 

É o que mostra uma pesquisa da Michael Page, que ouviu mais de 400 pessoas, no início deste mês.
Segundo o estudo, 30% dos trabalhadores de RH e 41% dos CEOs apontaram o engajamento como a principal ferramenta que uma companhia deve usar.

Em seguida, vêm a remuneração e a gestão de talentos, citadas por 21% e 20% dos executivos de recursos humanos, respectivamente, e por 24% e 23% dos presidentes.

Reforçar a sua imagem de boa empregadora (employer branding) também foi apontada por 17% dos profissionais de RH e 6% dos CEOs como uma das melhores práticas de administração.

Os treinamentos aparecem por último, lembrados por 12% do pessoal de recursos humanos e 6% dos presidentes.

Os desafios
Ainda de acordo com o material, para quem comanda as áreas de recursos humanos de uma companhia, o principal desafio (apontado por 22%) são o treinamento e a gestão do conhecimento.

Reter os funcionários e remunerá-los de forma justa fica em segundo lugar, citados por 20% e 19% dos respondentes, respectivamente.

Em seguida, eles apontam a transformação cultural e desenvolvimento de liderança (16%), a atração de talentos (13%) e o coaching (10%) como preocupações para o setor.

Governo dos Estados Unidos está testando “nova internet”



Dos portais Canaltech e G1

Nos primórdios, a Internet começou como um sistema de comunicação utilizado pelo exército dos Estados Unidos. Agora, o governo norte-americano parece estar disposto a fazer isso de novo, já que anunciou um investimento de US$ 15 milhões no que está sendo chamado de “nova internet”, uma rede com protocolos diferentes e que começou a ser desenvolvida em 2010.

De acordo com o G1, o trabalho está nas mãos da National Science Foundation, uma agência do próprio governo dos EUA que trabalha em projetos científicos de educação e desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia, desta vez, é criar uma nova rede que seja mais segura, suporte melhor seu próprio crescimento e, acima de tudo, dê mais suporte legal no caso de processos judiciais movidos contra usuários ou serviços que, eventualmente, realizem atividades ilegais ou irregulares.

Mas não se preocupe, você não terá que refazer o seu site no futuro ou criar contas em redes sociais da nova internet. De acordo com a NSF, o objetivo é criar protocolos e tecnologias que possam ser aplicados à infraestrutura existente ou que sigam além dela, podendo ser adotados pela indústria ou governos e aplicados sobre as plataformas existentes hoje.

Chamado “Future Internet Architecture”, ou “Arquitetura da Internet do Futuro”, os investimentos do projeto serão divididos entre três universidades americanas não divulgadas. São elas que colocarão em prática os softwares e protocolos para testar a usabilidade e funcionamento dessa nova rede, além de ver até que ponto ela aguenta a demanda e a utilização massivas encontradas online hoje em dia.

A matéria completa, você acessa aqui.

Em um artigo que escrevi em 2.008, adentro o universo onde se originou a internet; vale a pena ler, está aqui.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Texas beberá água depurada do banho e de vasos sanitários pela seca

A cidade de Wichita Falls misturará a água tratada com água potável. Será a primeira cidade do país a provar este método.

Do El País

San Angelo (Texas), durante a seca de 2011. / T. GUTIÉRREZ (AP)
 
Na cidade de Wichita Falls, no Texas, a escassez de água levou as autoridades a tomarem medidas tão desesperadas como tratar a água dos vasos sanitários para misturá-la com as reservas de água potável, que chegará diretamente aos copos dos consumidores. O fantasma da seca deixou sua marca no Estado e as alternativas começaram a se esgotar.

Seus habitantes expressaram seu mal-estar pela decisão, mas não podem fazer muito. Na sexta-feira passada, a cidade declarou o início da etapa 5 de restrições para a água, o que significa que seus lagos estão a 25% da capacidade. No entanto, a decisão já tem precedentes: San Antonio, por exemplo, processa a água de vasos sanitários e a utiliza para regar campos de golfe, parques e universidades. Dallas faz o mesmo com o campo de golfe Cedar Crest.

A água residual será tratada e depois chegará ao rio Big Wichita para passar por um processo natural de limpeza, que demora várias semanas, e depois desembocar no lago Texoma. Se o plano das autoridades locais segue adiante, a água tratada proveniente de banheiros, duchas e lavatórios será misturada a uma quantidade de 50/50 com a água proveniente dos lagos Arrowhead e Kickapoo. Concretamente, a água irá em um gasoduto de 21 quilômetros que ligará duas plantas de processamento de água.

Wichita Falls será a primeira cidade nos Estados Unidos a realizar uma aposta tão arriscada. Seu prefeito Glenn Barham assegurou que é a melhor alternativa ante a seca e fez questão de dizer que “tomará o primeiro copo”. Mas, antes de fazê-lo, a Comissão de Qualidade do Meio Ambiente do Texas deve aprovar a qualidade da água e certificar que é segura para a população. Para isso, as autoridades locais deverão realizar diversas provas, que já começaram. Neste mês a comissão anunciou que é preciso realizar mais exames para seguir adiante com a medida.

Historicamente, o Texas desenvolveu projetos de água convencionais como reservas, poços de água subterrânea e medidas de conservação. Mas agora as autoridades locais estão focadas em reutilizar e desalinizar a água para enfrentar a seca contínua que o Estado sofre há quatro anos: 83% de seu território está experimentando algum nível de seca e 67% é de nível severo ou excepcional.

A partir de agora os negócios de lavagem de carros só poderão operar cinco dias por semana. Se os lagos alcançam 20%, terão que fechar temporariamente. Para os lares que ultrapassem 38.000 litros de água, o preço subirá de acordo com o uso, entre outras medidas.

Atualmente os manuais para conservar a água são leitura obrigatória para os residentes: “regue apenas quando seja necessário, use um balde ao lavar o carro, não tome banhos demorados”, insistem.

“Nosso desafio é enfrentar o fato de que os texanos, de modo geral, não utilizam bem a água e precisamos ser mais eficientes no uso das reservas atuais, enquanto reduzimos os usos não essenciais”, assegurou Ken Kramer, conselheiro da Sierra Club no Texas e membro da direção de Texas Water Foundation.

A cidade declarou o início da etapa 5 de restrições para a água

Segundo dados do Conselho de Desenvolvimento de Água do Texas (TWDB), 80% das reservas do Estado já estão sendo utilizadas e os prognósticos não indicam um panorama alentador. “Já vemos que algumas comunidades pequenas estão a ponto de ficar sem água. Se o Texas recebesse, de repente, seu nível de chuva normal, eu não falaria em crise. Mas sim diria que o Estado enfrentará sérios desafios futuros se as comunidades não mudam a maneira em que pensam sobre a água”, explicou Amy Hardberger, advogada e geocientista da Universidade St. Mary.

De acordo com o último relatório do Avaliador Nacional do Clima no Texas “as temperaturas em acréscimo estão produzindo um aumento da demanda de água e energia. Em algumas partes da região isto limitará o desenvolvimento, acabará com os recursos naturais e incrementará a concorrência por água entre as comunidades, o setor agrícola, a produção energética e as necessidades ecológicas”.

“A maioria das previsões apontam para um Texas mais seco e quente como resultado da mudança climática. Mas a seca levou a muitos reexaminarem o uso da água. Isso, somado aos esforços de conservação e programas de resposta, reduziu o uso per capita de água em muitas partes do Estado incluindo Austin, Dallas e San Antonio. Acho que essa tendência continuará”, explicou Kramer.

O último plano estatal sobre a água estimou que o Texas terá um déficit de 1,022 trilhões de litros para 2060, mas especialistas do Centro de Estudos Políticos do Texas asseguram que a cifra  chegará apenas a 41 bilhões de litros.
A efetividade das estratégias para o tratamento da água e a diminuição de seu consumo são matéria de debate a nível estatal, mas onde sim existe consenso é sobre o custo de água, que se elevará consideravelmente no Estado. “Não é algo que possa ser evitado, a água barata já era. Nova água implica nova tecnologia e alguém terá que pagar por isso”, comentou Hardberger.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Estradas pavimentadas com painéis solares podem ser usadas no futuro

Da Revista Galileu

Projeto que promete geração de energia sustentável e menos poluição arrecadou 1 milhão de dólares em campanha de financiamento coletivo

  (Foto: Reprodução)

O casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver - e aplicar - uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.

Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar - que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas - desde faixas de pedestres até sinais de "pare".

A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.

Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano - e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.
Veja o vídeo:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Análise do Ambiente

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(...)
Humilhas, avanças, provocas, agrides, espancas, torturas, aprisionas indefesos – e quem bate e violenta é a tropa de choque?
Te tornaste carne, sexo e prostituta de incubo de Saturno –
e ensandecidamente acusas o outro de estupro? (...)

Leia o poema Uma oração para canalhas clicando aqui.
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“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.)


Análise do Ambiente
“Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora...”

Toda organização está sujeita a um conjunto de influências que interfere em sua estruturação e performance. Por isto esses vetores devem ser permanentemente investigados e monitorados.

Em um de seus contos, “A Ilha Idílica”, Rodoux Faugh revela a existência da terra dos sonhos, o lugar onde bastava dar asas à imaginação para que o objeto do desejo se materializasse. Como na terra encantada os sonhos eram plenamente possíveis, todas as pessoas eram saudáveis, educadas, felizes... e todas as empresas e instituições eram sólidas, rijas, sustentáveis. Por mais difícil e complexo que fosse a fantasia, não havia realidade capaz de inviabilizá-la. O imaginário sempre estava a brincar com a materialidade. Por isso não havia ameaças e nem fraquezas, somente forças e oportunidades. A ilha era um pedaço diminuto do céu que, numa tempestade bravia, dera de atracar na terra. Com direito a anjos, trombetas, imortalidade, felicidade eterna (cerveja, que ninguém é de ferro!) e tudo mais que o bom Deus só reservara, nos primórdios da criação, para o paraíso.

Naturalmente a “Ilha Idílica” de Rodoux Faugh é um lugar só existente em nossas mentes e no imaginário coletivo. Porque a realidade é como que um portal onde se descortinam ambientes, estruturas e cenários que impactam diretamente sobre as pessoas e as instituições, influenciando de maneira determinante nossa performance, nossos produtos e nossos resultados.

Para chegar à esse conjunto de influências que impactam nossas organizações devemos compreender o mundo em que estamos inseridos, em seus planos externo e interno.

Quando analisamos o plano externo (Ambiente Externo), estamos verificando o que ocorre fora da organização, as condições extra-organizacionais, aquelas que escapam ao nosso domínio e por isto apresentam como característica intrínseca o fato de serem incontroláveis. Neste ambiente, estaremos lidando com as Ameaças e as Oportunidades, as influências capazes de interferir no processo de efetivação da nossa missão.

Mas deveremos analisar também o que ocorre no plano interno (Ambiente Interno), o que se verifica dentro da organização, as condições intra-organizacionais, aquelas que estão sob o nosso domínio e por isto apresentam como característica intrínseca o fato de serem plenamente controláveis. Aqui, no Ambiente Interno, estaremos identificando as Forças e Fraquezas que impactam nossa organização.

Quando efetuamos o estudo e a análise crítica dos Ambientes Externo e Interno, estamos nos municiando dos elementos necessários para viabilizar nossas Políticas, Diretrizes e Estratégias. E do cruzamento das influências externas e internas, definimos as ações necessárias para que os produtos e resultados sejam alcançados de maneira satisfatória.

No planejamento estratégico a ferramenta mais utilizada para trabalhar com esses conceitos é Análise SWOT. A denominação deriva das palavras inglesas

- Strenghts - forças;
- Weaknesses – fraquezas;
- Opportunities – oportunidades; e
- Threats – ameaças


A SWOT foi desenvolvida para facilitar analise de cenários ou ambientes. Sua aplicabilidade a tornou uma das metodologias mais utilizadas em todo o mundo.

Alguns estudiosos atribuem sua criação e desenvolvimento ao professor Albert Humphrey, que – nos anos 60 e 70 – coordenou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford, na California. Outros atribuem a autoria aos da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen.

A metodologia SWOT analisa o ambiente dividindo-o em dois campos bastante definidos: o Interno, com a presença das Forças e Fraquesas; e o Ambiente Externo, onde estão presentes as Oportunidades e Ameaças.

O Ambiente Interno pode ficar sob o domínio dos dirigentes da instituição visto que depende das estratégias e decisões dos integrantes da organização. Por isto os pontos fortes devem ser potencializados ao máximo, enquanto os pontos fracos devem ser mitigados, minimizados, neutralizados; quando possível, eliminados

Se o Ambiente Interno é uma variável controlável, o mesmo não ocorre com o Ambiente Externo que se mantem completamente fora do controle da organização. Exatamente por estar fora do nosso alcance e controle, deve ser diligentemente identificado e monitorado para que possamos surfar sobre as ondas promissoras das Oportunidades, afastando-nos das ondas repletas de Ameaças.

Como as Ameaças provem de um plano externo, podem nos atingir a qualquer tempo. Daí a importância do planejamento, instrumento capaz de miticar, reduzir danos ou simplesmente minimizar os efeitos.

Um diagnóstico estratégico não pode ser elaborado sem que se observem os seguintes quesitos:

1 - Ambiente interno (exemplo para um centro de estudo):

• cursos oferecidos e novos cursos;
• pesquisas desenvolvidas;
• linhas de pesquisa;
• eficiência do ensino, pesquisa e extensão;
• sistemas de informação;
• recursos humanos, materiais e financeiros;
• tecnologia;
• estrutura organizacional; e
• imagem institucional.


2 - Ambiente externo:
• aspectos culturais;
• aspectos sociais, políticos e econômicos;
• inserção na comunidade;
• evolução tecnológica;
• mercado de trabalho;
• área de abrangência;
• entidades de classe;
• desempenho institucional;
• competitividade; e
• tendências do ambiente.

Abrindo o artigo, estão as duas primeiras estrofes da música A força do amor, composição de Cleberson Horsth e Ronaldo Bastos. Repare nas palavras chaves da melodia: ‘visão’, ‘pé no chão/Alcança as estrelas’, ‘poder de mover montanhas’, ‘Derruba as barreiras’, ‘fronteiras’, ‘amor’. Tudo a ver com Valores, Visão de Futuro, Missão e Análise do Ambiente.

Se deleite com o vídeo do Roupa Nova, no acústico gravado em 2.004. Abaixo do vídeo, postei a letra completa.

Roupa Nova – A força do amor



A força do amor

Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora...

Chamou minha atenção
A força do amor
Que é livre prá voar
Durar para sempre
Quer voar
Navegar outros mares
Dá um tempo sem se ver
Mas não se separa
A saudade vem
Quando vê não tem volta
Mesmo quando eu quis morrer
De ciúme de você
Você me fez falta...

Sei!
Não é questão de aceitar
Sim!
Não sou mais um a negar
A gente não pode impedir
Se a vida cansou de ensinar
Sei que o amor nos dá asa
Mas volta prá casa...

Abriu minha visão
O jeito que o amor
Tocando o pé no chão
Alcança as estrelas
Tem poder
De mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras...

Para o amor
Não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora
Hum! Hum!...

Sei!
Não é questão de aceitar
Sim!
Não sou mais um a negar
A gente não pode impedir
Se a vida cansou de ensinar
Sei que o amor nos dá asa
Mas volta prá casa...(2x)

Mas volta prá casa!




segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os marcos da administração

Desde que o homem percebeu a importância da sobrevivência, procurou estabelecer algum tipo de ordenamento, muito trivial e primitivo, verdade, mas que possibilitou enfrentar, com maiores possibilidades de êxito, as dificuldades e as intempéries impostas pela natureza agressiva.

Logo verificou as vantagens da vida em grupo, fundamental para estabelecer as defesas contra as feras selvagens, contra os predadores da espécie humana.

Os pequenos grupos foram ampliando, constituindo agrupamentos maiores e minúsculos povoados, depois núcleos mais adensados, até emergir os primeiros ensaios de cidade, num espaço de tempo que demandou milhares de anos.

Todavia a Administração é ramificação do conhecimento só recentemente adensada, e o grosso do seu desenvolvimento se processou ao longo do século XX.

Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.) filósofo ateniense que, condenado à morte, tomou a cicuta na prisão, foi acusado dentre outras coisas, de ridicularizar os deuses do Estado.

Já naquele período, a Administração era um dos temas de seu interesse.
Um de seus discípulos, Platão (427 a.C. – 347 a.C.) deixou doutrina que influenciou, de forma preponderante, a cultura ocidental. Em suas obras “As Leis” e “A República” – verdadeiros marcos políticos - discorre sobre a democracia e a Administração pública.

Em “As Leis” aborda questões sobre a teoria do Estado. E em seu trabalho mais importante, “A República”, discorre sobre política, filosofia e ética.

Platão, muito jovem, quando viu Atenas ser derrotada, atribuiu a razão à democracia. Defendia a aristocracia, não a aristocracia hereditária e tão pouco a nobiliária, mas a intelectual. Jamais será apagada da história uma de suas frases: “os sábios deverão dirigir e governar, e os ignorantes deverão segui-los”.

À Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), discípulo de Platão, coube a criação da Lógica. Convidado por Felipe, Rei da Macedônia, foi preceptor de Alexandre, que mais tarde viria a conquistar o mundo.

Aristóteles acreditava que somente dentro do Estado o homem poderia aperfeiçoar-se. Não acreditava na existência de um Estado ideal e chegou a descrever três formas de governo, “todas valiosas e aceitáveis, conforme as circunstâncias”.

Monarquia, Aristocracia e Democracia são as três formas de governo descritas pelo discípulo de Platão. Degeneradas levariam – segundo Aristóteles – respectivamente à Tirania, Oligarquia e Oclocracia, esta última definida como o governo exercido pela multidão, pela plebe, pelas classes menos instruídas.

As obras e o pensamento aristotélico tornaram-se hegemônicos do período que vai de sua morte até o surgimento do novo método de investigação científica aplicado por Galileu, e que coube a Francis Bacon sistematizar.

Antônio Carlos dos Santos é engenheiro, criador da metodologia de Planejamento Estratégico Quasar K+ e da tecnologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Novas datas para atualização dos Blogs



Meus queridos, os Blogs estão sendo atualizados ás segundas-feiras.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Peter Gabriel - Secret World Live

O futuro no presente: exércitos de micro-robôs

Exércitos de micro-robôs montam circuitos em vídeo impressionante

O tamanho dos microrobôs (Foto: Divulgação )



Você está preparado para um futuro povoado 
por máquinas extremamente ágeis e do tamanho de formigas?


Pense na forma com que formigas levam seus alimentos para suas colônias, confiando no trabalho em equipe. Cientistas da SRI International se inspiraram nos insetos para criar seu próprio exército de trabalhadores pequeninos. Eles fabricaram pequenos robôs magnéticos, que podem montar sistemas mecânicos e circuitos eletrônicos.
Para se mover, os robôs usam pequenos imãs que se movem sob uma placa de circuitos. Dessa forma, é possível controlar o padrão dos movimentos dessas 'formiguinhas artificiais', além de determinar se é apenas um robô que se move ou um grupo inteiro.
Apesar de seu tamanho pequeno, os robôs tem uma velocidade impressionante - 19 movimentos por segundo, o que equivale a 35 cm por segundo. Não acredita na gente? Confira o vídeo abaixo - e saiba que sua velocidade não foi aumentada:


A parte assustadora? O investimento para o desenvolvimento dos robôzinhos vem da Darpa, a agência de desenvolvimento de tecnologia militar dos Estados Unidos.