quarta-feira, 9 de julho de 2014

Planejamento no esgoto & sociedade desamparada...



Meus caros, no Brasil a cultura política sempre foi ignorar os projetos e ações dos predecessores e como que inaugurar um "marco zero", a atual cantilena do "nunca antes na história deste país" e coisas desse gênero. E lá se vão para a lata de lixo esforços, sacrifícios, recursos públicos, interesses da sociedade...

A questão é que esta tipificação sempre foi associada a disputas entre partidos historicamente adversários. Desta forma, o partido político da vez fazia questão de destruir tudo o que remetesse a lembrança do antecessor, pratica perniciosa, em grande parte responsável por amargarmos bisonhos índices de desenvolvimento econômico e social ... mas, pasmemos: a política adentrou um terreno tão promíscuo e pantanoso que, nos dias de hoje, isto vem ocorrendo nas entranhas do próprio grupo que goza o poder. O embate lançando o planejamento no lixo fica claro quando comparamos o que postei aqui ontem, e o que vai no post abaixo. No seio do mesmo partido, no âmago do grupo político que detém o poder, uma corrente puxa, literalmente, para um lado; a outra para a extremidade oposta... resultado: recursos públicos no esgoto, sociedade desamparada:

Desestímulo local para o carro, incentivo nacional para comprá-lo

O Plano Diretor pensa a cidade para diminuir o uso de veículos. Já o governo federal anuncia medidas de incentivo a sua venda


Por CARLA JIMÉNEZ, no jornal El País


Congestionamento na avenida 23 de Maio, em São Paulo. / NELSON ANTOINE (AP)

Enquanto os vereadores de São Paulo votavam, nesta segunda-feira,um plano urbanístico para incentivar o uso do transporte, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciava uma vez mais que o governo federal abre mão de parte do imposto cobrado sobre a venda de automóveis para mantê-los a um preço atraente ao consumidor. Num ano de PIB baixo e de geração de emprego nem tão generosa, a medida pretende minorar os impactos negativos que representam a queda de 7,56% nas vendas de carro entre janeiro e junho deste ano, uma notícia preocupante para um país dependente do setor automobilístico.
O Governo fatura com a venda de veículos, uma vez que ao menos 30% do preço do carro corresponde a impostos diretos, que engordam a arrecadação nacional. Mesmo com a queda do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), que teve seu desconto estendido nesta segunda-feira, o caixa do Governo sobe com a melhora nas vendas de veículos, uma vez que outros tributos federais continuam sendo cobrados integralmente. Por isso, a equipe econômica de Dilma Rousseff achou por bem estender o desconto do IPI, que começou a ser dado no final de 2008, quando tomava forma o furacão financeiro que assolou o mundo com a crise que estourou nos Estados Unidos naquele ano.
O Governo fatura com a venda de veículos, uma vez que ao menos 30% do preço do carro corresponde a impostos diretos, que engordam a arrecadação
Seis anos atrás, no entanto, a solução adotada fazia todo sentido. Ao invés de recuar, e encarar fórmulas austeras, o Governo Lula avançou com os incentivos para inverter a curva de pessimismo global daquele momento. E deu certo. A indústria bateu recorde de vendas, precisou contratar gente em meio à crise para dar conta dos pedidos, e o PIB em 2009 caiu 0,2% (muito menos que o resto do mundo), para avançar 7,5% no ano seguinte – a indústria avançou fantásticos 10,5% em 2010.
O benefício macroeconômico, porém, está diretamente ligado ao prejuízo social encarado agora nas grandes cidades. O aumento da venda de carros, que praticamente dobrou entre 2006 e 2013, provocou os engarrafamentos monstruosos que afetam em especial os paulistanos, uma vez que o transporte público continua avançando a passos de tartaruga numa metrópole de 11 milhões de habitantes. Foi essa uma das fagulhas que acendeu o barril de pólvora das manifestações do ano passado, e colocou na cartilha de todos os discursos políticos deste ano as soluções urbanas.
A sociedade do século XXI rechaça o carro como de centro do universo das cidades. Exatamente a distorção que o Plano Diretor tenta desfazer agora. Como fechar essa conta?

terça-feira, 8 de julho de 2014

Steve Howe - Cantata No.140 (Wachet Auf)

O estranho fenômeno planetário...


Desejos...


Whitney Houston - I Will Always Love You



“Em São Paulo há meia cidade no subsolo, formada só por garagens”

Para Raquel Rolnik, o Plano Diretor estimula uma maior interação entre os espaços públicos e privados

Por TALITA BEDINELLI no jornal Ela País
A arquiteta Raquel Rolnik. / ARTHUR NOBRE

novo Plano Diretor, aprovado pela Câmara na última segunda-feira, fará São Paulo passar por um grande período de transição que deve culminar na construção de uma cidade com prédios menos isolados e com uma maior interação entre os espaços públicos e privados. A opinião é da arquiteta Raquel Rolnik, uma das principais urbanistas do país, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e ex-relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada.

Para ela, uma reforma urbana é extremamente necessária no país, que tem cidades “excludentes, feitas para poucos e voltadas apenas para o mercado”.
Veja os principais trechos da entrevista concedida ao EL PAÍS.
Pergunta. Como vê o novo Plano Diretor?
Resposta. Ele tem basicamente duas grandes inovações. A primeira é a forma como trata o adensamento e os potenciais construtivos. Há uma estruturação em torno do transporte coletivo em massa. Antes, a distribuição desse potencial parecia milho jogado no mapa, não tinha lógica. O modelo de verticalização que predominou desde 1972, quando houve a primeira lei de zoneamento, muda para melhor. O padrão histórico de verticalização estimula a construção de apartamentos grandes e com muitas garagens. Os edifícios ficam isolados dentro do terreno, com seus próprios clubes, piscinas, espaços zen, esse monte de coisa. O resultado disso é que historicamente esse adensamento não aumentou a população onde houve a verticalização. Só aumentou o número de carros porque estimulou a construção de garagens. E desestimulou a relação entre o espaço público e o privado. Esse novo plano impede [nos eixos próximos ao transporte coletivo] a construção desses apartamentos gigantes, só permite uma garagem, incentiva o uso misto, com comércio no térreo, e o uso ativo da fachada, com menos muros nos edifícios. Haverá mais gente, menos carros e mais mistura de usos.
A segunda grande inovação é a força da política fundiária desse plano. Desde 2002 já temos as ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), mas agora elas não só foram ampliadas como foram aperfeiçoadas. Há ainda a cota de solidariedade que aumenta a possibilidade de acesso à terra para a produção de moradia social. O problema para as moradias é a questão da terra, porque para construir tem financiamento. Mas isso na negociação dentro da Câmara municipal foi extremamente enfraquecido, porque o plano inicial era que se construísse a moradia da cota no próprio terreno ou em um terreno próximo. Agora as construtoras vão poder pagar para não ter pobre no seu terreno, o que acaba boicotando o mecanismo.
P. Argumenta-se que isso encarecerá os empreendimentos imobiliários. Assim como o aumento da outorga onerosa [valor pago a mais pelas construtoras para construir prédios maiores do que o permitido pela lei]. O que você acha?
R. Isso é uma bobagem sem tamanho. A construtora oferece ao proprietário do terreno onde vai construir o empreendimento um valor calculado com base no quanto ela pode ganhar com os apartamentos que vai vender. Portanto, [descontados o valor da outorga e da cota], serão os proprietários do terreno que vão ganhar menos, não os compradores dos apartamentos. Os compradores vão pagar o preço de mercado. É um argumento falacioso.
O padrão de verticalização estimula a construção de apartamentos com muitas garagens. Os edifícios ficam isolados, com seus próprios clubes, piscinas, espaços zen
P. O plano tem questões muito polêmicas, limita as garagens...
R. Por mim, ele teria que ter garagem zero nos eixos de transporte coletivo. Se o adensamento maior é para a área de transporte coletivo de massa, é para as pessoas usarem o transporte coletivo de massa. Mas com esse novo plano, as garagens agora contarão para o cálculo da outorga onerosa. As construtoras podem pagar mais outorga para fazer mais garagem. Hoje isso não acontece. As garagens não entram no cálculo. A gente costuma dizer que em São Paulo existe uma cidade e meia. Há meia cidade nos subsolos, formada só por garagens.
P. Sim, mas são pontos polêmicos... Como conseguir tirar o plano do papel?
R. Todo Plano Diretor é um processo. Aos poucos essas possibilidades se transformam em coisas concretas. E São Paulo já vive uma mudança de cultura urbanística. A política pública é que está tentando acompanhar. Hoje, existem mais pessoas na classe média se deslocando por bicicletas, por transporte coletivo, há um uso mais intenso dos espaços públicos. Isso está acontecendo.
P. É possível no futuro termos uma sociedade menos dependente do carro?
R. Não vamos ver isso nos próximos cinco anos, mas nos próximos dez anos. Mesmo porque os empreendimentos imobiliários que serão construídos agora já estão protocolados e serão feitos com a ordem anterior. Muito do que vai ser construído agora já está aprovado. Então, tem um tempo, anos, para que isso saia do papel. Teremos um grande período de transição. E tem muita coisa que ainda tem que ser definida na lei de zoneamento. O plano também tem pontos cegos, que precisam de muita discussão.
P. Como quais?
R. O filé mignon de estruturação da cidade, que é essa área com mais terrenos vazios e subutilizados, que é o eixo Tietê, Pinheiros, Jacu Pêssego. O destino dessa área ainda não está definido no plano. Elas estão abertas para operações urbanas a serem implantadas por meio de parcerias público-privadas, vão depender de planos urbanísticos específicos. Há um risco nisso. Esses trechos, que ficaram conhecidos como a macroárea de estruturação metropolitana, que correspondem às várzeas dos rios, às orlas ferroviárias, não têm eixo [de estruturação entorno do transporte], não têm ZEIS, nada disso. São áreas sujeitas a planos urbanísticos que vão ter que ser aprovados na Câmara, abertos à concessão urbanística, como se tentou na Nova Luz, que buscava conceder a área toda para a iniciativa imobiliária. Pensar em um plano com uma parceria público-privada tem como pressuposto a rentabilidade da operação, e isso dificilmente vai acolher usos não rentáveis ou pouco rentáveis, como habitações sociais, espaços públicos, áreas para pequenos comércios. Esse é o grande perigo. Essa é a fragilidade desse plano. Vai depender do posicionamento da sociedade civil.
P. O que levou a Nova Luz a não dar certo?
R. O projeto está travado. O que é muito negativo para a área. A região merece uma reforma urbanística urgente, mas os termos propostos eram totalmente equivocados e acabou sendo bloqueado pela cidade civil. A ideia era pegar um pedaço inteiro da cidade, o bairro da Santa Efigênia, o mais antigo de São Paulo, que ainda tem o parcelamento do solo, o desenho dos lotes, do século 18, que tem um polo de eletroeletrônicos vivo, que tem moradores, chegar para uma empresa e falar: ‘Toma, pega, com todo mundo que está dentro. Pode derrubar tudo, construir torres’. Dando ao setor privado o poder de desapropriação. A área já tem uma capacidade urbanística, então reforma as calçadas, apoia quem está lá para reformar e investir nos imóveis, expande as atividades que já estão acontecendo. É simples.
São Paulo já vive uma mudança de cultura urbanística
P. Há uma crítica ao Plano Diretor de que essas regiões mais centrais concentram poucas habitações populares...
R. Existem muitas ZEIS no centro. Mas todas, contempladas no último Plano Diretor, deixaram de virar [habitação popular]. É imenso o bloqueio que existe para se fazer uma política mais includente. Os bloqueios que existem para viabilizar os projetos de habitação no centro são enormes. Existe uma enorme máquina administrativa voltada para o paradigma de que o lugar do pobre é na periferia.
Além disso, temos problemas de registro dos imóveis. E o dos bombeiros. As escadas nesses imóveis antigos têm 1,5 metro e hoje a legislação diz que tem que ter três metros. Os bombeiros não aprovam as reformas. Tem toda uma legislação que dificulta. Para fazer, tem que ter uma intervenção que é quase uma gincana. Só com a pressão dos movimentos, ocupando esses locais, é que se consegue alguma coisa.
P. A pressão dos movimentos, como o MTST, também teve um papel importante na aprovação do plano...
R. Os movimentos pautaram a questão da política fundiária. Impediram que ela fosse ignorada e pressionaram para que a votação ocorresse. A coisa mais fácil de se fazer quando não se quer aprovar uma coisa é obstruir a votação, fazer uma manobra política para que não se vote. A pressão dos movimentos foi muito importante.
P. O MTST tem tido um papel político importante...
R. Sim. Mas o MTST não é o único novo movimento social do Brasil. Existem os movimentos que nasceram nos anos 70, 80, que se constituíram em federações, aumentaram seus espaços institucionais e perderam a capacidade política. Mas existem os movimentos que emergem a partir de 2005 e 2006, não só em São Paulo, não só o MTST, que têm menos presença no mundo institucional, menos relação direta com o mundo partidário. A primeira geração [dos movimentos dos anos 70, 80] tem muito diálogo com os partidos como o PT, o PCdoB, que também surgiram naquele período. Essas de hoje têm mais autonomia e estão pautando a política.
Estamos vivendo no Brasil a emergência de novos movimentos que buscam discutir o direito de ocupação da cidade. Temos, por exemplo, o Ocupe Estelita, no Recife, a luta pelo Parque Augusta, em São Paulo, o próprio Movimento Passe Livre (MPL), que é também um movimento pelo direito à cidade.
P. E qual o motivo desse surgimento?
R. É uma reação a essa cidade excludente, feita para poucos, voltada apenas para o mercado. Esses movimentos são o fruto de um novo patamar. Temos um novo país, onde os setores populares também se transformaram, exigindo o que não foi feito com essa transformação do país nos últimos anos. Apesar das mudanças, a reforma urbana não aconteceu porque os interesses que dominam a política urbana estão absolutamente envolvidos na política.
Os novos movimentos sociais são uma reação a essa cidade excludente
P. E como resolver isso? Com financiamento público de campanha?
R. A reforma política é um tema essencial. Mas a reforma do Estado que precisamos vai além do financiamento público. Os interesses imobiliários, de empreiteiras, estão encravados dentro do Estado, não só na representação política, dentro da estrutura do próprio Estado. Não fizemos uma reforma de Estado no Brasil no campo da política urbana. Hoje, a política urbana é muito semelhante ao Estado da época da ditadura.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sonhos...


Whitney Houston - Greatest Love Of All



O que anseia o Brasil?



Nas últimas décadas as instituições brasileiras têm passado por aguda crise de identidade.

Não há mais um ponto seguro onde se possa fixar a vista. Esquadrinhando o horizonte o que salta aos olhos são cenários disformes, grotescos, uma mistura com elevado teor de indecência e licenciosidade. E nada, absolutamente nada, parece escapar desta ópera-bufa. Não importa se a instância é municipal, estadual ou federal; tão pouco se o poder encontra-se na esfera do executivo, legislativo ou judiciário. Corre a impressão de que o aparelho estatal foi tomado por um miasma nauseabundo, um plasma contagioso, um buraco negro que consome os esforços e iniciativas para remediar a situação.

Há problemas de toda ordem: lerdeza; gigantismo; sobreposição de órgãos, tarefas e atribuições; ineficácia, crônico viés perdulário, e uma endemia que gangrena e leva à putrefação do corpo institucional.

Neste contexto, como esperar que alguma coisa funcione a contento? Daí a insegurança generalizada, o ineficaz sistema de ensino, o caos na saúde pública, a infra-estrutura física aos frangalhos, o tecido social vilipendiado pela onipresença das bolsas-esmolas,...

Crise institucional sacramentada, um setor específico parecia gravitar sobre o mar de lama, mantendo-se imune à sujeira do lodaçal que emporcalha o país: o Corpo de Bombeiros.

Ao contrário de todas as demais guarnições militares, os bombeiros não foram criados para tirar e sim para salvar vidas. Sua existência remonta ao século 27a.C. quando, na Roma antiga, o imperador Augusto criou o primeiro grupo de combatentes do fogo, os “vigiles”.

De lá para cá, em todos os lugares do mundo, os bombeiros têm dado exemplos e mais exemplos de bravura, destemor e heroísmo, não raro colocando em risco e perdendo as próprias vidas para salvar pessoas que sequer conhecem. 
Para ler o artigo completo, aqui.

sábado, 5 de julho de 2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Copa do Mundo é nossa...

Meus queridos, vamos ganhar esta Copa... as coisas não estão nada fáceis, estamos jogando uma bolinha mixuruca mas, a partir deste jogo de hoje, tudo mudará!, vamos torcer... como o pirralho bem fofinho do vídeo abaixo rsrs




Vida nova para as ONG's?


Os princípios que nortearam a criação das ONG’s se perderam no tempo e na teia dos interesses partidários e clientelistas e, sobretudo, na corrupção desenfreada. Infelizmente autonomia e independência passam ao largo dessas organizações posto que, praticamente, se tornaram apêndices dos braços sindicais dos partidos políticos.

Neste universo em que vicejam degradação e imoralidade, as exceções constituem raridade.

Por isso, separar o joio do trigo é tarefa das mais importantes, assume caráter de urgência-urgentíssima. Como colocar no mesmo balaio instituições como as Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer), com as travestidas de organizações da sociedade civil mas que, não verdade, não passam de aparelhos partidários – não poucas, em tudo, semelhantes à brigadas paramilitares?

A sociedade deve aprimorar seus mecanismos de fiscalização e controle de modo a dar um basta nesta situação.

Neste sentido a Câmara dos Deputados acaba de aprovar o Projeto de Lei 7168/14, que estabelece normas gerais para parcerias voluntárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios com organizações não governamentais. Concluída esta etapa, a matéria segue, agora, para a sanção presidencial.

O objetivo é a criação de um novo marco regulatório para as ONGs: daqui pra frente, essas organizações precisarão participar de uma espécie de processo seletivo, a chamada pública, como condição para celebrar parcerias com a administração pública. Mas o Projeto prevê também que as ONGs deverão cumprir um conjunto de outros requisitos para se habilitarem às parcerias.

Para estabelecer o vínculo com a Administração, as ONG’s deverão contar com um mínimo de três anos de existência, além, naturalmente, de comprovar expertise para a realização do objeto e o desenvolvimento das atividades programadas.

Nesta etapa preliminar do processo - o chamamento público -  a Administração Pública, através de edital, detalhará objeto, compromissos, datas e prazos para a seleção e apresentação de propostas e orçamento previsto.

Princípios consagrados no artigo 37 da Constituição da República - como o da transparência e o da publicidade, deverão permear o processo da seleção e contratação da instituição parceira e da consecução do objeto.

O Projeto de Lei 7168/14 prevê algumas medidas restritivas no sentido de, pelo menos, dificultar que a promiscuidade atual se perpetue. Uma delas é impedir que ONG’s com dirigentes que sejam agentes políticos ou integrantes do ministério Público - inclusive parentes até o segundo grau – participem de parceria com o poder público. Também estarão impedidos os que tiveram contas rejeitadas nos últimos cinco anos ou alguma punição relacionada a parcerias anteriores.

Importante novidade é que as avaliações passam a ser mais criteriosas: caso a parceria tenha vigência superior a um ano, deverá ser realizada pesquisa de satisfação junto aos beneficiários do plano de trabalho previsto. Essa pesquisa servirá de subsídio para a avaliação da parceria.

Ensinamentos da Lei das Licitações também foram incorporados. Estando a execução dos trabalhos em desacordo com o previsto no plano ou na lei, a administração poderá aplicar sanções como advertência, suspensão temporária para participar de chamamento público por dois anos ou declaração de inidoneidade que impede essa participação até o ressarcimento do dano.

Aplicada a nova lei e aprimorados os mecanismos de fiscalização e controle, sem dúvidas, as relações das ONGs com a Administração Pública se aprimorarão em benefício da sociedade.

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A cartilha que ninguém deveria desejar

Meus queridos, um outro texto que escrevi em 2007, e que – também – mantem-se na ordem do dia, o que não é boa coisa:


Tão logo o Brasil superou a fase da ditadura militar, a inteligência nacional tratou de mobilizar esforços para revitalizar e oxigenar o aparelho de estado e dar fim ao lixo e ao entulho acumulados em duas longas décadas de autoritarismo.

Neste aspecto, a Constituinte de 88 muito auxiliou, embora tenha perpetuado algumas distorções embebidas de puro corporativismo.

De lá para cá, muita água correu por debaixo da ponte e a realidade mudou. Órgãos e instituições mais eficazes foram criados, a imprensa conseguiu livrar-se das mordaças e a sociedade civil se fortaleceu.

Dentre as boas novas advindas da redemocratização estão as ONGs.

As Organizações Não Governamentais são instituições da sociedade civil criadas para implementar ações e projetos, valendo-se substancialmente da mobilização comunitária e da opinião pública. Como não almejam lucro financeiro, foram moldadas para atuar em parceria e fina sintonia com o estado, fazendo às vezes de um operativo braço executivo. A idéia originária sempre foi ganhar em qualidade vez que – em tese - a própria comunidade trataria de executar e fiscalizar as ações das quais se beneficiaria em primeira mão.

Todavia, se o estado de direito assegura espaços privilegiados para que a sociedade organizada se mobilize em função de seus projetos, necessidades e expectativas, também abre o flanco para que quadrilhas e grupos de interesse incrustem-se em brechas institucionais para – qual uma doença maligna – garrotear e aparelhar a organização estatal.

É o que de certo modo vem ocorrendo com as ONGs.
Para ler o artigo completo, aqui.

A revolução na educação...


Roger Waters + David Gilmour: Comfortably Numb, Live, O2 Aren...



DEZ MIL HORAS? JURA!?

UM NOVO LIVRO QUESTIONA A TESE DE QUE O TREINO EXCESSIVO PODE LEVAR AO DESEMPENHO DE ELITE. MAS OUTROS ESTUDOS DIZEM QUE ESSE TEMPO É SÓ O COMEÇO DA HISTÓRIA

Da revista Época Negócios
Carreira (Foto: glow; getty images; latin stock; other)




Desde que o jornalista e escritor Malcolm Gladwell lançou o livro Fora de Série – Outliers, em 2008, disseminou-se pelo mundo a tese das “10 mil horas”, o suposto tempo de prática necessário para chegar à maestria de uma atividade complexa. A tese que Gladwell tornou popular tem suas raízes num estudo de 40 anos atrás, do Nobel de economia Herbert Simon e do professor de psicologia William Chase. Eles notaram que os campeões de xadrez haviam passado entre 10 mil e 50 mil horas estudando o tabuleiro (e inúmeras posições de peças) antes de se tornar grandes mestres. Estudos posteriores ampliaram o escopo da descoberta para várias atividades complexas, como a criação de sinfonias ou o esporte de elite, e a equação das 10 mil horas foi pronunciada pelo psicólogo sueco K. Anders Ericsson.
Gladwell acrescentou exemplos fascinantes, como o extensivo treinamento dos Beatles (1) em pequenos shows na Alemanha antes de atingir a maturidade criativa. Poderia ter usado a história de Pelé (2): ele era o jogador que mais treinava. Chegava mais cedo e saía mais tarde que os outros. Zico (3) também passava horas treinando cobranças de falta depois que os demais jogadores tinham ido embora.
Talvez nunca venhamos a saber que peso tem a herança genética e que peso tem o esforço na equação do sucesso. Talvez até essa pergunta leve a uma espiral que vai perdendo o sentido: será que é a genética que torna a pessoa predisposta a treinar mais?
De qualquer maneira, em sua forma mais simples, a tese das 10 mil horas tem um recado muito atraente: o caminho do sucesso está aberto a qualquer pessoa disposta a trilhar o árduo percurso do aprendizado.
Pois é este recado que o jornalista e escritor David Epstein ataca em seu novo livro, The Sports Gene (“O gene do esporte”). Em entrevista à revista Outside, ele afirma que Gladwell fez uma leitura torta do estudo original, ao estabelecer uma correspondência perfeita entre tempo de prática e desempenho, o que não se comprovaria cientificamente. Pesquisas estabelecem, por exemplo, uma média de 11.053 horas de prática para se tornar um mestre enxadrista, mas há casos de gente que atingiu esse nível em 3 mil horas, enquanto outros praticaram 25 mil horas sem atingir a meta. Para Epstein, é a estrutura genética que determinará a quantidade de tempo necessária para se tornar um mestre. Treino demais poderia até atrapalhar. Um velocista nato como Usain Bolt poderia, de acordo com Epstein, prejudicar sua capacidade muscular com excesso de carga.
A sobreaprendizagem está um nível acima da maestria. É quando se consegue reduzir o esforço mental para atingir o desempenho ideal 
Gladwell rebateu a entrevista de Epstein com um artigo no site da New Yorker, no final de agosto. Diz que Epstein não leu direito o que ele escreveu. “Ninguém é bem-sucedido no alto nível sem um talento inato, eu disse em meu livro: conquista é talento mais preparo”, afirmou. Gladwell concede que três compositores de alto nível fizeram seus melhores trabalhos em menos de dez anos de prática: Shostakovich (4) e Paganini (5), em nove anos, e Erik Satie (6), em oito. Mas outros 73 estudados pelo pesquisador John Hayes, da universidade Carnegie Mellon (a mesma de Simon e Chase) levaram mais de dez anos. Ele diz que o ponto levantado pelo “fascinante livro” de Epstein é importante. Ele extraiu lições dos 73, mas há o que aprender dos outros três.
Em seguida, Gladwell contra-ataca Epstein. Diz que os exemplos de excelência atingidos com menos de 10 mil horas de treino não são exatamente de elite: a liga de basquete da Austrália, não dos Estados Unidos, e uma estatística de mestres de xadrez, mas não de grandes mestres. “Epstein escreveu um livro maravilhoso”, diz Gladwell. “Mas me pergunto se, em sua vontade de lançar uma provocação neste ponto específico, ele não construiu um argumento que não fica em pé.” Gladwell afirma que a descoberta feita há 40 anos por Simon e Chase permanece válida: em campos marcados pela complexidade mental, não existe dom natural. É necessário treinar, muito.


Carreira (Foto: Divulgação)

Em The Sports Gene, o escritor David Epstein defende a teoria de que a estrutura genética será responsável por determinar o tempo necessário para se tornar um mestre. Treino demais, diz ele, pode ser até prejudicial  

 


O quanto e o como
É possível que Gladwell tenha enunciado apenas uma parte da equação. É preciso começar com talento, e é preciso treinar durante horas e horas e horas. Mas será só isso?
Alguns relatos esparsos dão uma ideia não só de quanto, mas de como os grandes mestres treinam. Um ex-preparador físico de basquete conta que Kobe Bryant (7), cinco vezes campeão da NBA e duas medalhas de ouro olímpicas, não se limitava a praticar muitas horas. Ele escolhia, em cada treino, objetivos concretos. Como fazer 800 arremessos, por exemplo, para aprimorar a técnica de encestar. Isso levava várias horas, mas não eram as horas que Bryant estava contando, segundo o preparador. Eram os arremessos. Algo semelhante contou um humorista sobre Jerry Seinfeld8, cocriador da série que levava seu nome e fez um sucesso estrondoso durante dez anos. Segundo esse humorista, Seinfeld lhe disse que se obrigava a escrever uma piada por dia, e marcava os dias em que tinha criado uma piada com uma caneta vermelha, num calendário em sua parede. “Não importa se você está motivado, não importa se a piada é ruim”, teria dito Seinfeld. A única meta é “não quebrar a corrente”.
Ser mestre não basta
Como se não bastasse toda a dedicação e o método para chegar ao ponto da maestria, um novo estudo diz que isso ainda não é suficiente. Segundo pesquisadores da Universidade do Colorado-Boulder (EUA), não basta dominar uma tarefa para realizá-la bem. É preciso chegar à “sobreaprendizagem”: passar do nível da maestria.
No estudo, coordenado pela professora Alaa A. Ahmed, mediu-se a quantidade de energia gasta pelos participantes que operavam um braço robótico a partir de uma tela de computador. Enquanto aprendiam a manipulação, os participantes inalavam mais oxigênio e expeliam mais dióxido de carbono. Ao assimilar a tarefa, gastavam 20% menos de energia. Mas sua atividade muscular não decaía: os processos neurais continuavam evoluindo mesmo com menos energia, graças à sobreaprendizagem.
Esse ganho em eficiência mental libera energia para outras tarefas, diz a pesquisadora. É nesse ponto de sobreaprendizagem que um pianista começa a acrescentar mais intensidade à peça que está tocando ou um tenista passa a perceber com antecedência os movimentos do oponente. A sobreaprendizagem reduz o esforço mental necessário para o desempenho ideal. A conclusão, diz a professora, vale para qualquer atividade. E leva a um questionamento sobre um mantra do mundo dos negócios: o sucesso não viria quando saímos da zona de conforto, e sim quando nos aprofundamos nela. Talvez seja isso o que leve algumas pessoas a conseguir treinar mais de 10 mil horas.  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A mágica...


Pink Floyd - Money



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Prioridade absoluta: o circo


Pink Floyd - Marooned



terça-feira, 1 de julho de 2014

A mão invisível...


A indústria da 'Situação de emergência'



Tenho escrito aqui no Blog, reiteradas vezes, sobre a irresponsabilidade de gestores, sobretudo nos períodos de chuvas, quando a falta ou inadequação de políticas públicas de saneamento e uso do solo expõem as famílias ao avilte, ao achincalhe, ao completo desprezo: suas casas tragadas pela água das chuvas; o parco patrimônio engolido pela correnteza bravia; a desgraça, a desilusão...

É uma lástima, uma vergonha: tanto pela tragédia anunciada e que se repete, invariavelmente, ano após ano, como pela indústria em que isto se transformou no país. O ciclo imutável e monótono já sacramentou seu sequenciamento nefasto: enchentes, famílias desabrigadas, estado de emergência e pronto!!, está aí a palavra mágica capaz de afastar a Lei das Licitações e acobertar favorecimentos e corrupção, imantados pela tragédia social mais que anunciada, planejada e provocada.

De acordo com o Art. 7º do Decreto Federal 7.257/2010 o reconhecimento da situação de emergência ou do estado de calamidade pública pelo Poder Executivo federal se dará mediante requerimento do Poder Executivo do Estado, do Distrito Federal ou do Município afetado pelo desastre. 

Decretada a situação de desastre, o município pode realizar compras sem a necessidade de licitações: artigo 37 da Constituição Federal, no inciso XXI, regularizada pela Lei 8666/93, alterada pela lei 8883/94¹.

Para mudar esta realidade a sociedade terá que aprimorar seus instrumentos de controle e, principalmente, qualificar seus mecanismos de escolha. E as eleições sempre são uma oportunidade histórica para que isto se verifique.



Por isso, nem tudo são trevas.

No interim, aqui e ali, esparsamente, despontam iniciativas que conduzem – ainda que muito lentamente – para um cenário mais auspicioso e alvissareiro.

Agora, por exemplo, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados acaba de aprovar uma proposta alterando o Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01), que deverá estimular a construção de casas de edifícios sustentáveis.

Trata-se do PL- 4095/2012.

O projeto aponta na direção correta: obriga que projetos de urbanização e edificação adotem mecanismos de uso racional da água e de energia; além de dispositivos e tecnologias que evitem a impermeabilização do solo.



Hoje, o Estatuto das Cidades prevê apenas que os tributos urbanos incidentes sobre imóveis de interesse social sejam diferenciados. Com o novo dispositivo, as construções sustentáveis e as que mitigam a impermeabilização do solo se situarão em um novo patamar, com incidência de menores impostos ou de menores tarifas de serviços públicos, como água e energia, além de se encaixarem em financiamentos sob regras e condições mais amigáveis.

O projeto de lei segue, agora, para ser analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Importante que fiquemos de olho. Eis aqui uma boa iniciativa.

______

¹Art. 37CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos  Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, 
serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de 
licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os 
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da 
lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e 
econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. 

Art. 24 Lei 8666/93 . É dispensável a licitação: 

IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando 
caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar 
prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, 
equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os 
bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa 
e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no 
prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, 
contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a 
prorrogação dos respectivos contratos;

Pink Floyd - High Hopes



Parque reciclado flutuante limpa lixo plástico do rio, nos Países Baixos

Marina Maciel na Revista super Interessante
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Arquitetos, acadêmicos, setor privado e poder público de Roterdã, a segunda cidade mais importante dos Países Baixos, se uniram para criar um espaço verde de limpeza de lixo e, ao mesmo tempo, de lazer para a população.
Trata-se do Recycled Island*, um espaço flutuante de recreação que pretende ajudar a solucionar um grande desafio enfrentado no mundo todo: a poluição dos oceanos porpartículas de plástico. De acordo com novo estudo do PNUMA, esse problema ambiental representa um dano financeiro de US$ 13 bilhões anuais aos ecossistemas marinhos.
Para isso, a ilha artificial vai recuperar lixo plástico do rio Nieuwe Maas, antes que ele polua também o Mar do Norte. Essa é apenas uma das ambições do projeto. A outra é construir um parque feito de plástico reciclado, a partir dos resíduos recolhidos no rio. Segundo os idealizadores, isso é possível porque o lixo coletado é relativamente “fresco” e, portanto, tem bom potencial para reciclagem.
Além disso, os blocos de construção são projetados de tal forma que vegetais podem crescer. A parte inferior da plataforma também terá um acabamento bruto, onde plantas podem ter superfície suficiente e peixes terão um lugar para depositar ovos.
A criação é de autoria do estúdio de arquitetura WHIM Architecture*, da Universidade de Wageningen, das empresas SK International, Better Future Factory e HEBO Maritiemservice, em parceria com a prefeitura.
Abaixo, veja mais fotos do projeto:

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Impacto da poluição dos oceanos por plástico é de US$ 13 bilhões ao ano

O alerta vem do novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, intitulado "Valorando o Plástico"

Por Marina Maciel no National Geographic Brasil

Lixo plástico
Na segunda-feira, 23/06, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgou mais um alerta sobre os perigosos rejeitos plásticos que vagam pelas correntes marítimas e formam ilhas que flutuam nos oceanos.
O novo relatório revela que a poluição marinha causada por partículas de plástico dispersas nos oceanos representa dano financeiro de, pelo menos, US$ 13 bilhões anuais. Intitulado "Valorando o Plástico", o documento foi apresentado durante a UNEA (Assembleia Ambiental das Nações Unidas) sobre poluição dos mares por plásticos, em especial os microplásticos.
Além disso, o estudo aponta que o custo do capital natural no uso de plástico a cada ano é de US$ 75 bilhões. Essa conta inclui os impactos causados pela poluição dos mares, do ar e outras fontes.
"O plástico desempenha um papel crucial na vida moderna, mas seus impactos ambientais não podem ser ignorados", afirmou o sub-secretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.
São vários os danos causados por resíduos plásticos, listados pela ONU:
  • mortalidade ou doenças quando ingeridos por animais marinhos, como tartarugas
  • emaranhamento dos animais, como golfinhos e baleias
  • danos a habitats críticos, como os recifes de coral
  • contaminação química
  • dispersão de espécies invasoras em fragmentos plásticos, o que causa perdas para as indústrias de pesca e de turismo em muitos países.
O relatório completo está disponível para download no site do Pnuma.