terça-feira, 10 de março de 2026

A comunicação organizacional e a identidade corporativa

 


 “Comunicare” do latim significa tornar comum. Moreira (2010) define comunicação como uma ação comum, para igualar a mensagem ao emissor e ao receptor.

Fundamental em qualquer esfera das relações humanas, a comunicação mostra-se essencial também no ambiente organizacional. Moreira (2011) afirma que a comunicação nas organizações representa em síntese um conjunto de estratégias, que têm como objetivo melhorar, ou gerar uma boa imagem para a empresa, e que a cada vez mais está relacionada com seus públicos, sejam eles consumidores, fornecedores, ou funcionários.

No ambiente organizacional, existem comunicações com finalidades diferentes. A finalidade da comunicação institucional é construir e manter a boa imagem da organização junto ao público externo A comunicação mercadológica divulga os produtos e serviços, ou seja, tem como finalidade o aumento das vendas e a fidelização dos clientes, a comunicação interna, por sua vez, está diretamente relacionada ao relacionamento com os funcionários.

A comunicação organizacional surgiu para dar maior importância à imagem e identidade corporativa:

A comunicação se transformou em ‘corporativa’, não por um capricho da linguagem ou por querer introduzir mais complexidade no mundo das empresas, mas pela força das coisas. Daí que as organizações estejam despreparadas diante de uma nova realidade emergente, que é, ela mesma, produto da complexidade generalizada e da atuação tecnológica que caracterizam nossa sociedade e nossa civilização. (COSTA, 1995, p. 95 apud MEDRANO, 2007).


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Nassar (2005) apud Rezin (2010) também menciona que a comunicação tem um papel fundamental no processo de criação de imagem da organização, e reforça a identidade e a ambição corporativa. Ele destaca que a comunicação, no ambiente organizacional, busca estabelecer diálogo com todos os públicos com quem a empresa se relaciona: funcionários, clientes, potenciais clientes, comunidades, fornecedores, governo e a sociedade em geral.

Toda atividade dentro de uma organização é mediada pela comunicação. Por isso, é necessário envolver toda a organização a fim de que esta interação se realize com consistência, relevância e coerência.

Além de envolver toda a organização, a comunicação precisa ser vista como um processo estratégico. Bueno (2010) ressalta que deveria ser prioridade incluir a comunicação nas estratégias empresariais, pois teria papel fundamental, na busca de eficácia, na interação com os públicos de interesse e no desenvolvimento de planos e ações que trazem vantagem competitiva às organizações.

Kunsch (2009) menciona que os estudos sobre mudanças organizacionais e, em especial, sobre mudanças de estratégias, afirmam que a comunicação é essencial para um processo bem sucedido. Em uma sociedade envolta constantemente em mudanças, a comunicação se configura como um instrumento imprescindível nas organizações. Medrano (2007) ressalta que, no mundo moderno, a comunicação interna é inseparável da atividade produtiva de qualquer organização e é uma estratégia fundamental.

Segundo Melo, [...] entender a importância da Comunicação Interna em todos os meios hierárquicos, como um instrumento da administração estratégica é uma exigência para se atingir a eficácia organizacional. Compreender a importância desse processo de comunicação para que flua de forma eficiente, no momento oportuno, de forma que seja atingido o objetivo pretendido, é um desafio para as organizações. (p. 2)

Por estar interligada também aos objetivos financeiros e estratégicos da organização, a comunicação interna possibilita que os funcionários e gestores estejam informados, independente do seu setor de atuação. Marchiori (2006) ressalta ainda a necessidade de que esta comunicação se dê de forma planejada. Para ele, A comunicação interna planejada e avaliada é uma ferramenta estratégica que estimula o diálogo entre lideranças e funcionários. Oportuniza a troca de informações via comunicação, contribuindo para a construção do conhecimento, o qual é expresso nas atualidades das pessoas. É fundamentalmente um processo que engloba a comunicação administrativa, fluxos, barreiras, veículos, redes formais e informais. Promove, portanto a interação social e fomenta a credibilidade, agindo no sentido de manter viva a identidade de uma organização. (2006, p.207)

A integração promovida pela comunicação interna mobiliza os funcionários a construírem relacionamentos corporativos. Argenti (2006) afirma que o grande foco da comunicação interna está nas conversas entre os funcionários e seus gestores. Os funcionários têm necessidade de sentir segurança em seus cargos, fazer perguntas sem temer represálias dos gestores.

Grande parte dessas conversas ocorre costumeiramente, ou em algumas organizações são denominados momentos específicos. De todo modo, é de suma importância que as organizações possibilitem este fluxo comunicacional de maneira eficiente de modo a propiciar maior integração e participação dos sujeitos envolvidos. Apenas dessa forma, é possível definir ou redefinir maneiras de alcançar os objetivos organizacionais.

Em "A importância da comunicação organizacional interna e dos feedbacks gerenciais", por Daiane Monique Lima de Barros e Nailton Santos de Matos


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segunda-feira, 9 de março de 2026

O que é e como funciona o método Montessori


O quarto infantil organizado sob os preceitos do método Montessori requer conhecimento sobre o assunto no momento da escolha por esse estilo.

Criada a partir da perspectiva educacional da médica e pedagoga italiana Maria Tecla Artemisia Montessori, a metodologia objetiva ajudar no desenvolvimento das crianças de forma integral.

Maria Montessori elaborou o método educativo com base na autonomia, na liberdade com limites e no respeito ao desenvolvimento natural das crianças. Atualmente seus conceitos são aplicados em diversas áreas, incluindo arquitetura e decoração, o que nos leva ao quarto montessoriano: um espaço com estímulos diferentes para estimular a criança a se desenvolver, experimentar sensações e se sentir livre.

Uma pesquisa publicada na Revista Vivências, da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai, confirma a metodologia Montessori como uma referência contemporânea para o planejamento de ambientes acolhedores e educativos para as crianças. O estudo considera que o método é humanizador, pois possibilita que os pequenos aprendam lições para toda a vida, “desenvolvendo sua autonomia e independência no processo de ensino e aprendizagem”.

Estudo realizado pela Organização Montessori do Brasil (OMB) encoraja as famílias a abrir espaços para as crianças em suas casas. O método Montessori prevê a criação de um ambiente que dê autonomia à criança, com móveis pequenos e na altura ideal, por exemplo, para que ela viva, brinque e aprenda, a partir de atividades feitas por ela mesma.

Conhecendo o método

O método Montessori visa a compreender a natureza de cada pessoa para que, enquanto criança possa ser educada conforme o aprimoramento de suas habilidades. Necessidades e comportamentos específicos predominantes devem ser respeitados em cada fase do desenvolvimento.

A OMB destaca que a metodologia é baseada em seis pilares que devem ser trabalhados simultaneamente, mesmo quando aplicados em um quarto infantil. O cuidado é necessário para que as chances de alcançar um desenvolvimento completo aumentem.

A autoeducação é o ponto central, focado na capacidade de a criança aprender por si mesma, quando inserida em um ambiente adequado. Maria Montessori acreditava ainda na ideia de educação como ciência – segundo pilar do método –, estimulando a descoberta a partir de observações. O terceiro pilar é a educação cósmica, que busca despertar o interesse dos pequenos pelo mundo.

O quarto pilar considera como o ambiente bem preparado auxilia no aprendizado a partir de experiências físicas e psicológicas. O quinto pilar trata do adulto preparado, que também precisa estar disposto a se transformar a partir da convivência com as crianças. O último pilar é o da criança equilibrada e trabalha a importância de ofertar atividades diferentes conforme cada fase do desenvolvimento infantil.

O que tem no quarto montessoriano

No ambiente montessoriano, toda a decoração e a mobília são planejadas com foco no conceito de autoeducação. A criança é protagonista – não seus pais ou responsáveis – e desenvolve aprendizado por meio de seus intuitos. Para atingir tal objetivo, pode-se apostar em um quarto com diversidade de estímulos e texturas, que estimule a exploração do espaço.

É importante que o quarto da criança seja projetado para carregar suas personalidades e seus interesses do momento atual. Mesmo que a bagunça seja inevitável quando as crianças estão sozinhas, é necessário manter o espaço organizado. Uma forma é garantir que os objetos fiquem dispostos de maneira que a própria criança ajude a manter essa organização.

A cama infantil montessoriana é uma alternativa ao berço para facilitar a independência, desde que garanta a segurança. O móvel deve ser pequeno e próximo ao chão, para que a criança seja capaz de subir e descer sozinha. Alguns formatos lúdicos podem ser adotados, como a cama em formato de cabana.

Outra opção é montar uma parede funcional, com prateleiras na altura certa para guardar brinquedos, por exemplo. O papel de parede é uma dica de decoração para adotar diferentes tonalidades, estampas e texturas que estimulem a observação e criatividade da criança.

Na altura dos olhos, outros objetos podem compor o ambiente, como quadros, adesivos com desenhos de animais e livros infantis interativos.

Os brinquedos montessorianos têm função pedagógica e estimulam a descoberta do mundo por meio dos sentidos. Chocalhos de madeira, móbiles e brinquedos de montagem são alguns exemplos. O ideal é que a criança possa escolher quando brincar com cada um deles, por isso, vale mantê-los em um local apropriado e de conhecimento do pequeno.

São Paulo para crianças, Júlia Lima Guimarães


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