sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Jornalista japonesa morre depois de acumular 159 horas extras em um mês

A emissora alegou só ter revelado a morte agora por respeito à família

Uma jornalista de 31 anos morreu depois de fazer 159 horas extras de trabalho. Miwa Sado, que folgou apenas dois dias no mês que antecedeu a sua morte, sofreu uma falência cardíaca. Ela trabalhava na sede em Tóquio, Japão, da emissora pública NHK.
O fato aconteceu três dias depois de Miwa cobrir as eleições da assembleia da região metropolitana de Tóquio e as eleições para a câmara alta do parlamento japonês, entre junho e julho de 2013. Só nesta quarta-feira o caso foi tornado público, quando a agência de notícias japonesa Kyodo News divulgou. A NHK alegou só ter revelado a morte agora por respeito à família Sado. A revelação foi feita por um representante da emissora em entrevista ao jornal Japan Times.
O jornal inglês The Guardian afirmou que a morte de Miwa Sado pressionou ainda mais as autoridades japonesas a agirem contra os empregadores que exigem tanto dos funcionários. Historicamente, o Japão é um país onde o equilíbrio entre vida pessoal e laboral praticamente não existe. O elevado número de mortes relacionado a questões trabalhistas é preocupante.

Problema cultural

No Japão, há inclusive um termo para a morte por excesso de trabalho: Karoshi, palavra que surgiu na década de 1970. Segundo um artigo publicado na revista International Journal of Health Services, em 1997, o primeiro caso identificado aconteceu em 1969. O número de casos semelhantes nas décadas seguintes foi tão alto que o termo foi criado. No final da década de 1980, a expressão já era usual na sociedade japonesa.

Caso de 2015 mudou leis

Em 2015, outra morte por excesso de trabalho veio à tona no Japão. Matsuri Takahashi, de 24 anos, se suicidou devido ao estresse causado pela alta carga horária que precisava cumprir. Nas semanas antes da jovem falecer, ela tinha chegado a mais de 100 horas extras.
O caso de Takahashi desencadeou um debate nacional. O primeiro-ministro Shinzo Abe se viu obrigado a debater sobre a rígida cultura de trabalho japonesa, que privilegia os funcionários que mostram dedicação ao permanecer no local de trabalho para além do horário estipulado.
Pouco tempo depois de Matsuri Takahashi falecer, o governo propôs um limite fixo para as horas extras, que não poderão passar de 100, e introduziu penalizações para as empresas que deixem os funcionários ultrapassarem esta barreira. As medidas ainda não são ideias, e críticos apontaram que as propostas continuavam a deixar os trabalhadores em risco.
Da gauchazh.clicrbs.com.br


_____________

A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
Para adquirir o seu exemplar, clique aqui.



 ___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Os corruptos arrasaram o país

Cerca de 84 mil funcionários dos Correios participantes do maior plano de previdência do Postalis contribuem mensalmente com 17,92% dos seus vencimentos para cobrir o rombo (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)

Fundo de pensão dos Correios sofre intervenção
Investigado pela PF e com déficit de mais de R$ 7 bilhões, Postalis será administrado por um interventor por 180 dias. Diretores e conselheiros são afastados e seus bens estão indisponíveis
Alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de abrigar um esquema de corrupção, o Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, teve sua intervenção decretada nessa quarta-feira pela  Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) por 180 dias.
A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, não detalha os motivos da decisão. Cita apenas “descumprimento de normas relacionadas à contabilização de reservas técnicas e aplicação de recursos”. Mas o fundo de pensão dos empregados dos Correios tem sido foco de episódios de fraude e má-gestão nos últimos anos.
Em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou os bens de cinco ex-diretores do Postalis, após auditoria da corte detectar prejuízos de R$ 1 bilhão em sete negócios da entidade. A direção do Postalis é indicada pela diretoria dos Correios. 
Historicamente, porém, tanto o comando da estatal quanto o do seu fundo de pensão são indicações políticas.
Também por má-gestão e irregularidades, o Postalis vem acumulando sucessivos déficits, o que obriga os próprios participantes do fundo a cobrir os rombos. Até o fim do ano, calcula-se que as aposentadorias dos beneficiários do fundo deverão ter perdas de 20%.
O Postalis tem dois planos de previdência, o mais antigo é o que registra déficit, de R$ 7,4 bilhões. Esse plano reúne 84,2 mil participantes e todos contribuem para cobrir o saldo negativo. Atualmente, a contribuição adicional acumulada é de 17,92% dos vencimentos mensais. A direção do fundo admitiu a possibilidade de propor terceira cobrança adicional para ajudar a conter o rombo registrado em 2016.
Em agosto, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou abertura de inquérito para investigar o suposto envolvimento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) com um esquema de corrupção que agia no Postalis. Segundo a PGR, ao menos, dois delatores da Lava-Jato relataram a suposta influência de Renan sobre o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. A suspeita é de um desvio de mais de meio bilhão de reais.
Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal já havia apresentado denúncia contra oito pessoas acusadas de fraudes no Postalis. As fraudes teriam gerado um rombo de R$ 450 milhões. As irregularidades envolviam a venda de títulos superfaturados no mercado de capitais entre 2006 e 2011.
O Postalis é o quarto maior fundo de pensão do país em número de participantes. Ao lado dos três primeiros do ranking – Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa) – é alvo de investigação pela Operação Greenfield. Segundo a PF, o prejuízo causado aos fundos está estimado em R$ 8 bilhões.
De acordo com os investigadores, os fundos de pensão usam Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), para adquirir participação acionária em empresas. As aquisições de cotas do FIP eram precedidas de avaliações econômico-financeiras irreais e tecnicamente irregulares, com o objetivo de superestimar o valor dos ativos da empresa, aumentando, de forma artificial, a quantia total que o fundo de pensão deveria pagar para adquirir a participação acionária indireta na empresa.
Os quatro gigantes do setor também foram investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, na Câmara dos Deputados. A CPI, criada para investigar o mau uso de recursos financeiros no Postalis, Previ, Petros e Funcef entre 2003 e 2015, apurou 15 casos com indícios de fraude e má gestão de fundos de previdência complementar de funcionários das estatais e servidores públicos. 

Após oito meses de trabalho, o relatório final, divulgado em abril de 2016, pediu o indiciamento de 353 pessoas e empresas e estimou um prejuízo de R$ 4,26 bilhões nos quatro fundos.

RECUPERAÇÃO OU LIQUIDAÇÃO

A intervenção busca preservar os direitos dos participantes dos fundos de pensão, segundo a lei dos regimes de previdência complementar. Ela é decretada quando o governo identifica alguma irregularidade nas contas ou na gestão da entidade. É criada uma comissão de inquérito para investigar as irregularidades em um prazo de quatro meses, que podem ser prorrogados.
Há duas saídas nessa situação: a aprovação do plano de recuperação ou liquidação extrajudicial, caso fique constatado que o fundo não seja mais viável ou não tenha condições pra funcionamento.  Foram os casos da Aeros (Vasp) e Aerus (Varig), cujas liquidações foram decretadas em 2005 e 2014, respectivamente.
Se forem comprovadas irregularidades, os responsáveis poderão sofrer penas administrativas, como advertências, multas ou inabilitação para exercer cargos em empresas. Caso sejam encontrados indícios de crimes, serão encaminhados ao Ministério Público.
Na intervenção, a Previc afasta membros da diretoria executiva, do conselho deliberativo e do conselho fiscal. Também declara a indisponibilidade dos bens desses membros e dos que ocuparam esses postos no último ano.
Serão afastados o presidente em exercício do Postalis, Christian Perillier Schneider; o diretor de benefícios em exercício, Luiz Alberto Menezes Barreto; os integrantes titulares e suplentes do Conselho Deliberativo Sergio Maurício Bleasby Rodrigues, Miguel Martinho dos Santos Junior (presidente), Máximo Joaquim Calvo Villar Junhior, Areovaldo Alves de Figueiredo, Vinicius Moreno, Hudson Alves da Silva e Angela Rosa da Silva; e também do Conselho Fiscal Angelo Saraiva Donga (presidente), Juliano Armstrong Arnosti e Cicero Ricardo de Santa Rosa.
A Previc afirmou que a intervenção não afeta os pagamentos dos benefícios do fundo, que devem continuar normalmente. Foi nomeado como interventor Walter de Carvalho Parente, que já fez o mesmo trabalho no fundo de pensão Serpros, dos funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
SÉTIMO NA MIRA DO XERIFE
O Postalis é o sétimo fundo de previdência complementar que foi alvo de intervenção do xerife do setor, a Previc, autarquia ligada ao Ministério da Fazenda. Também tiveram intervenção decretada pelo órgão regulador Capaf, do Banco da Amazônia (de 2011 a 2016); Silus, da estatal gaúcha Companhia Estadual de Silos e Armazém (Cesa), em 2011; Geapprevidencia, dos funcionários dos Ministérios da Previdência, Trabalho, Saúde e Funasa, (de 2013 a 2017); Portus, patrocinado pela antiga Portobrás (de 2011 a 2016); e Serpros (de 2016 a 2017); Fundação CEEE, o maior fundo de pensão do Rio Grande do Sul, que reúne funcionários de empresas de energia elétrica (este ano). Segundo a Previc, todos os fundos continuam ativos e os aposentados estão recebendo o benefício. (Com agências)
Gigantes deficitários
Além do Postalis, os outros três maiores fundos de pensão do país enfrentam problemas de caixa
Previ (Banco do Brasil)
A administração da Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, é considerada mais responsável por especialistas. No entanto, há um plano no fundo do BB cujo déficit alcança R$ 13,1 bilhões e que reúne contribuições de 103,1 mil profissionais. Por enquanto, esses funcionários não sofrem com descontos, já que os investimentos feitos pela Previ renderam, nos últimos anos, o suficiente para equacionar parte do rombo. Essa tendência, porém, pode mudar se os investimentos não remunerarem, neste ano, o suficiente para cobrir o resultado negativo de R$ 1,44 bilhão de 2016.
Petros (Petrobras)
Com alto déficit, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, o Petros. Em setembro, foi anunciado que os cerca de 77 mil participantes do fundo – entre empregados da ativa e aposentados – terão de pagar parcelas extras de R$ 236 a R$ 3,6 mil mensais ao longo de 18 anos como parte do plano para equacionar um rombo de mais de R$ 27,7 bilhões acumulado entre 2013 e 2015. Hoje, o participante já paga como contribuição regular alíquota que varia de 3% a 14,5%. O acordo prevê que a Petrobras deverá gastar R$ 12,8 bilhões ao longo desse mesmo período para equacionar o déficit do Petros. Apenas no primeiro ano, o desembolso previsto para a empresa será de R$ 1,4 bilhão. Já a BR Distribuidora entrará com R$ 900 milhões.
Funcef (Caixa)
Ações trabalhistas contra a Caixa podem resultar em uma perda adicional de R$ 6,35 bilhões para a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da estatal. Um dos planos que estão no centro da disputa (o REG/Replan saldado), já tem um rombo de R$ 5,4 bilhões, sendo um quarto disso de ações trabalhistas. O outro (REG/Replan não saldado) teve um déficit de R$ 1,2 bilhão em 2016, quase metade oriundo de passivos trabalhistas. Desde o ano passado, para bancar um déficit de R$ 7,7 bilhões, os quase 57 mil participantes do REG/Replan Saldado já estavam tendo descontados 2,78% dos contracheques e aposentadorias para cobrir o rombo de 2014. Para cobrir o rombo de 2015, a tarifa adicional subiu para 10,68% ao mês pelo período de 17 anos e meio. Pela primeira vez, os 5,5 mil participantes do REG/Replan Não Saldado também foram convocados para a contribuição extra. As taxas variam de acordo com o nível dos salários e benefícios dos participantes – de 2,53% ao mês a 22,91% ao mês por quase 20 anos.
SAIBA MAIS
O que são fundos de pensão  
São uma opção de investimento que visa à aposentadoria complementar ao trabalhador. São oferecidos pelas empresas aos seus trabalhadores, de modo que elas contribuem com uma parte do valor e o restante é descontado do trabalhador. Só podem ser cotistas de fundos de pensão os empregados de uma empresa patrocinadora e os servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e também os associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial. Oferecidos por empresas públicas e privadas aos empregados e também por associações, os mais de 700 fundos de pensão em operação no país administram, atualmente, um patrimônio estimado em R$ 800 bilhões. Rombos seguidos fazem com que os participantes dos planos tenham de pagar contribuições extras para evitar um colapso futuro no fluxo de benefícios. O total de participantes ativos nos fundos supera 2,5 milhões e os assistidos chegam a mais de 735 mil, segundo a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
enquanto isso...
...Déficit R$ 6 bilhões maior em seis meses
O déficit acumulado das fundações brasileiras cresceu de R$ 71,7 bilhões no fim do ano passado para R$ 77,6 bilhões no fim de junho, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). O déficit é a diferença entre o patrimônio de um plano e seus compromissos com pagamentos atuais e futuros. Segundo o balanço da Abrapp, dos 681 fundos de pensão no país, 220 apresentam déficit, ao passo que 461 registram superávit. O rombo cresce há sete anos e atinge, sobretudo, fundos de pensão de estatais, como o Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e o Postalis (Correios). Do déficit total, 88% do valor está concentrado em apenas 10 planos, segundo a associação. O total de participantes ativos nos fundos supera 2,5 milhões e os assistidos chegam a mais de 735 mil, segundo a associação. A Abrapp informou também que os ativos totais do sistema somavam R$ 808 bilhões em junho. A rentabilidade média do setor no primeiro semestre foi de 4,24%, pouco abaixo da meta atuarial de 4,44%.
Por Vera Schmitz, no em.com.br


_____________

A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
Para adquirir o seu exemplar, clique aqui.



 ___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Morre oficial soviético que salvou o mundo em 1983 de nova Guerra Mundial

EPA/OLIVER KILLIG

O oficial que evitou em 1983 uma guerra nuclear entre a União Soviética e os Estados Unidos, Stanislav Petrov, morreu aos 77 anos em sua casa nos arredores de Moscou.
"Sim, ele morreu em maio", disse o Dmitri Petrov, filho do militar, à imprensa local nesta terça-feira.
A morte não tinha sido divulgada até então pela família de Petrov e só foi revelada depois de um cineasta alemão ter ligado para o militar no início de setembro para parabenizá-lo pelo aniversário.
O histórico incidente do qual Petrov foi protagonista ocorreu na noite de 25 de setembro de 1983, perto de Moscou. Não fosse a atuação do oficial, poderia ter havido uma guerra nuclear entre as duas principais potências mundiais da época.
Petrov estava de guarda em um centro de comando do sistema de alerta de ataques com mísseis da defesa aérea, quando os equipamentos elétricos deram um falso aviso de lançamento de foguetes intercontinentais dos EUA contra alvos soviéticos.
No entanto, o oficial não confiou nos equipamentos. Após checar os dados, conseguiu encontrar o erro e desativar a tempo o sistema de alerta de ataque nuclear.
Apesar de a URSS ter sido classificada como o "Império do Mal" pelo então presidente americano, Donald Reagan, Petrov se negou a acreditar que a III Guerra Mundial estava começando. Sua reação de revisar os equipamentos evitou uma hecatombe nuclear.
Petrov, que recebeu meses depois uma das principais honrarias do Exército da União Soviética, nunca contou nada a sua família. A proeza se manteve em segredo até a queda do regime, em 1991.
Ele jamais se considerou um herói e afirmava que simplesmente tinha feito seu trabalho.
A história de Petrov, na época um tenente-coronel de 44 anos, é contatada no documentário "O Homem que Salvou o Mundo", que estreou em 2014.
EFE


 ___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

IBGE realiza novo Censo Agropecuário depois de dez anos



Após dez anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um novo Censo Agropecuário no país. A coleta de dados começou dia 2 e será feita por 19 mil recenseadores em mais de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país nos próximos cinco meses.
Nas entrevistas, serão levantadas informações sobre área, produção, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação, uso de agrotóxicos, entre outros temas.
“Há dez anos que não colhemos informações detalhadas sobre o setor agropecuário brasileiro. Aquela informação que vai até o município e bate à porta das unidades produtoras. É um grande censo, que vai varrer a agricultura familiar, o agronegócio e a atividade no Brasil como um todo”, disse o presidente do IBGE, Roberto Olinto.
Os resultados do Censo Agropecuário 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.
Durante o anúncio do início da pesquisa, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ressaltou a importância de conhecer em detalhes os dados da agricultura do país. “O Brasil é acima de tudo um país agro e a nossa economia é muito ligada ao agronegócio, que influencia de maneira definitiva e muito profunda todo o desempenho da economia do país”.
Tecnologia
A coleta de dados para o Censo Agro 2017 será inteiramente digital, por meio dos Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), que rodam um aplicativo inteiramente desenvolvido pela Diretoria de Informática do IBGE e serão capazes de mostrar a imagem do setor censitário, a posição do recenseador no terreno e os endereços dos estabelecimentos a serem recenseados.
Com a tecnologia, também será possível identificar novos estabelecimentos e cadastrá-los. “Além disso, para garantir que as informações sejam coletadas no setor determinado, o sistema utiliza o GPS e, inclusive, não permite que o questionário do Censo Agro seja aberto fora do local correto”, informou o IBGE.
O novo sistema também vai melhorar a crítica dos dados, orientando os recenseadores durante a coleta, para que o questionário seja preenchido de forma correta. “À medida que o recenseador coleta as informações, os dados já começam a ser transmitidos e conferidos”.
Nova Pesquisa
O Censo Agropecuário 2017 também vai subsidiar a implantação do cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias, que permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários.
A pesquisa irá a campo anualmente captar dados detalhados sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo.
Da Agência Brasil


_____________________


Para saber sobre o livro, clique aqui.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Governo espera que internet das coisas aporte US$ 50 bi na economia


O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) tem a expectativa de que os novos produtos e serviços viabilizados pela Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things – IoT), a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma pela internet, devem aportar, no mínimo, US$ 5 bilhões à economia brasileira, até 2025. Um cálculo mais otimista eleva essa quantia para US$ 200 bilhões, segundo Maximiliano Martinhão, secretário de Políticas de Informática do ministério.
Em todo o mundo, a previsão é de que a IoT adicione de US$ 4 trilhões a US$11 trilhões à economia. Cerca de 40% desse valor serão gerados pelos países emergentes, de acordo com o MCTIC.
Os dados fazem parte do estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, desenvolvido pelo ministério, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A pesquisa foi apresentada no Painel Telebrasil 2017, encontro que reuniu empresas do setor e também reguladores, e embasa o Plano Nacional de Internet das Coisas, que deverá ser lançado em outubro.
O plano reunirá 106 iniciativas para o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil. As ações também integram a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (EBTD), atualmente em discussão no país.
O estudo analisou dez ambientes de implantação de IoT, como fábricas, cidades, domicílios, dispositivos vestíveis, varejo, locais de trabalho, veículos e escritórios. A expectativa é de que, no Brasil, a tecnologia venha a ser adotada principalmente na manufatura em ambiente rural, em cidades populosas e nas áreas de saúde e segurança. “A revolução da sociedade conectada é um dos passos com a IoT”, diz Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson, para quem a conexão das coisas representa uma continuidade da lógica de conexão das pessoas, já viabilizada pelas tecnologias de telecomunicações.
Nesse novo ecossistema de comunicações, as redes de telecomunicações continuarão fundamentais, por isso tanto o setor público quanto as empresas reconhecem a necessidade de ampliar a conectividade da população. Hoje, 57,8% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2015, percentual ainda menor quando observados municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, bem como os lares das periferias das grandes cidades. Para que os novos serviços possam ser acessíveis ao conjunto da população, esse abismo deverá ser superado. “Sem telecomunicações, não tem IoT”, sentenciou Martinhão.
Com as mudanças, as fronteiras dos mercados de infraestrutura, plataformas e conteúdos devem ser fragilizadas. “Nós vamos ter que pensar muito mais em plataformas de soluções, inclusive para nichos específicos de mercado, porque esse é um mercado tão abrangente. Nós estamos saindo de milhões de conexões para bilhões de conexões”, aponta o presidente do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia.
Para que esses planos sejam concretizados, o governo analisa a situação da demanda, que envolve o impacto econômico, a competitividade das empresas e o impacto socioambiental da tecnologia; a oferta, com destaque para a cadeia produtiva que envolve desde grandes operadoras de telecomunicações a possíveis novos competidores; e o que chama de elementos habilitadores, que consistem em questões ligadas a investimentos, políticas de fomento e também privacidade de dados dos usuários.
Dados pessoais
A conexão de dispositivos envolverá a entrega de dados pessoais dos usuários para as empresas que ofertarem serviços como vigilância de residências e vestuários inteligentes, pois eles envolvem a incorporação de informações em objetos comuns. Por isso, a administração dos dados pessoais preocupa. No Brasil, a situação é agravada pelo fato de ainda não haver uma lei de proteção de dados pessoais. A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial voltada a analisar o PL 5.276/2016, que dispõe sobre o tratamento de dados pessoais. Depois de audiências e consultas realizadas em 2015 e 2016, contudo, os trabalhos não avançaram.
Segundo o secretário do MCTIC, Maximiliano Martinhão, “o documento é muito claro ao dizer que, se não houver a edição de uma lei de proteção de dados no Brasil, permanecerá no país uma insegurança jurídica, diante de uma diversidade de interpretações que se possa ter sobre a proteção de dados, a partir de um conjunto de legislações”, como a Lei de Acesso à Informação e o Marco Civil da Internet, dispositivos que tratam do tema, mas não detalham como ele deve ser regulamentado. Martinhão aponta que essa lei específica deve detalhar qual órgão vai regular a proteção de dados pessoais. Sobre isso, antecipou defender que o órgão seja colegiado, para que os diversos setores participem desse processo.
A proteção dos dados pessoais também tem sido objeto de preocupação da sociedade civil. Em setembro, a Coalização Direitos na Rede lançou a campanha nacional Seus Dados São Você: liberdade, proteção e regulação, que pretende alertar a população sobre os riscos do uso de informações particulares por empresas e governos, seja para comercialização de dados sobre hábitos de consumo ou para a prática de vigilância. Organizações civis e pesquisadores que compõem a articulação também defendem a aprovação de lei de proteção de dados pessoais.
“Diversos países já estão atentos sobre a importância da regulação dos dados pessoais. Na Europa, a legislação que trata do tema existe há mais de 20 anos. Na América Latina, oito países já contam com regras neste sentido. Mesmo no Brasil, a Constituição Federal fixa a privacidade e a liberdade como direitos fundamentais. O Marco Civil da Internet também estabelece como princípios a proteção da privacidade e dos dados pessoais. Ainda assim, para a segurança sobre nossas informações, é fundamental a aprovação de uma legislação específica que garanta nossa liberdade e proteção”, diz o texto disponível no site da campanha.

 Da Agência Brasil

____________

Para saber sobre o livro, clique aqui.

domingo, 1 de outubro de 2017

A aplicação da constelação familiar no Poder Judiciário


A prática da constelação familiar, que vem sendo empregada cada vez mais no Poder Judiciário como forma de solucionar questões antes mesmo das audiências de conciliação, foi o tema de um encontro que aconteceu no sábado (30) no Rio, reunindo advogados, juízes e outros profissionais de várias partes do país. 
No 1º Seminário Nacional de Constelações Familiares, realizado desde às 9h na Universidade Santa Úrsula, em Botafogo, zona sul do Rio, os chamados consteladores debatem as experiências desenvolvidas nos tribunais de justiça do Rio de Janeiro,  de São Paulo, do Distrito Federal,  de Santa Catarina, Goiás, do Pará, Amapá e Rio Grande do Norte, oito dos 15 estados brasileiros onde a técnica é aplicada.
Criada pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Herllinger, a técnica de constelação familiar foi trazida para o Judiciário brasileiro em 2012, pelo juiz Sami Storch, da 2ª Vara de Família de Itabuna, na Bahia. A Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o novo Código de Processo Civil, em vigor desde o ano passado, deram força a esse tipo de abordagem, que estimula a solução de conflitos judiciais por meio do consenso entre as partes, inclusive com auxílio de profissionais de outras áreas de conhecimento, quando se trata de família.
A prática tem sido aplicada, principalmente, em processos envolvendo questões como pensão alimentícia, divórcio e guarda dos filhos. “Enxerga-se a constelação familiar como técnica que estimula e incentiva a resolução consensual dos conflitos, como a mediação e conciliação. O artigo 694, do Código de Processo Civil, por exemplo, dispõe sobre o auxílio de profissionais de outras áreas do conhecimento para alcance do consenso na área de família”, explicou a advogada Juliana Lopes, consteladora da Associação Práxis Sistêmica, organização que promoveu o seminário.
Além de advogados e juízes, os chamados consteladores podem ser psicólogos, por exemplo, entre outros profissionais. O resultado é um tipo de “terapia”, que permite às pessoas que são parte de um litígio enxergar como o padrão familiar deu origem ao seu comportamento.
“A primeira grande contribuição da constelação familiar é sua efetividade para a mediação ou conciliação, o que contribui para desafogar o judiciário. Outro fator é que a pessoa que procura a justiça está sendo vista de outra forma, mais humana, não apenas como um número em um processo”, destacou a presidente da Práxis, Ruth Barbosa. “É uma nova estrutura que dá autonomia para que as pessoas decidam por elas mesmas, além de abrir espaço para que elas possam se expressar e ouvir”, comentou.
No Rio de Janeiro, a 1ª Vara de Família do Foro Regional da Leopoldina, o Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Santa Cruz e a Central de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, já utilizam a constelação familiar. No projeto piloto realizado no Foro Regional da Leopoldina, entre abril e setembro de 2016, dos 300 processos selecionados para as sessões de constelação familiar, 86% resultaram em acordo, segundo pesquisa realizada pela Práxis Sistêmica.
As conclusões do seminário deverão ser encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com recomendações sobre a aplicação da constelação familiar no Poder Judiciário.
Da Agência Brasil



_________________


Para saber sobre o livro, clique aqui.