sexta-feira, 5 de setembro de 2014

“Robôs assassinos” poderão ser usados em guerras em breve

Representante da ONU disse que há uma preocupação com tais armamentos, mas que países devem concordar em proibi-los


A ONU realizou sua primeira reunião sobre a ameaça de armas letais autônomas no início deste ano e planeja realizar outra em breve

Do portal Terra

Robôs assassinos” programados para abrir fogo sem controle humano estão prestes a chegarem em campos de batalha pelo mundo, porém, as potências militares podem concordar em proibi-los, afirmou um alto funcionário da ONU. As informações são do The Telegraph. 

Angela Kane, representante da ONU para o desarmamento, disse que os governos devem ser mais abertos sobre os programas de desenvolvimento tecnológico, e favoráveis a uma proibição preventiva. “Qualquer arma de guerra é terrível e você pode chegar àquelas que não precisariam de intervenção humana. Eu penso que isto seria pior. Torna a guerra sem rosto e acho que deveria ser proibido... A decisão está nas mãos dos estados que têm a capacidade de desenvolvê-las”, defendeu.
No ano passado, o ministro conservador britânico, Alistair Burt, disse que, embora a tecnologia de armamentos autônomos possa ter implicações "terríveis", a Grã-Bretanha se reservava o direito de desenvolvê-los para proteger as tropas.
Assim, Kane conta que existe uma grande preocupação com a crescente automação que está acontecendo. “Basta pensar sobre esses carros de autocondução que vemos sendo testados nas estradas. Esse é apenas um pequeno passo para o desenvolvimento de armas que vão ser ativadas sem a intervenção humana. A guerra, em geral, está se tornando cada vez mais automatizada”, diz.
A ONU realizou sua primeira reunião sobre a ameaça de “armas letais autônomas” no início deste ano e planeja realizar outra em breve, ainda em 2014.
Segundo Kane, países em desenvolvimento estão preocupados com tais armamentos, que podem ser usados no seu território, assim como os drones que vêm sendo pilotados remotamente nos últimos anos.

BRASIL VOLTA A CAIR EM RANKING DE COMPETITIVIDADE

Da Época Negócios

QUEDA, SEGUNDO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL, REFLETE O ATRASO NA CONDUÇÃO DE REFORMAS IMPORTANTES

Documentos; Arquivos; Burocracia (Foto: Shutterstock)
O Brasil tem um dos Estados mais ineficientes, a segunda pior burocracia e apenas cresceu nos últimos anos à base do crédito e do boom de commodities. Agora, a falta de competitividade pode se tornar um "severo" problema para o crescimento da economia e só uma ampla reforma poderá tirar o país da crise.
O alerta é do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). A organização já anunciou que, para seu evento em Davos, na Suíça, em janeiro de 2015, quer a presença do vencedor da eleição presidencial para explicar o que será feito para tirar o país da recessão. O Fórum ocorre três semanas depois da posse no Brasil, em janeiro, e seria o primeiro palco internacional de um novo presidente ou de um segundo mandato de Dilma Rousseff.
A queda da competitividade da economia brasileira no cenário mundial, segundo o Fórum, reflete o atraso na condução de reformas importantes. O Brasil caiu da 56ª em 2013 para a 57ª colocação no Ranking Global de Competitividade 2014, que conta com uma compilação de 144 países. Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a economia brasileira está à frente apenas da indiana, 71ª colocada. A Suíça mais uma vez liderou o ranking. Em seguida vêm Cingapura, EUA, Finlândia e Alemanha. O único país da América do Sul à frente do Brasil é o Chile, no 33º lugar, e as últimas posições são ocupadas por Guiné, Chade e Iêmen.
Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral (FDC), instituição responsável pela coleta e análise dos dados do Brasil no levantamento, disse que a perda de uma posição não é significativa, mas alertou para o crítico movimento de perda de nove posições em dois anos.
"O ano de 2012 foi de crescimento da economia e oportunidades em relação à economia mundial, mas o Brasil não soube tirar vantagem dessa situação", observou. Para ele, aquele era o momento de o governo tentar resolver questões que remontam aos anos 1990, como levar adiante reformas dos sistemas tributário e trabalhista e simplificar o marco regulatório.
Arruda também afirmou que o Brasil precisa se comprometer com a elevação dos investimentos e melhora da infraestrutura do país. Ele lembrou que muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por exemplo, estão fora do cronograma inicial.
Ineficiência
De acordo com o ranking do Fórum, apenas a Venezuela tem um peso da regulamentação estatal mais nefasta que no Brasil. Para Beñat Bilbao, economista sênior da entidade, o problema é que o governo nem sequer conseguiu fazer as reformas estruturais que prometeu. "O Brasil desperdiçou o período de vacas gordas e não fez as reformas estruturais. Agora, será ainda mais difícil."
Na avaliação de Bilbao, um dos maiores problemas no Brasil é a ineficiência das instituições públicas. No ranking, o País está na 135ª colocação entre 144 governos em termos de desvios de dinheiro. Em apenas quatro países a confiança da população nos políticos é mais baixa que no Brasil e, dos 144 governos avaliados, o País está apenas na 137ª posição no que se refere ao desperdício de recursos.
"Não vimos avanços no que se refere à eficiência do Estado", alertou Bilbao, sobre os últimos anos. "Isso é fundamental para que o governo tenha a capacidade de reformar a economia." Além da questão da corrupção, o que pesa na avaliação do Fórum Econômico Mundial é o papel do Estado no funcionamento do mercado nacional. Para ele, é necessário que o Brasil se abra. "Isso geraria uma maior concorrência interna."
"O grande destaque deste ano foi a não ação", disse Arruda, da Dom Cabral. Mesmo com avanços em determinadas áreas, um país perde posições no ranking se outros obtiverem uma nota maior. Ele lembrou que o Brasil adotou medidas para simplificar os tributos sobre a folha das empresas e tentou reduzir a burocracia para abertura de negócios, mas países como Colômbia e México avançaram muito mais nesses tópicos.
A questão trabalhista foi o maior destaque negativo do Brasil, disse Arruda, lembrando que o tema teve avaliação crítica em vários indicadores. Em eficiência do mercado de trabalho, por exemplo, o Brasil caiu 40 posições desde 2012 (da 69ª para a 109ª, a maior variação negativa entre os 12 temas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Discurso inspirador de Chris Gardner




Neil Young - Over And Over (Video)


Os vampiros da esperança.


O Brasil acompanhou a tragédia que – alguns anos atrás - assolou o Estado do Pará: inúmeras pessoas utilizando-se de rituais satânicos, bruxaria e magia negra, seviciaram e assassinaram crianças indefesas. Um episódio terrível, dos mais covardes e abomináveis que a história recente registra.

No segundo semestre de 1993, Goiás também viveu um episódio semelhante, quando seis pessoas realizaram um ritual satânico com o sangue retirado da estudante Fernanda Militão, assassinada no dia 21 de maio, em Guapó, por Vicente Natal do Nascimento e João Maria Rocha Silva.

A feitiçaria é uma manifestação de origem religiosa e está presente de forma determinante em todas as culturas primitivas. A ignorância e o desconhecimento sobre as pestes, as doenças e os fenômenos da natureza, levaram o homem primitivo a elaborar um imaginário misterioso, onde povoavam demônios e potestades capazes de tudo, inclusive explicar o que a razão desconhecia.

Os hebreus incorporaram os demônios da antiga civilização mesopotâmica e os legaram aos cristãos modernos, para quem o diabo - Satã, Satanás ou Belzebu - e toda a sua corte seriam anjos rebelados contra Javé e expulsos do paraíso.

Na idade média a Igreja Católica chegou a criar um tribunal eclesiástico para julgar os que estigmatizava como hereges. Em 1484 o papa Inocêncio VIII introduziu o suplício e a tortura para extrair dos acusados de bruxaria a confissão que os redimiria. E três anos depois, em 1487, o dominicano Jakob Sprenger publicou Malleus maleficarum - O martelo das feiticeiras -, que se constituiria no abecedário, na cartilha e manual que conduziria a rotina de insanidades dos inquisitores – tudo em nome de Deus.

Uma das características deste tribunal de inquisição eram os processos sumários. Mulheres, crianças e escravos eram estimulados a dele participar como testemunhas de acusação, mas jamais de defesa. A delação, sobretudo de parentes e amigos, ensejava para os acusados benefícios de toda ordem, inclusive o perdão. Às execuções promovidas pelo Santo Ofício em que as vítimas eram queimadas em fogueiras dispostas em praças e logradouros públicos, denominavam-se autos-da-fé.

Em Lisboa, na torre do Tombo estão registrados quase 40 mil processos deste tipo. Antônio José da Silva, o Judeu, nascido no Rio de Janeiro no ano de 1705, e nome dos mais significativos na dramaturgia de língua portuguesa, foi queimado no fogo da santa igreja católica no ano de 1739, em Portugal.

Ao contrário destes casos recentes que tem pontuado a realidade brasileira, grande parte dos processos do Santo Ofício se prestavam à perseguição religiosa – no caso contra os judeus e muçulmanos – e, sobretudo, à perseguição política.

A reação científica e filosófica contra estas crenças supersticiosas se origina a partir do séc. XVII, se robustece com o Iluminismo e o desenvolvimento da psiquiatria, também com a influência dos racionalistas como Descartes, Voltaire e D`Alembert; e com as ideias que acompanharam a Revolução Industrial.

Atualmente estas práticas remanescem isoladamente e invariavelmente, de tempos em tempos, ocupam as páginas policiais dos jornais, como a mostrar o quanto a modernidade mantém-se vinculada à barbárie de nossos antepassados.

Desde sempre, estas práticas primitivas tiveram como essência o exercício da influência e do poder, seja sobre o Estado, seja sobre o próximo, ou seja ainda sobre os fenômenos da natureza.

Hoje, setores da intelectualidade criaram um racionalismo funcional que regula a existência do Estado, e mantém sob controle as válvulas de pressão para que as transformações ocorram na casca e a substância não seja alterada.

Os fenômenos da natureza são – cada vez mais – tratados pela mais fina tecnologia, com a utilização intensiva de satélites, pesquisas efetuadas no espaço sideral, e estudos cosmológicos. Já as relações de dominação sobre o outro, que no passado – de forma predominante – passavam por pactos com o diabo, deitação de cartas, prestidigitação efetuadas por feiticeiros e embusteiros de adivinhações e malefícios, são hoje substituídas ora pela sutileza dos acordos sociais, ora pela mesquinhez, pela ideologia do controle das massas, pela hipocrisia reluzente dos discursos bombásticos, perfeitos na poética, mas desprovidos de conteúdo. E tudo potencializado pela propaganda e pela onipresença da mass media.

Nas relações interpessoais diuturnamente nos deparamos com esse tipo de pessoas. As que justificam o Estado mantenedor de privilégios para os poucos iluminados. As que referendam as práticas calcadas na dominação e opressão. As que entoam a cantilena de que os fins justificam os meios. Na escola ou no trabalho lá estão elas, sempre bem falantes, bem sucedidas na vida, com um rosário de vantagens pregressas, ou providenciais “desvantagens” como: “já fui engraxate”; “já vendi picolés e quitandas para sobreviver”, “tive uma infância pobre”, e coisas do gênero. Circundam-nas um mar de mentiras e falsidades. A produção por elas obtida se circunscreve ao superficial e volátil, ao periférico, a nada que guarde semelhança com o estrutural, que sequer tangencia o que de fato importa. Neste ambiente impera a intriga e o perjúrio. A fofoca e a versão tem mais sentido que os fatos. As relações são ancoradas pelo que há de mais fugaz: a vaidade. Neste contexto o outro só existe enquanto escada, trampolim, instrumento, ou obstáculo a ser suprimido. Esta categoria de pessoas só são visíveis integralmente, sem os invólucros, quando conquistam o poder. Basta presenteá-las com uma porção, ainda que diminuta de poder, e ei-las, desnudas, se mostrando por inteiro, sem as inúmeras máscaras; exalando o cheiro nauseabundo da decomposição. Lobo em pele de cordeiro.

Para conquistar espaço social e poder, alguns ainda acorrem à magia e à feitiçaria dos tempos da barbárie, distúrbios que a civilização dos tempos modernos procura resolver através da psicanálise, da psicopatologia e do conjunto das ciências médicas e sociais.

O universo em que se encerra a sociedade tem uma amostragem no ambiente escolar, acadêmico e do serviço público. As relações de dominação são reproduzidas em menor escala, mas a resultante não se apresenta de menor intensidade. Como tornar harmônicas e produtivas as relações na escola, na academia, nas organizações privadas e estatais se, as que se verificam no universo social são pautadas pela violência e autoritarismo. Este é um senhor desafio.

Na Educação, a relação educador-educando se torna extremamente delicada, haja vista a função exercida pelo professor que o coloca - no mínimo, numa posição destacada e privilegiada.

Já deveria estar longe o tempo do professor senhor da vida e da morte, conhecedor de tudo e de todos, imperador do saber e dos caminhos, olhando de soslaio e com desdém o conhecimento incorporado pelo aluno. Deveria, mas não está. Grandes avanços foram verificados, mas infelizmente estas situações ainda persistem.

Se o bom educador é aquele capaz de se situar ao lado e não acima do educando, como ignorar que o saber do aluno se constitua num dos insumos capazes de levar ambos a um patamar superior, espaço onde deverão interagir todos os diferentes tipos de conhecimento: o produzido pelas sucessivas e interpenetradas fases da vida – infantil, juvenil, adolescente, adulto e senil; o elaborado no espaço comunitário, o construído nas relações familiares, os obtidos na pesquisa empírica, científica, na lida acadêmica, ... Importa perceber que tanto o conhecimento do professor quanto o do aluno são importantes, na exata medida em que um será incapaz de desenvolver sem a presença do outro; que ambos são re-elaborados a cada encontro. É deste ciclo dinâmico, deste choque de saberes e vivências que se nutre o conhecimento transformador, o que substancia um futuro mais qualificado. E não vai aqui nada que se assemelhe ao democratismo, à libertinagem: o professor não pode abrir mão de sua autoridade, mas no exato limite do respeito para com o educando.

Com as devidas adaptações esta realidade se reproduz na instituição pública, conformando a relação dos servidores públicos entre si e destes com os demandantes dos serviços, a comunidade.

No Brasil, os demônios mais representativos em cultos de origem africana são os Exus e entre os de origem indígena, o Anhangá e o Jurupari. Mas na educação e na gestão pública existem demônios infinitamente mais devastadores: é o professor e o gestor público democratistas, aquele que tece loas à liberdade mas tão somente para escamotear sua verve autoritária; aquele que se faz de bonzinho e popular, mas que se desmascara ante um naco qualquer do poder; aquele que se apropria do patrimônio público... Portanto nos lambuzemos da mais absoluta liberdade democrática, do permanente combate aos dogmas e paradigmas, do mais absoluto amor ao outro, e estaremos varrendo da face da terra estes vampiros de nossos sonhos e esperanças.

Antônio Carlos dos Santos, criador da metodologia Quasar K+ de Planejamento Estratégico e da tecnologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.


Crianças inglesas passam a ter aulas de programação a partir dos cinco anos

Da BBC Brasil
Max | Foto: BBC
Max sabe programar desde os seis anos de idade e gosta de pensar em ideias para 'ajudar o mundo'
Max, de 10 anos, tem uma rotina diferente da maioria dos garotos de sua idade.

"Chego em casa da escola, como e depois começo a programar. Depois durmo e começo tudo de novo no dia seguinte", diz.
Max aprendeu a criar programas de computador e sites há quatro anos, depois de ganhar um computador de sua mãe e diz que isso hoje é uma parte muito importante de sua vida.
"Você pode fazer muita coisa com a programação. Programar te ajuda a pensar fora da caixa. Gosto de pensar em ideias que podem ajudar o mundo."

Vida moderna

Em breve, as escolas inglesas poderão ter muitos mais meninos e meninas como Max.
Desde segunda-feira, crianças a partir de cinco anos de idade têm aulas de programação nas mais de 160 mil escolas primárias do país.
A mudança faz parte de uma série de alterações no currículo escolar que acabam de ser colocadas em prática na Inglaterra.
Segundo o Departamento de Educação, o objetivo é preparar as crianças para a vida moderna.
"Elas precisam aprender o básico de áreas chave, que são as mais valorizadas por universidades e empresas", disse uma porta-voz do governo.

'Rigoroso e envolvente'

Voltado para alunos de até 14 anos de idade, o novo currículo foi descrito pelo primeiro-ministro Gordon Brown como "rigoroso, envolvente e difícil".
O ex-secretário de Educação, Michael Gove, disse que estas alterações eram necessárias para que a Inglaterra estivesse à altura dos mais bem-sucedidos sistemas educacionais do mundo.
O novo currículo dá mais importância a habilidades como "redação de teses, resolução de problemas, modelagem matemática e programação".
Gordon Brown Foto: PA
Governo quer preparar alunos para a 'vida moderna'
Russell Hobby, secretário-geral da Associação Nacional de Professores, diz que os mestres se prepararam ao longo do último ano para ensinar o novo currículo, mas que pode haver certa dificuldade em áreas como matemática, na qual os tópicos mais avançados podem ser de difícil compreensão para os alunos mais novos.
"Um dos erros do novo currículo é que ele está sendo implementado todo de uma vez", diz Hobby.
"Em matemática, é preciso aprender um conceito básico antes de ir para os mais avançados. Agora, há crianças que não terão aprendido o básico antes de terem que aprender os conceitos avançados."
Também haverá, por exemplo, mudanças nas aulas de inglês. Alunos de até 14 anos terão de ter estudado ao menos duas peças de Shakespeare. Em ciências, haverá aulas sobre mudanças climáticas.

Inovação

O novo currículo ainda traz duas grandes novidades. Os estudantes passarão a ter aulas de tecnologia e design, em que aprenderão sobre inovação e indústrias digitais, com aulas de impressão 3D e robótica.
E também haverá, é claro, as novas aulas de programação. Os alunos com idades entre cinco e sete anos aprenderão a escrever códigos de programação, a entender o que são algoritimos e a criar programas de computador simples.
Aos 11 anos, eles deverão ser capazes de "elaborar, usar e avaliar abstrações computacionais que modelam o comportamento de problemas do mundo real e físico".
Max está animado com a mudança, porque considera as aulas de computação atuais nada estimulantes.
"Hoje, numa escola normal, se aprende a usar o Word. Isso é besteira. Você nunca vai usar o Word uma profissão. Quem fez o Word sabe programar", diz Max.

"Se várias outras crianças começarem a programar, a competição pelo trabalho de programador vai aumentar, mas isso é uma coisa boa, porque significa que mais gente estará trabalhando nessa área."

Universitários fazem curso técnico em busca de emprego

Ruth Costas, da BBC Brasil
Tábata Martins ficou com medo de não conseguir trabalho apenas com o curso de Artes
Universitários e profissionais com curso superior já procuram cursos técnicos como uma forma de tentar garantir um lugar ao sol no mercado de trabalho.

É esse o caso de Tábata Martins, de 19 anos. Sua família queria que ela fizesse Direito mas Tábata decidiu "seguir o coração" e entrou na faculdade de Artes na PUC.
"O problema foi que quando passei a conversar com meus colegas sobre o mercado para essa área me bateu aquela insegurança, um medo de ficar sem emprego", conta ela.
A solução foi se matricular em um curso técnico de Design Gráfico.
"Não adianta ter teoria ou saber desenhar – me disseram que para arranjar trabalho na área eu teria de dominar as técnicas de desenho no computador e é o que estou tentando aprender", conta a jovem, que agora sonha em trabalhar em um estúdio de quadrinhos.
Paloma Cristina dos Santos é outro exemplo. Ela já fazia o curso superior de enfermagem, de cinco anos, na Faculdade Anhanguera, quando se inscreveu em um curso técnico de Enfermagem, de um ano e meio, na mesma área para poder "começar a trabalhar logo".
"Não dá para esperar cinco anos. Quero ver o quanto antes como é o dia-a-dia da profissão", diz ela. "Além disso, no momento há mais emprego para técnico em enfermagem que para enfermeira formada."
Edna Aparecida de Oliveira, estudante do curso superior de Fisioterapia, está cursando o técnico de Massoterapia para trabalhar como autônoma enquanto termina os estudos.
Claudineia Almeida e Paloma Cristina dos Santos (Foto BBC)
Paloma Cristina (dir) resolveu fazer um curso técnico para começar a trabalhar o quanto antes
Já Rodrigo Fujita, estudante de engenharia, vê no curso de técnico em eletro-eletrônica uma forma de começar a construir uma carreira.

"A ideia é tentar entrar em uma empresa como técnico - o que é mais fácil - e depois que conseguir meu diploma de engenheiro, crescer lá dentro", diz.

Empregabilidade

Entre os fatores que parecem ter influenciado esses alunos a tentar "acumular" certificados técnicos com o diploma de curso superior está, primeiro, a questão da empregabilidade.
Uma pesquisa recente da Consultoria ManpowerGroup, por exemplo, concluiu que os cargos técnicos e de profissionais com habilidades técnicas específicas estão entre os postos que as empresas mais têm dificuldades para preencher hoje no Brasil.
"Esse é atualmente um dos grandes gargalos da economia brasileira – e quem investir nas qualificações e habilidades técnicas certas vai encontrar muitas oportunidades no mercado", diz Marcia Almstrom, diretora de RH do ManpowerGroup Brasil.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O discurso inspirador de Steve Jobs




Neil Young - My Heart (Video)


Doutores em pedofilia




A sociedade brasileira forjou, ao longo de sua história, duas grandes academias. Uma é a escola formal, destinada a produzir, reproduzir e disseminar o conhecimento, um tipo de saber que arremessa a humanidade em direção ao desenvolvimento e ao progresso. Mas infelizmente existe uma outra, a escola das ruas, um certo tipo de ‘academia’ que em outros tempos, teve lá a sua importância relativa, mas que hoje, constitui-se inequivocamente em universidade e centro de excelência para a titulação da bandidagem, o doutoramento de pedófilos, a modernização do tráfico de entorpecentes, a sacralização de tudo o que alguns preferem denominar ‘inferno’. E o regozijo de setores da intelectualidade tergiversam sobre a barbárie e acalantam tê-la como fonte de qualidades e virtudes.

Num passado que já vai longe, as ruas – em que pesem os riscos e perigos sempre presentes - descortinavam, ou insinuavam pelo menos, um segundo cenário, envolto numa áurea de romantismo, inspirando espíritos aventureiros, desbravadores, conquistadores. Mas nos dias de hoje, as ruas perderam quase tudo o que havia de encanto e, só muito raramente, quase no limite das impossibilidades, apresentam-se como um espaço saudável e produtivo para as crianças e a nossa juventude.

Tão logo emerge da hibernação, ainda na fase da amamentação da cria recém-nascida, a mãe-ursa passa a conviver com seu maior temor: encontrar um urso-macho, quem sabe o próprio macho que a engravidou, que não relutará em avançar sobre o pequeno e frágil filhote para devorá-lo, saciando a fome de seis meses.

O reino animal é assim. Pais que deveriam proteger os rebentos são os primeiros a extrair-lhes todas as possibilidades. E, em não poucos casos, o que os brasileiros têm construído neste país continente não difere muito do mundo selvagem. As ruas comprovam isso um dia sim e o outro também. Em tempo algum nossas ruas estiveram tão sintonizadas com as variações dos termos selva, selvagem, selvageria.

Nos núcleos urbanos a violência fincou âncoras em todos os quadrantes. Está presente nos lares, nos locais de trabalho, nas escolas, nos espaços de convivência, nos centros religiosos. Espaço algum escapa de seus inumeráveis tentáculos. Mas é na rua que a violência encontra um dos seus campos mais propícios, um de seus terrenos mais férteis.

Um outro campo, um outro território aonde a violência tem plena guarida compõe-se de gabinetes refrigerados, instalações e organizações estatais e paraestatais que trataram de volatizar os limites entre o público e o privado, diluindo-os no jogo de interesses rasteiros, no tráfico das mais infames influências, na volúpia da corrupção e das propinas.

No Brasil de hoje envergonha a tênue linha que separa o certo do errado, o justo do injusto, a ética da gatunagem explícita. E é neste espaço cinzento, cendrado e sombrio que nossas escolas formais agonizam, numa crise típica de moribundos que aguardam o sacramento da extrema-unção.

Enquanto as ruas se aperfeiçoam, se aprimoram, se qualificam para ensinar mais e melhor o que não presta, nossas escolas fragilizadas, depauperadas, agonizantes, sem viço e brilho, ensinam pouco, muito menos que deveriam. Enquanto as ruas exibem a exuberância do ensino-bandido, as escolas exibem a mediocridade do ensino-desastrado, do ensino-ineficaz.

Nossas escolas formais deveriam alfabetizar, ensinar os alunos a interpretar e efetuar operações de cálculo, habilitando-os a receber os conteúdos que serão apresentados nas fases seguintes. Mas, desde a pré-escola, parece que os parâmetros flexionaram e os professores agora se esmeram em incutir no estudante o paradigma que navega na crista da onda: “engajamento social”. Esse é o paradigma, essa é a palavra de ordem.

Raios! Nossas crianças e nossos jovens não sabem interpretar um texto trivial, sequer dominam as operações matemáticas, apresentam as piores notas nas avaliações internacionais para medir o conhecimento acumulado, mas quando se trata do quesito “engajamento social”, estão mais que antenados, seja lá o que signifique a destemida expressão.

Pouco tempo atrás questionaram uma professora do ensino fundamental que resolveu ensinar a seus alunos nada mais nada menos que a ciência dos palavrões. E assim se defendia a educadora revolucionária: “se a escola não ensina palavrões aos alunos, quem o fará”?

Os pais dos alunos da engajada professora verificaram que seus filhos não sabiam ler, escrever, calcular e muito menos interpretar pequenos e singelos textos. Não aprenderam na escola. Mas na escola aprenderam o significado de todos os palavrões, seus cadernos tornaram-se dicionários das palavras malditas, das mais sutis às cabeludas como as caranguejeiras.

Beber leite e chupar manga seria um bom mote para aulas de nutrição, de biologia, de ecologia, de saúde, de química, e de inúmeras outras disciplinas, inclusive geografia e matemática. Todavia, a professora adepta da pedagogia das ruas optou pelo que deveria ser uma aula de educação sexual, mas que pela banalidade e vulgaridade, reduziu-se a uma “aula” de e sobre cafetinagem e depravação.

Então ficamos assim: os professores remunerados para ensinar conteúdos pedagógicos, ensinam as ‘artes’ das ruas; enquanto os bandidos e traficantes cuidam de fazer às vezes da escola formal, ensinando leitura, interpretação de textos e operações de cálculo. Ou alguém acredita que a malandragem pode prescindir do conhecimento acadêmico e científico. Sendo assim, como se sairiam com os balanços contábeis das fortunas geradas pelo tráfico de drogas e entorpecentes? Como se sairiam com a complexidade das operações bancárias, das intrigadas tecnologias para a indústria da lavagem de dinheiro, da ciência de desbravar os mais promissores paraísos fiscais, das espertezas, indolências e cafumangos dos que se divertem com a língua, apelidando o mensalão e o achaque aos cofres públicos de caixa dois?

Ainda que fragilizadas, esgotadas, carcomidas nas entranhas, acreditam os pais que nossas escolas constituem um abrigo seguro, um bunker, uma casamata onde os filhos mantêm-se protegidos dos perigos das ruas.

Tratem eles de manter rigorosa vigilância sobre os políticos que elegeram, caso contrário, nem para esse papel a escola se prestará mais.

Felizmente, cresce o número dos que se indignam com a situação do país. E indignar é o primeiro passo para que a nação se mobilize, para que os brasileiros promovam as transformações capazes de nos assegurar um lugar dentre os países desenvolvidos, um lugar privilegiado no século XXI, um lugar onde caibam todos os nossos sonhos e esperanças.

Antônio Carlos dos Santo, criador da metodologia Quasar K+ de Planejamento Estratégico e a tecnologia de produção do Teatro Popular de Bonecos Mané Beiçudo


O segredo para não desanimar mesmo quando tudo dá errado

O sucesso pode vir de um fracasso, desde que não se perca o entusiasmo, diz especialista

Da revista Exame.com

O segredo para não desanimar quando tudo está dando errado
Respondido por Henri Fernandes Cardim, especialista em coaching
Atualmente, um dos problemas que muitas pequenas empresas enfrentam é a falta de motivação. A grande dúvida é o que fazer para que os colaboradores não percam o ânimo. Devemos sempre lembrar a etimologia da palavra, ou seja, motivo para ação.
Levantar pela manhã apenas para ganhar dinheiro é pouco, e impor metas pode ser um fator automotivador, já que a própria pessoa é a única responsável por sua motivação.
O segundo passo é se cuidar, pois o corpo será usado como ferramenta de trabalho e, sem saúde não é possível realizar sonhos e metas, nem ser ou fazer alguém feliz. Logo, alimentação adequada e prática de exercícios físicos são primordiais.
O tempo é o terceiro fator e desperdiçá-lo é também perder parte de vida. A disciplina de uma agenda pode ajudar a dividir e ter mais controle. Não existe falta de tempo, o que existe é falta de prioridades.
A quarta dica é honrar acordos. Não há relatos de sucesso sem disciplina e ser regrado ajuda a manter a equipe segura. Honrar o que prometeu deixa todo mundo mais estimulado a prosseguir.
Planeje-se avaliando se os itens lhe dão prazer ou dinheiro. Faça um exercício de se imaginar onde deseja chegar e lembre-se que o sucesso pode vir de um fracasso, desde que não se perca o entusiasmo. 
Henri Fernandes Cardim é consultor de negócios, professor universitário e está à frente da HFC Consultoria & Treinamento. 
Máquinas detectam ondas cerebrais e transformam os sinais em frases e comandos no computador




Do portal Terra
Um grupo de pesquisadores usou apenas o poder da mente - e uma tecnologia avançada - para redigir e enviar um e-mail diretamente da Índia para um voluntário na França. Eles garantem que, em breve, todos vão poder enviar e receber mensagens "telepaticamente". As informações são do Daily Mail.
Segundo a publicação, estão sendo criadas máquinas que detectam ondas cerebrais e transformam os sinais em frases e comandos no computador. A tecnologia é baseada na técnica chamada de eletroencefalografia.
A pesquisa foi desenvolvida em uma parceria entre a Universidade de Barcelona (Espanha), a Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), o Instituto Starlab Barcelona (Espanha) e a Companhia Axilum Robotics (França). 
No teste inicial, um voluntário na Índia usou apenas a força do pensamento para enviar um "olá" para o seu computador. A máquina - que possui uma espécie de "cérebro eletrônico" - decifrou a mensagem e criou o e-mail, que foi enviado para outro computador, localizado na França. O computador que recebeu a mensagem também possui um "cérebro eletrônico", que decifrou a saudação e enviou para a mente do receptor, outro voluntário. 
Nos demais testes, os cientistas garantiram que houve apenas 16% de erro nas mensagens. Segundo eles, haveria uma concentração de 5% do lado da codificação e cerca de 11% sobre a decodificação. Os estudos continuam e ainda não há um prazo para que a pesquisa seja concluída.

Sony Digital Paper já está disponível nos Estados Unidos

sony-digital-paper

Por Ronaldo Gogoni, no Meio Bit. Tecnologia da Informação
Vocês se lembram quando no ano passado a Sony demonstrou no Japão o Digital Paper, uma espécie de tablet ultrafino de 13 polegadas que permitia edição de PDFs de forma fácil, principalmente porque ele reconhece a escrita do usuário da forma mais fluída possível? Não demorou muito tempo a empresa japonesa o lançou oficialmente, embora tenha fixado um valor de absurdos US$ 1.100,00 por ele.
Pois bem: como quem não quer nada a Sony começou a vendê-lo online, embora tenha o voltado espertamente para profissionais.
Sob meu ponto de vista, se relevarmos o custo escalafobético do tablet com tela e-ink, o Digital Paper é um produto interessante porque ele reconhece a escrita de modo extremamente natural: é possível apoiar seu braço sobre sua tela e escrever, e o gadget só reconhecerá a caneta. Para acadêmicos ele seria extremamente útil, pois eliminaria a necessidade de carregar inúmeras apostilas, cadernos e canetas: um Digital Paper e arquivos .PDF serão tudo o que você vai precisar, e o formato A4 permite que ele seja confortável e ideal para estudos e trabalho. Não é um tablet, é uma ferramenta dedicada que pode salvar a barra de muita gente. Fazer anotações em livros, escrever notas, copiar a matéria do professor, escrever partituras… tudo de forma simples e graças à tela e-ink, com extrema naturalidade.
Claro, há limitações. Embora a Sony finalmente tenha aberto mão de seus malditos formatos proprietários, o Digital Paper só reconhece PDF — portanto para usá-lo como um e-reader, será preciso converter seus livros (desde que eles não possuam DRM). Outra: dado o preço elevado o Digital Paper foi direcionado a profissionais de direito, educação e entretenimento, como o hotsite deixa claro. Isso posto, a Sony não está oferecendo suporte ao consumidor final. E por fim, as entregas são restritas aos Estados Unidos.
Portanto, se você acha que ainda assim vale a pena gastar US$ 1.100,00 num e-reader profissional, vai fundo. É só seguir este link e se informar onde e como adquirir um.
Fonte: Sony.

Segmento eólico vai investir R$ 15 bi no Brasil em 2014

Estima-se que, em dez anos, energia eólica corresponderá a 11% da matriz brasileira

Estima-se que energia eólica corresponderá a 11% da matriz energética brasileira em dez anos
Estima-se que energia eólica corresponderá a 11% da matriz energética brasileira em dez anos (Cristiano Mariz/VEJA)
Da revista VEJA
O segmento de energia eólica vai investir cerca de 15 bilhões de reais no país neste ano. E a perspectiva é manter esse patamar de investimentos nos próximos anos, incluindo a participação nos leilões de energia promovidos pelo governo, de acordo com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia Melo. Em dez anos, a energia eólica deve corresponder a 11% da  matriz energética brasileira, segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Para Elbia, um dos maiores desafios do setor no Brasil é o desenvolvimento da cadeia produtiva para garantir o andamento dos projetos e manter o índice de nacionalização, critérios básicos para conseguir financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela concorda com as exigências, mas lembra que a cadeia produtiva tem que evoluir rapidamente para que os projetos possam entregar a energia contratada nos leilões. "É um desafio que chamamos de emergencial. Temos que fabricar equipamentos. O adensamento da cadeia produtiva talvez seja hoje o ponto de maior atenção."
O chefe do departamento da área de operações industriais do BNDES, Guilherme Tavares Gandra, explicou que o critério foi adotado em 2012 dentro da modelagem dos financiamentos para incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. "Desde o início da metodologia, temos cerca de 22 novas unidades industriais e 15 expansões. Estamos falando aqui de 37 projetos de investimentos", diz.
Na avaliação de Elbia Melo, com a diversificação da matriz energética brasileira que já está acontecendo, a tendência é a redução da participação das hidrelétricas e de aumento das fontes renováveis no futuro. "Nesse processo, a energia eólica é a atriz principal. Ela vai ser rapidamente a segunda fonte a participar da matriz. Do ponto de vista da oferta, nós não temos problema em termos de potencial. O setor eólico está em um momento virtuoso e vai continuar nesta trajetória, tendo em vista a base que a indústria construiu no Brasil", explica.
Segundo a presidente da Abeeolica, um fator importante que será trabalhado neste momento é encaminhar ao governo o pedido de escalonar as entregas de energia do que foi vendido nos leilões. "Essa é uma demanda importante que a indústria vai levar para o governo. Não fica em um período único e as fábricas têm tempo de programar a sua produção", diz.
(Com Agência Brasil)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dentro dos EUA, Reino Unido seria o 2º estado mais pobre

Usando a medida de paridade de poder de compra, Reino Unido só é mais rico que o Mississippi e seu PIB per capita é a metade de lugares como o Alasca

João Pedro Caleiro, na Exame.com
Oli Scarff/Getty Images
Homem entrando na estação de Metrô de Old Street, em Londres, na Inglaterra
Homem entrando na estação de Metrô de Old Street: área na cidade de Londres foi batizada de "Tech City"
São Paulo - Imagine que por algum acidente político ou geográfico, o Reino Unido saísse da União Europeia e se juntasse aos Estados Unidos.
Este 51º estado hipotético seria o 2º mais pobre do país, atrás apenas do Mississippi, de acordo com Fraser Nelson, editor da revista Spectator.
Para chegar a esta conclusão, ele pegou o PIB de cada estado americano e dividiu pela população local - chegando ao PIB per capita - e fez o mesmo com os dados do Reino Unido.
Até aí, nenhuma novidade. A diferença é que Fraser ajustou estes números pela paridade de poder de compra, um método comum em cálculos internacionais como o índice Big Mac.
O PPP usa com base não o câmbio de mercado e sim uma taxa que equaliza o valor relativo de uma cesta de produtos como se eles estivessem em uma mesma moeda. A ideia é avaliar o volume de bens e serviços e o poder de compra real da população local sem levar em conta se a moeda é fraca ou forte.
E com esse método, o PIB per capita do Reino Unido é de US$ 36 mil, acima apenas do Mississippi (US$ 35.157) e menos da metade dos estados mais ricos: Alasca (US$ 80.741), Wyoming (US$ 77.974) e Dakota do Norte (US$ 77.868).
Fraser refuta a tese de que o PIB por pessoa não é uma boa medida já que a desigualdade nos Estados Unidos é maior que no Reino Unido.
Ele mostra um gráfico comparando as duas populações em diferentes faixas de renda: os americanos saem na frente em todas, com exceção dos 5% na base da pirâmide - que são menos pobres no Reino Unido que nos EUA. 
O site da revista TIME criticou Fraser por não ajustar o poder de compra entre os estados, mas ele rebateu dizendo que isso não muda a conclusão e só deixaria o resultado ainda mais extremo, já que os mais pobres tem um custo de vida menor que a média.
A Forbes fez esse ajuste e descobriu que o Reino Unido seria, na verdade, o estado americano mais pobre - atrás até do Mississippi.

Discurso inspirador de Jim Carrey


Neil Young - Harvest Moon


A frieza que tomaram emprestada dos serial killers.


Como - em pleno século XXI – pode o analfabetismo estar tão entranhado entre nós?

Como é possível a chaga devassar de tal forma a alma nacional, envergonhando, prostrando e humilhando a nação?

Estamos adentrando o futuro com milhões de brasileiros amargando a situação de analfabetos. E que fique claro, não estou me referindo aos analfabetos funcionais.

O último relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) registra o Brasil ocupando o 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Este estudo da ONU adotou na pesquisa um universo de 150 países.

Por outro lado, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2012 e divulgada em setembro do ano passado – portanto, os mais recentes dados disponíveis – revela o número ignominioso: a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos no país.

Estima o IBGE que a população brasileira gire em torno de 202 milhões de habitantes. Sendo assim, a conta expressa uma realidade insuportavelmente medonha, de toda inaceitável. Admitir com naturalidade que tantos milhões de brasileiros estejam distantes da leitura crítica, estejam ao largo da cidadania, estejam ainda sob os grilhões do obscurantismo é admitir que o destino nos reserva a banalidade, a pequenez, é admitir que estamos fadados à mediocridade e ao subdesenvolvimento. Não se trata de negar o obvio ou ignorar a realidade. Ao contrário, trata-se de reagir, resistir, protestar, não com a naturalidade dos néscios, dos hipócritas, e sim com a indignação dos justos, com a revolta incontida das pessoas de bem, com infinito desprezo para os que cuidam de perpetuar um cenário tão bizarro e nefasto.

É difícil acreditar, mas, dos mais de 5.500 cidades brasileiras tão somente 64 podem ser consideradas livres do analfabetismo. Conseguiram índices similares aos dos países desenvolvidos. Custa reconhecer, mas, do total das urbes brasileiras, apenas 1% das cidades conseguiram enfrentar e resolver o problema. O restante do país, 99% dos municípios tupiniquins são, no mapa, como manchas indeléveis, máculas de vergonha e tragédia, território disforme estigmatizado pela brutalidade da chaga medieval.

Este é um problema - um dos mais graves – cuja solução não pode ser postergada. Qualquer governo que se preze deveria tomá-lo como estratégica. Equacionar e resolver esta questão deveria figurar como ponto de honra, ainda que para isso fosse necessário mobilizar a nação num esforço de guerra. Para que o país consiga dar vazão e curso ao desenvolvimento devemos erradicar o analfabetismo, dobrá-lo, colocá-lo de joelhos numa batalha sem tréguas, sem clemência.

Se este é um discurso na boca de todos - ou pelo menos de muitos - a aplicação, a prática tem sido exercida por muito poucos, quase ninguém. Neste ponto, a distância entre teoria e prática tem se mostrado imensuravelmente dolorida.

Aliás, associar teoria à prática tem sido desafio perene, onipresente para os brasileiros. Às vezes a teoria galopa um cavalo árabe, um corredor invencível, enquanto a prática se ajeita num pachorrento burro de carga. Outras vezes, é o contrário que se verifica, e a prática avança léguas deixando a teoria lá atrás, submersa numa nuvem densa de poeira. Parece que um dos fundadores de Pindorama, só para azucrinar nossas vidas, besuntou a teoria com óleo e a prática com água, de modo que misturar os dois passou – dentre nós - à categoria das impossibilidades físicas.

Políticos e autoridades que cultuam a ética costumam esculpir suas obras em rocha. Por isto são reconhecidos pelos contemporâneos e pelos que só viverão nos séculos seguintes. Deixam saudades. Já os que permitem que milhões e milhões de brasileiros amarguem – em pleno século XXI – a escuridão da idade média, são loquazes, prolixos e escondem por detrás de olhares candidamente doces a frieza que tomaram emprestada dos serial killers. Enganam-se, portanto, os que acreditam que esses porcalhões entalham suas obras em água ou em vento. Não. Utilizam uma rocha ainda mais dura, porque o mal que perpetram atravessará muitos séculos à custa da dor, do sofrimento de milhões de brasileiros. A história os tem como os senhores da miséria.

Antônio Carlos dos Santos: criador da metodologia Quasar K+ de Planejamento Estratégico e da tecnologia de produção de teatro popular Mané Beiçudo.

  

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Comercial institucional - saúde:: Síndrome de Dawn



Neil Young - Heart Of Gold (Live at the BBC 1971)



Quando o passado avança sobre o presente


“O orçamento nacional deve ser equilibrado.
As dívidas públicas devem ser reduzidas.
A Arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.
Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a nação não quiser ir à falência.
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública”.


Um bom desafio para o leitor seria procurar descobrir a autoria dos ensinamentos acima alinhavados, e – não fosse desafio demais – tentar também esquadrinhar o período da história em que foi gerado.

É que o diminuto texto resume um compêndio de política e economia, e em tão comedidas palavras encerra o grosso da dimensão que norteia as relações entre o Estado nacional e seus cidadãos.

A primeira linha dos dizeres explicita a necessidade de dar equilíbrio ao orçamento da nação. Sabemos hoje que a peça orçamentária é obra de ficção. E da mais folhetinesca das novelas. Muito mais parecida com uma teledramaturgia mexicana que com um épico de Shakespeare.

O orçamento público hoje convertido em lei é uma obra-prima em se tratando de aspectos formais. Para sua elaboração há uma complexa teia de regras e normas que demandou a formação de especialistas para lidar com este novo universo criado pela burocracia. Mas, infelizmente, muito pouco tem a ver com as verdadeiras expectativas da população.

Mesmo o que se apresenta como um avanço e aprimoramento da democracia, o denominado orçamento participativo, bastante difundido por algumas prefeituras do PT e PSDB, discute algo em torno de apenas 20% dos recursos globais, haja vista que os outros 80% são despesas contingenciadas, transferências constitucionais, serviços da dívida etc. e etc., componentes aos quais as assembléias populares não têm acesso.

Por isso, o termo orçamento equilibrado ao qual se refere nosso autor, tem a ver não só com o fato de a despesa estar compatível com a receita, mas também em equilíbrio com as reais demandas sociais.

Na linha seguinte, nosso autor – ainda desconhecido – registra a necessidade de reduzirmos as dívidas públicas. É por demais evidente que todo sistema ou subsistema estatal que não monitore adequadamente a expansão de sua dívida, enfrentará, celeremente, cenários catastróficos que poderão levar à sua completa insolvência.

A economia brasileira figura entre as mais pujantes do mundo. Apresenta uma vitalidade que causa espanto e inveja em muitos. Mas esta robustez econômica convive lado a lado com indicadores sociais deploráveis, alguns dos piores do mundo civilizado. A concentração de renda é de causar vergonha ao mais insensível dos mortais. Este quadro faz com que tenhamos milhões de brasileiros sem acesso sequer a um prato de comida. Vinte e cinco por cento da população são constituídos de subnutridos. Este é definitivamente um cenário inaceitável.

Nestas circunstâncias é evidente que o estado deverá estar sempre investindo mais. Primeiramente para consolidar políticas objetivando a reinserção social dos excluídos. E depois para propiciar as condições econômicas que assegurem consistência ao tecido social.

Portanto, a qualidade dos investimentos públicos tende a ser cada vez mais monitorada pela população.

Avançando na leitura do texto, nosso autor passa a criticar a onipotência dos gestores públicos, que se distanciam da comunidade a quem deveriam servir com agilidade e presteza. O gerente e servidor público que deveriam tratar o cidadão com carinho, eficácia e respeito, passam a tratá-lo com desprezo e desdém, tornando a máquina estatal um colossal mamute, quase inerte, completamente indiferente aos anseios e necessidades da maioria da população.

Mais adiante, nosso autor adentra a questão da dívida externa, alertando para os perigos de o país ser levado à falência caso as transferências aos governantes e agentes financeiros estrangeiros não sejam reavaliadas e reduzidas.

Finalmente nosso autor misterioso avança na questão da cidadania. O clientelismo político tem sido uma tatuagem indelével na história brasileira. Os coronéis (antigos e contemporâneos) políticos têm mantido, ao longo da história, parte da população na ignorância, à margem dos benefícios do progresso, distante dos avanços obtidos pela modernidade. O objetivo é perpetuar no poder. Para manter o status quo, essas castas partidárias recorrem a práticas clientelistas e fisiologistas, e abusam das políticas compensatórias, quando o correto seria investir em políticas que levassem à auto-sustentabilidade do processo, gerando empregos e possibilitando a universalização do acesso à saúde, educação, cultura... O antigo ensinamento herdado de nossos tataravôs “mais vale ensinar a pescar que dar o peixe“ é deixado de lado, para vigorar medidas e programas que mantêm as pessoas na mais completa dependência do estado, tanto no aspecto físico como psicológico.

Como vemos, a atualidade do pequeno texto que estamos a analisar é inequívoca, retratando com precisão cirúrgica a situação em que se encontra o país. Situado no rol dos “politicamente corretos”, o texto poderia ter saído da lavra de um iluminado qualquer do PT, de um outro do PSDB, ou quem sabe, de um Celso Furtado, eterno irradiador de idéias. Mas pasmem, caros leitores, o texto foi escrito pelo romano Marcus Túlius Cícero, no ano 55 a.C.

É quando o passado não se esvai, assombrando permanentemente o presente. Exige de todos nós uma profunda reflexão sobre as transformações que ocorrem na sociedade. Inquieta saber que a alma de Marcus Túlius ainda não repousa em paz, pois que fala ainda, dois mil anos depois, ao coração do Brasil.

É Roma que, nos anos 50 antes de Cristo, já experimentava a realidade do Brasil moderno, ou é o Brasil moderno, que no século XXI, experimenta uma realidade similar à romana de antes do Cristo?

Antônio Carlos dos Santos, criador da metodologia de Planejamento Estratégico Quasar K+ e a tecnologia de produção de Teatro Popular de Bonecos Mané Beiçudo.